22 de Junho de 2012 • 09:37
Ronaldo com sir Martin Sorrel e lor Sebastian Coe: Copa e Olimpíada em debate Crédito: Edu Lopes
O ex-jogador e agora empresário da comunicação Ronaldo Nazário foi um dos ilustres convidados de sir Martin Sorrell (CEO do WPP, grupo sócio de Ronaldo na agência 9ine) na quinta edição do Cannes Debates, realizada no final da manhã desta sexta-feira, 22 (no horário local). O outro “debatedor” foi ninguém menos que lord Sebastian Coe, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.
Muito aplaudido e fotografado, Ronaldo não deixou de cumprimentar os corintianos presentes, em alusão à classificação do time para a final da Taça Libertadores da América. Questionado pela milésima vez sobre o que aconteceu na final da Copa da França de 1998, não se furtou a explicar que passou mal antes do jogo e lamentou a perda do título para os anfitriões do torneio.
Quando Martin Sorrell perguntou se o Brasil vai ganhar a Copa de 2014, saiu pela tangente: “O Comitê Organizador já tem muito com que se preocupar, tem outras pessoas cuidando disso”, desconversou. Auxiliado por uma tradutora, Ronaldo garantiu, mais uma vez que as obras para a Copa do Mundo de 2014 estarão prontas a tempo e enfatizou as transformações pelas quais o Rio de Janeiro está passando para sediar a Olimpíada de 2016.
Sebastian Coe exortou o papel dos patrocinadores dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres 2012, ao enfatizar que sua atuação hoje é muito mais ampla do que no passado. Segundo Coe, as empresas se envolvem com o evento do começo ao fim, inclusive na organização, treinamento de voluntários e outras atividades relativas aos Jogos. “Os patrocinadores realmente ajudam os eventos esportivos a acontecer”, apontou.
O presidente do Comitê Organizador de Londres 2012 destacou que este é o pior momento possível para se organizar um evento deste porte, devido à crise econômica na Europa. Em contraponto, lembrou os milhares de empregos gerados pelas obras e pela movimentação de negócios antes e durante o evento, que injetaram cerca de seis bilhões de libras na economia britânica. O legado do evento também mereceu destaque: Coe usou o exemplo de Barcelona, que viu o número de visitantes se multiplicar após a Olimpíada de 1992, para defender que Londres desfrutará dos efeitos do torneio ainda por vários anos.