Vou concordar muito com o Anselmo. E digo mais: os dois dias mais importantes do Festival são o do vôo de ida e o do vôo de volta. Na ida, a mistura da incerteza com a torcida, o eterno questionamento do “estamos fazendo a coisa certa?”. Na volta, a quebra de uns mitos, a confirmação de umas certezas, a comemoração das vitórias e uma vontade louca de trabalhar, pilhar a equipe, a ansiedade por botar a mão na massa e fazer melhor, melhor, melhor. O presidente do júri instruiu os jurados a premiarem as peças que lhes causassem mais inveja. A mesma recomendação vale para nós, delegados. Saí me roendo com trabalhos que eu já conhecia (Halo 3, HBO, Gorilla, Matchbox) e me roendo mais ainda com os que eu ainda não tinha visto (o filme Damn Boots e aquele print de Jeep, com as silhuetas, me deixaram doente). Agora é voltar pra lojinha e trabalhar, meus caros, que ano que vem tem mais.
O shortlist virou longlist. Ontem cheguei no Palais às 9 da manhã e só saí às 8 da noite. Vi muita coisa legal. Mas vi cada coisa também que não podia estar ali. Era vaia atrás de vaia.
Cito dois filmes em particular que foram vaiados com um quê de raiva: um filme que mostra closes de orifícios anais de quadrúpedes defecando e letreiros falando de green house emissions. E um outro com um jovem ralando a mão no asfalto até ficar um cotoco ensanguentado pra falar de road safety. Os dois de extremo mau gosto.
Não achei legal a idéia do duplo Grand Prix. É como ter dois campeões na Copa do Mundo. Grand Prix é Grand Prix. E acho que deveria ser só o Cadbury “Gorilla”. Adoro a campanha “Believe” de Xbox, mas ela também ganhou várias outras coisas e poderia deixar esse prêmio só pro gorilla.
Se eu pudesse mudar alguma coisa, eu daria um Leão de Prata para a campanha de Cyloop Music Website da La Comunidad. Só o “Pants” ganhou um Bronze. E acho um pena “Horse” e “Pool” não ter ganhado nada.
A importância da música é fundamental. E os ingleses entendem isso como ninguém. A música certa faz o filme. Exemplos: Skoda “Cake”. Bravia “Play-Doh”. VW “Night Drive”.
Adoro o acting americano. Skittles “Touch” e “Piñata”, Fedex “Conference Call”, Crest “Bulldozer”, “Piñata” e “Pre-Nup” são ótimos exemplos onde o acting é tudo. Buenos Aires Independent Film Festival “Tom Sellecks” e “Bon Jovis” também. Impressionante o acting argentino.
Para mim, o melhor de vir a Cannes não é ver as peças de print ou o long list ou o short list ou os seminários. Também não é ver topless na praia ou comer foie gras e crème brulê. Para mim o melhor de Cannes é aquela sensação de querer e poder fazer melhor. É no avião de volta, quando você está segurando um leão de metal na mão ou não, que faz toda a diferença. É precisamente esse momento que justifica a vinda a Cannes.
Parabéns Juan Cabral, por estar pensando e liderando a comunicação publicitária voltada para o Entretenimento.
Sabemos que este é o caminho, e volto para nossa terrinha feliz vendo que este festival aponta para o futuro de uma forma bastante natural, premiando o Gorilla.
Entretenimento é o caminho, sabemos disto já há alguns anos.
Nossa classe média deseja e muito ser entretida, aliás, quem não deseja, né?!
Torcemos muito para que as agências / clientes e as produtoras do nosso mercado pensem e realizem projetos como este, ora pois: temos talento de sobra, isto é fato.
É só querer que rola.
Onze horas. Esse é o tempo que você gastaria se fosse assistir toda sequencia do short-list (incluindo a série B). E para que isso não vire mais uma reclamação do “sapo de dentro”, sugiro uma humilde sugestão para o festival. A idéia é simples: Não existiria mais projeção de long-list. Já no começo da semana, o juri já seleciona o short list para ser projetado nas salas. Assim teriamos tempo de ver todos os filmes com calma e poder curtir os seminários e workshops que estão cada vez mais chamando a atenção.
Bom, aqui vão os meus favoritos de filmes:
Filme para NIKE dirigido pelo Guy Richie. No Brasil existe uma versão mais curta chamada “Rala que Rola”. Uma subjetiva incrível de um jogador de futebol.
A campanha de Crest funciona perfeitamente para o Brasil. Só não tente fazer isso em casa.
Os filmes para a FedexCup. Sempre com actings de primeira linha.
Os 3 filmes para HBO. É um cliente que conhece muito bem o seu produto. Uma série primorosa.
E “Dude” para Budlight Beer. Seria o nosso “Mano” no Brasil. Muito divertido.
Parabéns para a Leo pela excelente campanha do Lance Final. Simples e divertida.
Estou na torcida pela Almap agência do ano. Seria mais um bom caneco para o Brasil.
Au revoir.
Foram 24 categorias, nove horas de projeção.
Non stop.
Curioso o baixo número das campanhas de TV.
Bastante execução individual maravilhosa.
E poucas - em comparação ao número de shortlists - campanhas sob o mesmo tema ou insight.
Meu GP vai para HBO Histories.
Os filmes do avião, do ataque cardíaco e do pai da garçonete merecem ser revistos milhares de vezes.
O segundo trabalho preferido: o da empresa de celular que nao engana as pessoas, criado pela Droga NY. Campanha 100% de marca, com apelo 100% de varejo.
Letreiro pra tudo quanto é lado e, mesmo assim,
um trabalho primoroso. Uma aula de propaganda.
A campanha de Crest também tem um pensamento que dá pano pra uns cinco anos de manga aqui em Cannes.
As categorias que me pareceram as mais difíceis de achar o único ouro foram bebidas alcoolicas e cosméticos.
A categoria Corporate Image também estava difícil. E, pelo que andamos lendo por aí, parece que tem leão brasileiro nela. Leão, nessa categoria, sempre é uma façanha.
Quase no finalzinho do festival, já com fofoca de grand prix pra tudo quanto é lado, boa hora para dar uma geral.
1-Concordo com o Mario D'Andrea sobre a "longura" do short list, com porcarias inacreditáveis
2-Ao contr´rio dos dois últimos anos, quando Honda e Guiness eram pule e tinham inquestionável legião de fãs, este ano não tem aquele que fez a torcida levantar
O meu grand prix não é nenhum deste que "os especialistas" levantou.
3-A categoria Titânio esteve sempre lotada de gente,
o que é do cacete, e as idéias eram excelentes.Só tem que avisar para alguns que a categoria não é de powerpoint de planejamento .
4-Ainda faltam clientes aqui, aprendendo a sair da pré-
história, não é a toa que alguns dos clientes que vêm ao festival fazem um trabalho mais moderno do que a média
5-Almap e F/Nazca voltaram a inscrever em rádio,
isso melhora muito a chance do Brasil, como se pode ver
6-A categoria design tava do grande cacete
7-A festa do Terra deste ano compensou com sobras
a festinha meia-bomba do ano passado.A melhor festa
do festival em todos os anos em que eu vim.
