Muita gente já falou sobre as similaridades entre o cenário atual das indústrias fonográfica e publicitária. Ambas foram fortemente impactadas pelo advento da internet e a revolução que o mundo digital provocou no modo como pessoas consomem, respectivamente, música e propaganda. Esse movimento forçamente fez com que os modelos de ambos os setores fossem revistos. Aqui em Cannes, neste ano, a música está presente de diversas maneiras no Festival e de forma muito inspiradora.
A mais visível delas foi no disputadíssimo painel do Grey Group, com a legenda viva Tonny Bennet, realizado nesta quarta-feira, 18, no Palais. Do alto de seus 81 anos, ele resumeu exatamente a essência de sua arte em uma frase que se encaixa perfeitamente também para descrever a função da comunicação publicitária: "Música tem a ver com emoção e tem o poder de estabelecer conexões com as pessoas".
A música também está presente em Cannes com o comentadíssimo filme "Gorilla Drummer", da Fallon Londres para a Cadbury Adams. Na linha ame-o ou odei-o (veja post de Guga Ketzer no blog Sapo de Dentro nesse site), a questão é que ninguém fica impassível diante da interpretação emocionada do símio que toca bateria ao som de "In the air toninght", de Phil Collins.
Mas, de onde acredito que vem a lição mais interessante que a indústria fonográfica pode dar aos profissionais da publicidade é do case vencedor de um dos três Grand Prix de Cyber, o Year Zero (veja aqui). Assinado pela norte-americana 42 Enterntainment para o grupo de rock industrial Nine Inch Nails (NIN), liderado pelo engajado Trent Reznor, o Year Zero é um Alternate Reality Game (ARG) feito para divulgar o álbum de mesmo nome da banda. Lançado em 2007, a ação contou com uma estratégia de grande impacto, envolvendo os fãs em uma intensa busca atrás de pistas dadas pelo site até descobrir que tratava-se do novo trabalho do NIN.
Reznor - assim como seus colegas do Radiohead - tem sido um incansável ativista da música como forma de expressão e inovação não só no conteúdo, mas também na maneira como ela chega até seu público. O músico e produtor está conseguido capitalizar positivamente as mudanças que a tecnologia provocou no mundo da música.
O NIN tornou-se independente em outubro passado. No seu mais recente álbum, lançado em março deste ano, o Ghosts I-IV, o lançamento contou com a disponibilização por meio de download gratuito das nove primeiras faixas. O sucesso foi estrondoso. As faixas de Ghosts I-IV foram criadas, segundo Reznor, pensando-se em um filme imaginário. No lançamento do trabalho, ele postou um vídeo no YouTube convocando os fãs a produzirem seus próprios filmes utilizando as faixas como trilha sonora. Os melhores filmes serão exibidos em um festival hospedado no perfil oficial do NIN no My Space.
Um site criado para divulgar o novo álbum da banda britânica Pet Shop Boys, chamado Integral, criado pela agência londrina The Rumpus Room, levou Ouro em Cyber na categoria Idéias Inovadoras (veja aqui).
Ou seja, música e publicidade estão cada vez mais próximas e ambas demonstram que a reivenção é o que fará delas algo sempre presente na vida das pessoas.
Todo mundo tem aquela música que emociona, que ativa o "share" de tanta coisa, tantos sentimentos e recordações. O poder e encanto da música ainda pode fazer muito pelas marcas. Ivan Lins, numa entrevista no programa Show Business, apresentado pelo João Dória (Rede TV) no início deste ano, enfatizou esa premissa. E por falar em convocar os fãs a produzirem seus próprios filmes utilizando as faixas da sua banda como trilha sonora, nada impede que o exemplo seja imitado em promoções cooperadas com marcas e artistas, Uma mão lava a outra. Taí a dica.
Pois é, parece que só para nós, brasileiros, tão afastados da compreensão do fazer e do que nos faz a coisa "música", esse assunto é novidade. Quando não entendemos e não convivemos atentamente com o acontecimento musical, parecemos criancinhas, que escolhem tudo apenas com os olhos... Ouvidos atentos!
Ninguém nos dias atuais consegue viver sem nunhum tipo de musica, na verdade o conceito da musica foi impetrado gradativamente em nossa criação. Quem não se lembra ao ver um casal apaixonado de uma musica romântica que marcou sua juventude? Pois é, a musica move nossos sentimentos e na pubicidade trabalha o campo das emoções para identificação em massa de um produto, acho esta uma das mais importantes lições ser tomada para uma campanha publicitária de alto grau de aceitabilidade.
A musica para mim. deixa me suave livre e pouderante em que faço, yany eu viajo flutuo.dentro do meu trabalhoouvindo . ela faz eu relaxar.calmo e destressa minha alma.gostaria muito de estar dia dia dentro de um pauco de musica de meus ouvidos ja mais deixarei de ouvir uma boa musica dentro de minha normas de trabalho.isso que li eh tudo de bom para nos paranaense abraços luiz carlos rodak