Tchau e benção.
Conversei com meu amigo Sergio Valente, um dos jurados da categoria, um pouco antes de entrar para assistir o short de Titanium. Papo bacana e esclarecedor.
Ele me disse que o juri se baseou em alguns fatores para definir os finalistas: qualidade do engajamento, integracao (sempre pela otica do consumidor), influencia (ao inves de seducao), relevancia (sempre para o consumidor) e o aspecto Glocal. Muito bacana poder assistir os escolhidos sabendo antes os criterios direto da fonte. E realmente a selecao faz sentido por essa otica.
O curioso eh que esses criterios sao muito proximos dos preconizados pelo novo processo de planejamento mundial da Leo Burnett chamado Humankind. Os olhares cada vez convergem mais...
Foram quase 8 horas de short list de filme, mas poderiam ser no maximo 4. E pela quantidade de vaias fica obvio que a galera concorda. Tem coisa boa, tem coisa unanime, mas tem muita coisa que nao vale perder nem dia de chuva pra assistir, imagine um dia lindo como o que fez aqui. Bom, so resta torcer pelos brasileiros que estao na parada, varios sao bons. Na minha opiniao, a campanha da Leo para o site LanceFinal tem muita chance. Sorte pra todos. Vou indo que ainda tem um pouco de sol la fora. abs
Sem querer dar uma de rabugento, mas o short list deste ano deveria ser bem mais short.
Muita peca que voce ve no long list e " perdoa" pensando que no short ira desaparecer... nao desapareceu.
Estava lah, vivinha da silva.
E olha que vi ateh agora 23 categorias (faltam algumas que vou tentar enfrentar bravamente amanha, sabado).
Cah entre nos, daria pra fazer um short, no minimo, metade deste que estao mostrando.
Mas enfim, podia ser pior.
Jah pensou assistir um short list desse no Anhangabau, 6 horas da tarde?
De qualquer maneira, tem sempre os " incontestaveis".
A campanha da HBO, fantastica. Procurem na internet, imperdivel. Inteligente, roteiros muito bem escritos, cinema da mais pura qualidade.
Vejam o case Frexenet, da JWT Barcelona - tem no youtube.
E, eh claro, o jah famoso Gorilla Collins, pra Cadbury.
No minimo, divertido pra caramba.
Dos brasileiros finalistas, acho que o mais forte concorrente eh a otima campanha da Leo para o site Ultimo Lance. Um filme melhor que o outro.
Tá difícil freqüentar todos os workshops e seminários. É muita gente e muitos acontecem ao mesmo tempo em andares diferentes do Palais.
Mas o que deu pra ficar claro é que as marcas finalmente estão respeitando e acompanhando o dia-a-dia do consumidor nessa era digital, descobrindo seus hábitos, comportamentos e tudo mais que possa fazer sentido para conectarem-se com eles.
Agora temos mais um desafio na hora de desvendar o DNA do consumidor: temos que conhecer também o DNA Digital dele.
Muito bacana o seminario da TBWA ontem, com o Jean-Marie Dru. Eu sempre divido os palestrantes entre os que falam, falam ... e os que fazem. E o Jean-Marie realmente faz!
Ele nao se concentrou na disruption, como esperado, mas em como os grandes anunciantes estao se tornando tambem anunciantes criativos e premiados (veja-se a Unilever, no ano passado, com Grand Prix em Filmes e a Procter, neste, com o Grand Prix em Press). Possivelmente isto acontece porque as grandes empresas estao percebendo que nao basta mais ser bom (e ser bom eh ser medio, atingir o maior numero de pessoas, correndo o menor risco). Para se destacar, ser relevante para seu consumidor na fragmentacao dos meios, os grandes anunciantes ja perceberam que precisam investir na criatividade, na diferenciacao, no risco. "Big ideas win. Good ads don't", repete Jean-Marie. E assim as grandes empresas podem se comunicar mais estrategicamente, com um olho aqui e outro la na frente, trocando share of market pelo share of future.
Ontem finalmente consegui assistir aos filmes da categoria de servicos financeiros. Foram 3 horas de muita perseveranca. Entre coisas chatas e bacanas, reparei a vontade mundial de sair fora do idioma banques. Durante a apresentacao, compilei alguns posicionamentos. A maioria reflete a necessidade de colocar o controle na mao dos clientes. Vejam quantas variacoes do mesmo tema: 1. o poder em suas maos 2. Pense que e possivel. 3.Faca o que voce faz de melhor. Nos fazemos. 4.Make it happen. 5. Vamos direto ao que voce quer...Agora o mais marketeiro foi: inspirado, motivado, envolvido (UAU!!! eu quero ser cliente ai!). Ser uma empresa orientada ao cliente e algo que vai muito alem de uma assinatura, considerando principalmente a aridez da area financeira. Egg Bank, UK, e um dos poucos exemplos de atitude fora da caixa. Por isso a categoria continua bem, bem morninha...
Que o mercado publicitário no mundo ainda é um reduto mais masculino todo mundo sabe. O que talvez nem todos repararam é como as mulheres tem recuperado o tempo perdido e crescido nessa área. Basta chegar em qualquer sala de exibição do Palais aqui em Cannes e verificar que elas já ocupam talvez uns 20% dos postos de Delegados. E se olharmos apenas os participantes da Europa e norte das Américas vamos perceber que essa proporção é ainda maior.
No Brasil as mulheres em área de criação ainda são poucas. Chega a ser curioso que, em um ambiente que deve estar sempre aberto a inovações e ao que há de mais moderno no mundo (e às vêzes até fora dele), as mulheres ainda têm pouca participação em terras verde-amarelas. Falta de capacidade criativa? Claro que não. Falta de vontade de trabalhar em uma área tão interessante e desafiadora? Duvido muito. O que me parece mais provável é a falta de oportunidades. Talvez os que selecionam os talentos futuros da criação possuam paradigmas masculinos demais para dar chance às mulheres. Diversidade, agências, é fundamental para o processo criativo. Ainda mais se pensarmos no país-continente que é o Brasil, com um aspecto multicultural incrível. Portanto, deixo aqui meu desafio: agências, dêem uma chance às mulheres!

Separated at birth? Stephen Lundberg, Lowe New York, e Aricio Fortes, DDB Brasil, no Gutter Bar.
Existem festivais inclusivos e festivais exclusivos. Cannes é um festival inclusivo. Cada vez há mais categorias e mais chances de ganhar Leões. Há uma quantidade imensa de bronzes. O D&AD, por exemplo, é exclusivo. Se você não for o Juan Cabral, é praticamente impossível ganhar um Black Pencil. Não existe um modelo certo ou errado. São apenas dois modelos diferentes.
Hoje fui dormir mais cedo (2:00am) porque amanhã é o melhor dia: shortlist de filme. Todo ano faço o mesmo ritual, compro uma baguette de jambon&fromage e uma Orangina numa barraquinha da Croisette, me acomodo no Grand Auditorium, e só saio quando acaba. A reação visceral do público é sem dúvida a melhor lição do festival. Melhor que qualquer seminário. Porque no fundo um bom filme se define assim mesmo: com palmas ou vaias. Ou pior ainda, com indiferença.
Cinco dicas radicais de como ser um jurado em Cannes, segundo Gastón Bigio da Ogilvy Argentina, jurado de filmes do ano passado.
1. Não fale com ninguém do mercado. A pressão é muito alta e cada ligação é uma cobrança, uma pergunta, uma preocupação. Só desconcentra e não ajuda o seu trabalho.
2. Durante o julgamento não fale nada nos 3 primeiros dias. Quanto mais um jurado fala, menos votos ele consegue.
3. Não vá em festas ou restaurantes badalados. Isso é para delegados. O jurado veio a trabalho.
4. Escreva antes o que você for dizer para defender uma peça. Isso te obriga a pensar melhor o argumento. A dinâmica de um juri internacional tem que ser mais ponderação e menos improvisação. Mais United Nations e menos mesa de boteco.
5. Nas últimas 3 horas de julgamento, é tudo ou nada. Xingue. Pule na mesa. Repesque uma última campanha. Ameace chamar a Embaixada. Você nunca mais vai cruzar com o jurado Tailandês mesmo.
Encontrei um argentino que não sabia se estava assistindo a categoria certa.
Encontrei um Presidente de agência que não entendia por que a categoria Integrated era uma e a Titanium outra. E por que, em cada uma destas categorias ele assistia o que assistia também na outra.
Encontrei um jornalista que me disse que não estava conseguindo acompanhar o festival.
Encontrei um redator, que já trabalhou comigo, que está aqui mas prefere ficar checando nos sites brasileiros o que está acontecendo em Cannes. Que é aqui.
Encontrei outro argentino, muito talentosos aliás, que tinha certeza que estava na categoria errada.
Entrei atrasado em uma das salas onde acontecia um seminário, perguntei à um desconhecido sobre o que estavam falando ali no palco e ele disse que achava ser o pessoal da Wunderman que comentava sobre marcas que fazem campanhas éticas. Era o pessoal da G2 que estava falando.
Fui procurar uma determinada pessoa com quem precisava falar, ela estava em Saint-Tropez.
Encontrei um Diretor de Marketing de uma empresa muito importante no Brasil, perguntei o que ele estava achando. Ele respondeu:"Me disseram que está ótimo".
Falei com um sujeito bem simpático, que nunca tinha vindo e explica em detalhes tudo que está acontecendo.
Vi um outro Presidente de agência dando entrevista para um canal importante e dizendo que está super feliz de estar em Cannes, que o lugar é lindo, que é super bacana conhecer gente legal, que está na maior expectativa com a festa de hoje á noite e que no ano que vem, garante, voltará.
Não encontrei ninguém que conseguisse explicar os critérios que levam um Leão de Mídia a ser um Leão de Mídia.
Li em "Case Results" de algumas peças shotlistadas coisas assim: "Vendeu muito". "O cliente ficou muito feliz". "O anunciante decidiu investir e realizar de fato a campanha proposta".
Tropecei em gente querendo saber onde estão os prêmios de design. Outras querendo saber quais são os prêmios de design.
Está todo mundo perguntando alguma coisa. E de todas as respostas que ouço, a mais sincera tem sido: "Héim?
Teve gente que nao viu e nao gostou. Eu pirei no Tony Bennett por causa do Tony Bennett mesmo. Ele eh um querido, um classico, uma instituicao. Nao da pra nao gostar, ate porque se nao gostar do que ele ta falando eh soh lembrar dele cantando.
E sem falar de comunicacao ele falou de comunicacao o tempo todo. Musica e propaganda tem em comum tocar a alma das pessoas - o Tony vem cantando e encantando ha mais de 60 anos.
A Grey quis fazer esse seminario pq 2/3 dos comerciais produzidos no mundo tem musica. Eles falaram da busca pelo equilibrio entre arte e comercio, coisa que segundo eles o Tony sempre fez com sua musica.
Ele diz que a receita pra errar feio eh esquecer integridade e o real proposito daquilo que se faz e fazer algo para agradar a audiencia. Outra coisa que ele falou e que ficou na boca do povo na porta do salao debussy: "Eu sou anti demografico ".
Tony Bennett nao pensa demograficamente e portanto sua musica eh multi-geracao e atemporal. E musica não eh understanding, eh feeling. Sorte dele porque no nosso oficio feeling eh bom pra comecar. O tal gut feeling, a intuicao, que eh minha melhor amiga e eu uso mesmo. Não da pra usar na campanha do salgadinho mas funciona bem pra leave your heart in San Francisco.
Fearless foi o tema da concorrida exibição de filmes dos novos diretores promovida pela Saatchi&Saatchi.
Uma imagem de um jovem diretor sorrindo enquanto sua cabeça estava corajosamente enfiada na boca de tubarão importado do filme do spielberg ilustrou o tema.
Mas o que exigiu coragem mesmo foi enfrentar a fila enorme que se montou no Palais.
Mais do que a extensão da fila, ou a boca do tubarão, o verdadeiro show de horror ficou por conta do fura-fila generalizado e sem controle.
Pra quem gosta de estatísticas: das 12 cortadas (pelo menos) que eu testemunhei, nenhuma foi protagonizada por um brasileiro. Pois é, parece que "jeitinho" virou orgulho europeu.
A propósito, muuuita coisa legal. Já tinha visto uma ou outra no YouTube, isso é indício de que as demais devem estar lá também. Vale a pena.
Senhores e senhoras,
perdi parte da manhã vendo todas as inscrições do Brasil em Press e depois em Outdoor em um daqueles computadores disputados a tapa.
Salvo erro foram 800 + 600 peças e, sinceramente, não vi nada que considerasse um absurdo por não ter entrado no shorlist. Achei que a F/Nazca tinha coisas que até mereciam entrar mas nada tão grave.
Depois conferi Media, Promo, Press e Outdoor que estão expostos. Coisa nova e bacana mesmo só em Media e Promo.
Também vi muito não-criativo de agência e clientes por aí. Bom, muito bom. Aliás, a melhor coisa do festival até agora.
So ontem consegui chegar a Cannes. E de noite, ja que acabei ficando varias horas em Paris. Ja na escala percebi uma mudanca significativa no voo. Nos anos anteriores, principalmente tres ou quatro anos atras, eu so encontrava o pessoal das agencias. Mas voei para ca com varios executivos de empresas anunciantes. No lobby do Majestic, quando cheguei, as primeiras pessoas que encontrei foram tambem anunciantes. Com os clientes presentes, publicitarios de outras areas da agencia que nao so a criacao tambem comecaram a frequentar mais o festival. Nova cara para o evento, talvez, numa direcao interessante de trabalho mais proximo entre agencia, cliente, produtora e veiculo.
Infelizmente ainda existe uma percepcao distorcida por uma boa parte dos anunciantes brasileiros no que se refere a Cannes. Pura desinformacao. Se aqui foi lugar de festinha de publicitario, deixou de ser.
Por incrivel que possa parecer, a situacao chega a ficar aflitiva, porque esta praticamente impossivel acompanhar tudo que se seleciona como potencialmente interessante.
Para quem quer conhecer long lists: muita inscricao (estariam as inscricoes baratas?) com comerciais da pior qualidade, sem qualquer razao para terem sido enviados, a nao ser a provavel satisfacao de ego de alguem da agencia. Mas no meio de tanta coisa, uma grande ideia daquele pais que v. nem esperava. Tem que ver tudo.
Seminarios com temas bastante relevantes coincidem com categorias de interesse e v. tem que fazer escolhas (bem, nada mais do que a vida nos exige todos os dias).
Comunicacao Integrada cada vez com mais interesse de publico: sao mais de 350 cases, com duracao entre 3 e 5 minutos cada. La se foi um dia inteiro, das 9hs as 19:30hs, podem acreditar.
E para analisar com atencao a exposicao dos finalistas de Midia, Internet, Promocao, Marketing Direto e Press … pode contar com algumas horas para isso, no minimo. Nao da tempo. Sem esquecer do Design, nao eh Juju.?
Fui.
Antonio Fadiga
Estou cada mais convicta que Chris Anderson vai fazer sucesso novamente com o seu novo book, FREE! O livro abordara a tem'atica sobre como as empresas vao ganhar dinheiro a partir de uma plataforma free. Isso porque os custos levam para o mundo digital. O mundo digital viabiliza distribuicao em larga escala. Mas pede o gratis! Estamos vendo aqui varios exemplos de como as empresas fazem mais negocios, conseguem mais fidelidade, mais simpatia de marca, enfim, muito mais com muito menos, online. Branded Entertainment e a melhor estrategia. Ao mesmo tempo torna sua marca " amiga" , proxima, descolada e util. Isso 'e fundamental. Como Guinnes que lancou um guia de Pequin para download no celular. Voce seleciona o que quer falar em ingles. E no viva voz a frase e pronunciada em cantones. Util nao? Imagine ir para as Olimpiadas e transformar sua viagem em um pesadelo porque voce nao fala a lingua local? Enfim, sao muitas coisas e por aqui vemos zilhoes de iniciativas nesse sentido; um trampolim para aquisicao, fidelizacao e rentabiliza'cao dos negocios. Tudo isso agrada muiiiiiiiiiito meu lado criativo. Mas Hora/dream e free. Hora/homem nao...
Salve.
Queria dar um ptaco nesta historia do filme do Gorilla.
Independente se o filme é ou não é isso ou aquilo, uma coisa que este filme é, de verdade: o resultado nítido da confiança de um cliente na sua agência.
Imagine voce, na sua agência com uma idéia como essa. Colocando aquilo num roteiro ou, se for mais cuidadoso, montando um monstro daquele filme e levando para o seu cliente.
Você acha que qualquer cliente aprovaria?
Improvável.
Li aqui no Sapo que este filme tem zilhões de views no youtube. Tirando o buzz efeito Anemokol, o bacana é ter lido também que este comercial movimentou, indo ao ar em rede nacional na Inglaterra, a venda do produto a níveis surpreendentes.
Corta.
Estamos em Cannes é a linha simplista de avaliação fica na conversa se uma peça é boa, é ruim. Se ela é isso ou aquilo.
Penso que, em nome do negócio, poderíamos também começar a avaliar o nível de parceria e confiança entre clientes e agências. E quanto isto reflete, de verdade, na qualidade final do trabalho.
Imagino que o cliente de Gorilla, caso tenha desconfiado do roteiro de saída, certamente confiou no argumento e na aposta de sua agência.
E o resultado aí está.
A comunidade criativa inteira debatendo uma determinada execução como nao fazia há muito tempo, os ingleses comprando tal chocolate, como não faziam há muito tempo.
Teorias mis sobre a genialidade ou não da execução.
Mas, acima de tudo, uma maravilhosa e metafórica oportunidade de lembrarmos dos raros clientes que, confiando na sua agência, insistem em deixar o macaco.
Não é verdade, mas deveria ser - pelo menos se o objetivo fosse mesmo assistir a tudo que acontece dentro do evento. Hoje, é impossível ver todas as palestras, assistir a todos os filmes, clicar em todas as peças de internet, olhar todos os anúncios, analisar todos os cases de mídia e direct, entender e absorver o Titanium, encontrar com os clientes, fazer as reuniões com as agências do grupo, enfim, viver de verdade tudo o que está acontecendo ao mesmo tempo agora. Ontem mesmo, a palestra da R/GA & Nike coincidia com uma outra chamada Elias Arts - What Does Your Brand Sound Like? - Adivinha onde todo mundo foi? Isso acontece o tempo todo aqui. David X Golias das 9h às 20h - hora que o Palais fecha. Até aí, parece fácil: vc escolhe a melhor e vai. Mas será que as respostas que procuramos vão vir mesmo do óbvio? Do que já é consagrado há anos? Não seria interessante também ouvir e ver palestras, workshops e seminários de gente que está vencendo criando rotas alternativas? Enquanto tivermos um Festival cheio de opções, mas que enfia cada vez mais coisas dentro do mesmo período, fica difícil saber. Não estou querendo as 2 semanas, não. Mas acho que sem um foco claro e uma agenda justa, muita coisa nova e boa passa despercebida. Ou melhor: sem sequer ser vista.
Nós brasileiros nos orgulhamos de ser o Brasil um país democrático, progressista e liberal. Com frequência burlamos de posições de outros países que a nosso ver são extremamente conservadores, e até mesmo retrógrados. Achamos engraçado quando um estrangeiro se assusta com fatos que para nós são corriqueiros. Tudo isso, contudo, passa muito longe das atitudes “politicamente corretas” que assumimos na publicidade, algo que nem nos países onde isso é mais valorizado acontece. Um bom exemplo disso é a safra atual de filmes aqui no Festival de Cannes.
Assisti a diversas categorias, incluindo Alcoholic e Non-Alcoholic Drinks, Best use of Sound, Home Eletronics & Audio-Visual e partes de Publications & Media e Travel, Transport & Tourism. Praticamente em todas elas pude presenciar filmes e mais filmes com temas que no Brasil não seriam aceitos. No filme Dragon Lady (da Woof Ho Chi Min City do Reino Unido para a Nine Dragons Alcohol), por exemplo, a garota do título esbanja sensualidade, deixando qualquer marmanjo de queixo caído (não deve ser esse o efeito desejado?). Ou então os diversos filmes de Bud Light nos E.U.A. (da DDB Chicago), que persegue o tema do machismo em grupo faz alguns anos. Temos ainda muitos filmes de países europeus ou americanos (em várias categorias) com pessoas sendo mutiladas (um exemplo é o filme Trap, para o Refrigerante Jokk Drind, da Saatchi & Saatchi de Estocolmo) ou pequenos animais sendo destroçados sem piedade. Em alguns momentos as referências ultrapassam o limite do bom-gosto, mas em geral são utilizadas como claras brincadeiras que reforçam o bom-humor reinante na comunicação hoje em dia. Mesmo as cenas “sensuais” podem ser consideradas “caretas” vis-a-vis o que a programação normal de nossas TVs exibe, mas são um escândalo se tratamos de nossa publicidade (veiculada nos mesmos programas de TV mencionados).
Creio que devemos continuamente nos policiar, evitando criar uma carapaça de proteção exagerada ao consumidor. Nosso público adulto tem mais do que capacidade para discernir o certo do errado, não precisando de censura (tão utilizada em tempos passados no Brasil) para isso. Basta ver o que paises mais avançados que o nosso estao fazendo.

Assim como não se deve passar a vida dentro da agência, também não se deve passar a vida dentro do Palais. É importante sair um pouco e entender o consumidor. Por isso resolvi passar a manhã estudando os consumidores em Monaco. Estava eu calmamente caminhando pelo Principado fingindo que era alguém importante quando me deparo com um interfone de um prédio. Olhando a foto postada dá pra ter uma idéia de quem eu acho que mora lá.
Confesso que ando meio sem saco de ver long lists de filme. Lembro da primeira vez que vim pra Cannes. Eu era super CDF, via todos os long lists, fazia anotações, ia de terninho na festinha de gala, patético. Hoje em dia preciso reservar meu cérebro só pra coisas boas. Eu não consigo mais ter que aguentar meia hora de filme ruim pra ser recompensado com um bom.
Terminei de ver Press&Poster. Vi também Direct, Promo, Media e Design. Interessante algumas descrições de "Results" nesses boards: "O cliente ficou muito feliz". "Vendeu muito". "O resultado foi excelente".
Um ponto interessante que surgiu em relação ao Media Lions é o seguinte: se queremos convencer o mundo de que o modelo brasileiro de mídia dentro da agência funciona, porque não somos o país com mais leões nessa categoria? Mídias e criativos: uni-vos.
Não gostei do Grand Prix de Press. Acho que é uma ótima campanha. E sim, "Never Let Their Toys Die" é um insight super verdadeiro. Mas assim como muitos outros. Acho que um Grand Prix tem que se destacar claramente do resto e apontar algo novo. E essa campanha não faz isso. O juri poderia por exemplo ter decidido não dar um Grand Prix este ano. Agora eu fiquei impressionado com o poder de previsão do Steve Lundberg da Lowe New York. Desde o começo do festival ele vem falando que o Grand Prix seria Energizer. Steve, pára tudo e joga na loto.
Guga, aqui vai um argumento que tenho usado com um certo sucesso para converter pessoas anti-gorillas em pro-gorillas. O conceito da campanha de Cadbury é “A Glass and a Half Full of Joy”. Pois é justamente isso o que vemos. Quer algo mais representativo de “Joy” do que um gorilla tocando bateria ao som de Phil Collins? O comercial nada mais é do que uma interpretação livre do conceito da marca. E porque um gorilla? Eu respondo com outra pergunta: e porque temos que sempre ter uma resposta lógica pra tudo?
Dando continuidade a serie 'comentando os comentarios', nao ha como falar sobre Tony Benett. Os comentarios foram os mais variados possiveis, indo da escala 'nao vi nada de mais' ateh 'foi emocionante'. Emocionante ou nao, nao da pra negar que ele sabia o que estava fazendo e se tornou uma marca e produto longevos, o sonho de qualquer artista e tambem de qualquer empresa. E ele disse algo bem atual e verdadeiro, acho que mesmo sem saber. Ele deixou transparecer que seu grande trunfo sempre foi seu vinculo com o consumidor. Sensacional, afinal nao eh isso mesmo? Parece simples, mas a gente sabe que eh complexo pra caramba.
Liga voando que o jogo tá ao vivo. Abs

Você já conhece o Brand Tags (www.brandtags.net), certo? Que tal agora tagear todas os principais tópicos de Cannes no Cannestags.com? Divertido, mas ainda está no começo... O Paul Woolmington, da Naked, começou a divulgar ontem.

David Lang – presidente da MindShare e a Laura Klaubert - VP of Global Media da Unilever – apresentaram seu sitcom online “In the Motherhood”, um projeto de conteúdo assinado pela marca Suave de produtos de higiene pessoal da Unilever, e amparado em 2 insights: (1) as mães olham para outras mães em busca de conselhos, mais do buscam especialistas; e (2) por mais absurdo que pareça, as mães ficam felizes quando encontram outras mães em uma situação pior do que a delas (veja o episódio do avião!). A inovação está no fato de que pela primeira vez um anunciante desse porte resolveu usar a Internet como realmente ela deve ser utilizada, mesclando suas principais forças para engajar suas consumidoras. O projeto tem todos os componentes para engajar as consumidoras com a marca, ao mesmo tempo em que divulga os produtos, aumenta a consideração e estimula a compra:
(1) As próprias consumidoras enviam suas histórias reais para os roteiristas (conteúdo gerado pelo consumidor);
(2) Os roteiros pré-selecionados são votados e discutidos pela comunidade (consumidor no poder / comunidade por afinidades);
(3) A dona da estória escolhida é então convidada para acompanhar toda a produção em Holywood e aparece no making of do episódio, que também fica disponível no o site (participação do consumidor e conteúdo diferenciado);
(4) Os programas podem ser assistidos quando e como as consumidoras quiserem (vídeo on-demmand);
(5) O produto está sempre em segundo plano, mas é evidente que ele é o grande astro do show, entregando a proposta da marca através dos temas dos episódios: Suave é uma marca que tem como objetivo ajudar as mães que desejam voltar a ter tempo que elas tinham antes de ter seus filhos;
(6) A marca atua como um “enabler” do processo de criação, colaboração e participação junto a seus consumidores – Dá voz as mães consumidoras da marca;
(7) Inúmeras execuções criativas derivadas do conceito convidam as consumidoras para acompanharem os episódios em todos os canais pertinentes (material de PVD, embalagens, spots de TV, etc);
(8) A marca atua prestando um serviço, oferecendo uma plataforma para que as mães possam se conectar entre si;
O show virou uma febre nos EUA (já são mais de 17 milhões de views) e em apenas 2,5 meses o site se tornou o 5o. destino online para pais e mães de maior tráfego nos EUA. Detalhe: a ABC fechou um acordo com a Unilever para transmitir o programa em TV, o que acabou gerando uma discussão entre nós por aqui: porque devemos celebrar o sucesso de um projeto só porque ele foi para a TV? Será que todo o charme e todos os motivos do sucesso dele (colaboração e participação) não vai se perder nesse meio de caminho? Definitivamente os tempos são outros.
Stefan Olander, diretor global de Brand Connections da Nike, e o Bob Greenberg, CEO da R/GA são os gênios por trás do Nike+. Sabem como ninguém desenhar experiências com marcas para engajar consumidores, seja através de conteúdo, de aplicativos ou de serviços, como NIKEiD. Nessa palestra eles comentam 3 idéias: a evolução da interface e do nível de customização do NIKEiD, a Ballers Network – uma rede social para jogadores de basquetebol do mundo todo, e a Nike+ Human Race, que irá acontecer no próximo dia 31 de agosto em 25 cidades do mundo todo, com a pretensão de engajar 1 milhão de corredores. Esse último case é incrível, pois realmente entrega tudo o que todo mundo acha que já sabe e diz que faz, mas nem sabe e nem faz. Se quiser ir direto a ele, pule para o vídeo 3.
A palestra inteira está no http://www.youtube.com/view_play_list?p=6AE9C9870AD2ED9C, dividida em 5 partes, pois o YouTube não aceita vídeos com mais de 10 minutos. Bom proveito.
Pelamordedeus avisa aí.
Se alguem sabe, posta a resposta aí.
Fone de ouvido com o comuptador em cima da barriga ligado na radioweb num Brasil e Argentina não dá.
Grande abraço,
É impossível não sentir um pouco de inveja dos caras da BBDO NY que criaram HBOVoyer, mas agora eu já estou é com vontade de matar um deles... Os caras não param de subir no palco pra receber leão. Merecidos diga-se.
E ainda vão subir mais.
Como é minha primeira vez aqui em cannes estou experimentando uma dose de voyerismo em (muito) menor escala. Fico observando as pessoas e achando graça. Me lembro que quando conheci o Louvre há tempos atrás me chamou a atenção o fato dos japoneses tirarem fotos de todos os quadros do museu, pois bem, aqui eles fazem a mesma coisa na exposição dos shortlists de press, mídia, design, promo e direct.
Viva a câmera digital!
Para quem veio a Cannes para ver filmes, seminários, exposições e coisas similares um dos grandes desafios é arrumar tempo para conseguir ver o máximo possível de coisas. O tempo para o almoço é mínimo e as opções próximas não são lá essas coisas.
Aí vai um dica de um creperia bem típica a uns 5 minutos a pé do Palais. Vale a caminhada: bom, barato, rápido e típico.

Eu sou do time dos que amam. Acho genial o filme de Cadbury. Diferente, inovador, surpreendente. Muito mais do que uma simples idéia, ou um simples filme, é uma peça de comunicação poderosa. Justamente pelo fato de ninguém conseguir ficar indiferente a ela. Mais de 14 milhões de views no youtube em centenas de posts, eleito o comercial de TV mais popular na Inglaterra, talvez o comercial mais debatido em muitos anos. Foi black pencil ( o que não acontecia há muito tempo com um spot de tv) Gorilla virou sinônimo de cadbury. O próprio Phil Collins participou de alguns debates em blogs e se demonstrou impressionado com a semelhança no estilo de tocar bateria. E o melhor: cadbury cresceu 5% em vendas(em um mercado altamente maduro como o do Reino Unido, isso significa muito). Tomara que seja o GP. E se não for, com certeza vai causar uma puta discussão no júri.
Respeito os que odeiam (teve gente que até vaiou ele no palais). Como dizia Nelson Rodrigues "toda unanimidade é burra"
Antes que passe batido: indepentemente do resultado do jogo de hoje, peco que todos se levantem em prol desta causa maior.
ZICO PRA TECNICO DA SELECAO.
Hoje, no dia mais quente da semana ateh aqui, assisti centenas de comerciais de Non Alcoholic Drinks.
Duas coisas chamaram a atencao: a enorme quantidade de comerciais de Agua - realmente, um mercado em franca ascencao.
E segundo, a farta distribuicao de piadas non-sense gratuitas. Sabe aquela piadinha interna da turminha, durante o intervalo das horas de cursinho?
Pois bem, estao virando filmes de grandes marcas.
Ta meio esquisto, pra dizer o minimo.
Mas - gracas a Deus sempre tem um " mas" - quando alguem consegue misturar o non sense com o bom senso (com perdao do trocadalho), a coisa funciona e muito.
Destaque especial, pra mim, pro filme de Coca mostrando enormes baloes daquelas tipicas paradas americanas.
Em determinado momento, um balao enorme de Coca se desprende e sai voando a esmo. Rapidamente, outros baloes representando personagens famosos saem voando atras, num bale de imagens surreais pelos ceus de Nova York.
Muito bom.
Matou minha sede.
Agora dah licenca que tenho sair pra tomar uma.
Coca, claro.
A exatamente um ano, no mesmo dia 18 de Junho, escrevendo para essa coluna “Sapo de Dentro” do Meio & Mensagem eu escrevi um blog ( de nome “A Dinastia Xia”) sobre a ascenção dos asiáticos no festival, em especial de chineses e indianos. Nesse artigo eu já mencionava que, mais do que peças isoladas e que por vezes criavam algum tipo de humor involuntário, o que se percebia era um crescimento generalizado da criatividade nesses países. Assim que voltei ao Brasil logo após o festival eu encontrei um grande amigo meu, Diretor de Marketing de uma importante empresa de bens de consumo (e que por razões óbvias vou deixar incógnito), e que havia lido o blog. A reação dele foi a de fazer uma brincadeira comigo, dizendo que se alguém estava com a criatividade em ascenção esse alguém era eu. Ele jamais havia visto qualquer coisa com um mínimo de qualidade vinda da Índia, por exemplo e achava que, se reamente eu tinha visto algo de bom, isso deveria ser uma situação fortuita, isolada.
Pois bem, meu (descrente) amigo, apenas um ano se passou, e a Índia conquistou o Grand Prix em Direct aqui em Cannes!!! A JWT da Índia mostrou um verdadeiro case de Comunicação, que moveu um país com população gigantesca e comoveu aos jurados, liderados pelo brasileiríssimo Márcio Salem. Aliás aqui um parabéns especial a esses jurados, que tiveram a cabeça aberta para julgar e premiar peças inovadoras, independentemente da origem e da tradição publicitária dos que as criaram.
Voltando ao meu blog do ano passado, eu mencionava também que era nítida a vontade que se percebia nos indianos (e chineses) presentes no Festival de Cannes de aprender Publicidade. E na mesma velocidade que cresce sua economia, eles aprenderam!
Eu estava trancada no auditorio K do Palais fazendo maratona Titanium quando chegou email da redacao do MM dando bronca fofa por ainda nao ter escrito nada. O fato da vida eh que aqui a gente tem que esticar o tempo pra caber toda a programacao intelectual, profissional, cultural e social.
Tem que engolir a ansiedade e fazer escolhas. Eu hoje escolhi ver soh Titanium o dia inteiro. Primeiro pq eh a categoria da estrategia e da integracao, que eh o que mais me interessa aqui dentro do Palais. E porque Titanium eh Titanium, a categoria das ideias de um milhao de dolares e das execucoes de pouco a infinito e alem.
E fora isso, tem que fazer maratona porque eh a categoria com a programacao mais esquisita do Palais. Eh assim: vc tem terca e quinta pra ver tuuudo, sendo que uma parte do tuuudo rolou terca e outra quinta. As duas partes sao diferentes e se perder, perdeu - soh shortlist na sexta e um abraco. Entao fiquei la internada das 10 as 17 e vi muita coisa boa como o Voyeur da HBO, o Halo 03, o my faves da T-Mobile, a Wishing Tree, o Adding Years to Your Life da AIG, Priceless Danceoff da Mastercard e tantos que isso ta virando um listao.
E tudo que chama atencao no Titanium parece jah ter ganhado alguma coisa nas categorias premiadas, com o Voyeur arrasando em tudo.
Ficar enfiada na sala exposta aos cases o dia todo da uma nocao do todo - e eu percebi que tem uma receitinha de bolo que aparece em 90% dos cases: os ingredientes obrigatórios, alem de uma boa ideias eh claro ; ), viral com muito seeding porque nao da pra contar com uma viralizacao 100% organica, you tube e blitz de PR.
Ai rola um mix de print e TV ads ou nao, depende do caso. Mas um dos criterios do sucesso e a quantidade de vezes que o video no you tube foi assistido. Entao tai: ano que vem checar se vc investiu muito em PR, se fez o seeding direitinho e se o seu video ta com muuuitos views.
Depois de dois dias e centenas de short lists depois o que mais me impressionou foram as ideias geniais que encontrei nas categorias fora do eixo film-press-outdoor.
Do ja tao falado trabalho HBO Voyeur, que esta fazendo um rapa em varias categorias, ate a simples e nao por isso menos genial ideia da Y&R Tel Aviv - internet shut down - que tb esta fazendo um estrago levando premios por onde passa. Fiquei feliz. Mais, fiquei empolgado e querendo buscar ideias assim. Porque, cada vez mais, o que importa e a ideia e a forca que ela tem. Ah, parabens aos brasileiros que ja garantiram suas estatuetas. Sempre teremos injusticas - na minha opiniao a acao da lewlara para o dia mundial sem carro deveria ter levado algo - mas o que esta ganhando e realmente muito bacana. Abs.
Acabei de tomar um susto, vendo lado a lado Danny (filho e empresário) de Tony Bennett. Incrível a semelhança da indústria da música com o que estamos buscando. Segundo Danny os "screenagers", não mais teenagers, estão mais abertos do que nunca a tudo. Só que tem que ter qualidade, respeito, sentimento, grandiosidade, integridade. É isso que Tony Bennett vem fazendo do alto de seus 81 anos e mais de 50 de carreira. Foi isso que ele foi fazer no MTV Unplugged em 1994: o original, o essencial, o novo. Inquieto, ele disse: "nunca me canso de cantar a mesma canção, porque ela nunca é a mesma canção. Depende do momento, de onde, de quem e de mim'. Qualquer semelhança, please, left your heart em nome da boa comunicação.
Hoje Dunga tem uma missão. Mineirão estará lotado! Parece que os futebolistas brazucas que jogam na Inglaterra, Anderson & Julio Baptista, terão chances de começar jogando. Adriano na certa está preparado para mais um desafio contra os Hermanos. São 94 anos de rivalidade. 36 vitórias para o Brasil, 33 para Argentina e 22 empates. A Argentina leva vantagem no total de gols: 146 x 145. Este é o 92• encontro entre as 2 seleções.
Para mim, a maior rivalidade no Futebol. França x Itália passam para segundo plano.
VAMO BRASIL! 2X0 - 2 Gols de Adriano!!
Mas uma coisa tenho visto - a máquina laranja está de volta com nova formação e simplesmente domando os adversários, como se jogassem contra juniores de outros países.
Boa Sorte Brasil!
ps: alguém sabe aqui em Cannes onde ver este jogo às 2:40am???? Telão no Martinez???
A festa que abre o festival, considerada um mico pelos racionais de plantão, ontem foi especialmente divertida. Os russos estavam com tudo fazendo shows a parte. Popozudas com cara de Susie. Johns Travolta loiros de olhos muito verdes. Coreografias ensaiadas e exagero geral. SEXY! HOT! KAPULTZ QUI PARILOVSKY, deve ser muita vodka que faz isso. As hispanas que se cuidem. Perderam a vez!
Desde que foi criada, há 3,4 anos atrás a categoria Titanium se transformou em uma confusão. Criada para mostrar as campanhas gigantes, aquelas que tiveram musculatura para surpreender o mundo, hoje, se resume em um grande saco de gatos. Tem agencia que acha que campanha multicanal é titanium. Não é. Tem agência que acha que interferências promocionais e ambiance marketing é titanium, não é. Tem aqueles que escrevem as campanhazinhas 360...Enfim, já foi mais divertido passar horas na sessão do Titanium. Hoje a sala tá mais cheia, porque a categoria resume o suprasumo de tudo, mas tem muito mais gente dormindo rsrs. Afinal, titanium é aquela dose extra de energia, que você vê, fica irado cheio de vontade de fazer algo novo. O que se comenta por aqui, até agora, é que o maior "soco no estômago" desse ano vem com o projeto Voyeur, para HBO, da DDB New York. Vamos aguardar.
"O problema da França é que você olha ao redor e só vê Peugeots e Renaults". "Isso aqui é um Guarujá que deu certo”. São afirmações definitivas como essas que torna imprescindível a presença do General Manager da agência no festival.
Foi-se o tempo que só vinha a criação pra Cannes. O que tem de cliente na Croisette é impressionante. Acho ótimo. São eles que aprovam e bancam nossa idéias brilhantes. São as marcas deles que estamos construindo. Que venham mais clientes, cada vez mais.
É engraçado como a disposição das nacionalidades no bar do Martinez reflete a globalização. Me lembro que há muito tempo atrás havia um cantinho brasileiro, um cantinho espanhol, um cantinho nórdico. Pra encontrar brasileiro era só ir no cantinho brasileiro e pronto. Hoje tá tudo misturado. Você encontra qualquer pessoa em qualquer lugar.
O Gutter Bar é um grande dejavu. Hoje tive a nítida impressão de estar pisando no mesmo pedaço de asfalto do ano passado segurando a mesma 1664 quente de 10 euros. Você sabe que é hora de ir embora quando passa um sueco vestido de máscara de lucha libre mexicana.
Veneno de rato. Bloqueador de pornografia. Binóculos. Site de turismo gay. Esses são alguns dos produtos que passam para o shortlist. Esses são também os tipos de produtos encontrados em pasta de estudante. Só uma observação.
Não acho que devia ter passado para o shortlist: anúncio de macarrão cabelo de anjo mostrando uns anjinhos sem cabelo. Por favor. Anúncio de Kit Kat mostrando duas barrinhas de chocolate fazendo um botão de “pause”. Pois é.
Sempre vai funcionar: Che, Bush, Bin Laden, ditadores em geral, e principalmente idéias que transformem Hitlers em Chaplins.
Direção de Arte é tudo. Tem campanhas que acho que passam automaticamente pra shortlist só pelo look. A campanha de Scrabbles da Ogilvy Paris por exemplo é linda. O conceito fica quase pra um segundo plano. Outro exemplo é a campanha de camisinha da TBWA Paris. A execução chama mais atenção do que a própria idéia.
Ola. Mais uma vez vou comentar os comentarios. Se determinada coisa deu buzz eh porque eh um assunto. O case tao comentado era da HBO que levou Grand Prix de Pomo e Outdoor. As pessoas tinham toda razao de comentar. Eh uma grande ideia. Uma grande ideia expressa em diferentes midias. E fico muito feliz que tenha sido assim, porque a sensacao que tenho tido eh que esta todo mundo tao preocupado com as midias, como desdobrar midias, que midias vao usar, que esquecem o principal: a grande ideia. O que eu quero dizer eh que uma grande ideia em varias midias eh genial. Uma pequena ideia em muitas midias eh apenas uma pequena ideia ampliada.
Se você aproveitou o final de semana para curtir em alguma cidade da europa, não esqueça de levar pra casa aquele livrinho preto que veio junto com a bolsa do festival. Ele é a palestra da GoViral. Esse ano o tema deles foi The Social Metropolis. Uma bela metáfora das redes sociais online. Um ótimo estudo de como as pessoas se relacionam com as marcas e com a propaganda nessas grandes e novas "cidades" virtuais geridas por um poder anárquico. Leitura indispensável. E ano que vem, tente chegar no domingo. Porque pelo terceiro ano consecutivo essa tem sido uma das melhores palestras do festival. Pelo menos na minha opinião.
gk
Todos os anos temos novas categorias surgindo no Festival. E como o Grand Prix do ano passado foi entregue para um filme “viral”, (leia-se internet filme para Dove), esse ano os organizadores resolveram criar uma nova categoria só para estes filmes. A “Internet Film”. No total, são 388 filmes inscritos. O curioso é que estes filmes não são divididos por categorias e sim pela letra “B” na frente dos números. E as tradicionais categorias agora entram com a letra “A” na frente da inscrição.
Entrei na sala para assistir a serie “B” e não mais de 10 pessoas estavam assistindo. Não é para menos. Consegui ficar meia hora na sala e não vi um filme que prestasse. Se na série “A” as coisas já não vão bem, na serie “B” da internet, os filmes estão muito piores. Muita coisa de mal gosto, produções baratas e acima de tudo sem idéias e conceitos. Virou um grande You Tube da propaganda. Tudo vale...
Ok, podemos pensar que é dai que pode surgir alguma coisa genial e tal mas o show de horror prevalece e muito. Não podemos confundir viral com falta de idéia e produção. Só torço para que a internet não vire uma grande midia da série “B”.
Trezentos e tantos comerciais, quatro horas de projecao.
E no final, tinha mesmo uns 12, 14 comerciais respeitaveis.
Isso foi a categoria Automoveis em Cannes 2008.
O tedio era tao grande que tinha nome e RG.
Nem animo pra vaiar as pessoas tinham. Talvez por ter comecado a projecao logo cedo, pessoal com sono, ar condicionado meia-boca.
Juro que vi um cara babando na fila da frente.
Muita gente acha que a campanha da Crispin,Porter / Volkswagen pode levar. Sao aqueles filmes de varejo que mostram pessoas super-pessimistas que mudam de oipiniao e passam encarar a vida de um jeito mais feliz quando alguem diz o preco dos carros da Volks.
Tem ate a velha piada do suicida que muda de ideia e desce do parapeito do predio.
Eu ja acho que a campanha eh meio prepotente, se leva muita a serio.
Mas quem sou eu pra dizer algo?
Hoje o dia foi corrido, assisti aos dois seminários principais e vi mais uma vez todo o shortlist que já saiu e uma das observações que tirei, foi que muitas peças se encaixam em muitas categorias, como a da HBO que estava presente em media, promo e design e essa foi uma das demonstrações que acabou concordando com o meu sentimento aqui, onde as pessoas estão muito interessadas em aprender com os seminários e palestras e pegar o jeito das peças que estão no shortlist e levar para casa, o que faz da vinda muito produtiva.
Sobre as peças acho que não estamos longe e os grandes cases acabam na internet e todos chegam aqui conhecendo, as outras idéias são bacanas, mas o que acho é que o Brasil precisa melhorar na ousadia, arriscar mais e isso depende de todos, já temos problemas de violência, educação e outros tantos que conhecemos, mas o novo tem que ser ousado, tem que vir de uma tentativa fora da curva e isso ajuda muito no resultado, o que encontramos aqui.
Na palestra da Profero, cujo tema era "Digitology: The Revelations" o que posso dizer é que eles abordaram os 4,5 bilhões de habitantes deste planeta que ainda não estão online e que isso é uma oportunidade e que a segmentação do usuário está muito presente e por isso precisam achar uma forma de mostrar para aqueles que usam, por exemplo, só para jogos, para viajar, para ver mapas ou tempo, entretenimento e assim vai, que a internet tem muito mais para oferecer e aí a oportunidade em crescer em propaganda online.
A melhor do dia foi o seminário da MRM Worldwide que propôs um debate entre os executivos de empresas como Facebook, Myspace, Apple, entre outras, cujo tema principal era se as marcas poderiam mesmo ser amigas de seus consumidores, principalmente falando dos portais online, incluindo aí Orkut, Messenger, entre outros.
O que ficou claro e tem um slide da apresentação logo abaixo, é que claramente dividíamos os canais de comunicação entre off e online e agora eles desmembraram assim como no off, os diferentes canais online, por exemplo, os portais de relacionamento, os de entretenimento, os de informação e assim vai, o que vai de encontro com a outra palestra que assisti que falava do hábito de consumo online, mas independente do meio, o núcleo de tudo isso é o indivíduo, são as pessoas e por isso, citaram que as marcas mais cool, Nike, Adidas, Armani, Gucci, D&G, Coca-Cola, entre outras, estão sempre presentes nas ruas e sempre presentes na vida dos consumidores, pois assim conseguem ver o que pode ser novo em comportamento, em tendência e aplicar no produto, na comunicação e principalmente na estratégia.
Não é por acaso que mencionaram muitas marcas de moda como as mais cool e os mais presentes nas vidas das pessoas, afinal elas estão o tempo inteiro na rua para lançar a moda ou elas são as grandes lançadoras de moda, acho que boa parte do mercado não é assim, por isso precisamos trabalhar mais nas ruas.
Enfim, amanhã haverá bons seminários para contar e assim fico por aqui. Até mais!
De tudo que estamos vendo sobre a China o que eu sinto e que nao deveriamos mais falar de BRIC, mas de BRI. China ja e outro bicho...Estao avancando a passos largos e a estatistica nao desmente: logo, logo, assim como no macroeconomics, a comunicacao chinesa fazendo escola. Isso porque ela ja nasce generalista e especialista ao mesmo tempo. E totalmente mobile. Dos Chineses camponeses mais pobres aos supermegamilionarios todos estao conectados em conteudos diferentes. Sao mais de 300 MM de pessoas que fazem da China Mobile a maior operadora do mundo. E uma locomotiva em termos de inovacao. Apesar de tanta modernidade, senti 3 aspectos do passado bem presentes: a influencia da mulher ainda como boneca de porcelana. A ode aos vermelhos e dragoes misturando esteticas do ocidente e oriente. E sobretudo, a presenca do coletivo. Veja no exemplo da Adidas (vou tentar postar a foto do anuncio). Em todo o mundo, " Impossible is nothing" . Na China, voce pode ler nas entrelinhas "Impossible is nothing. Desde que voce esteja junto" . Gostei!
A categoria direct no Lions tem a velocidade do nosso negocio. Mal o festival comecou, ja terminou. Enfim, vamos para a proxima. A verdade e que este ano tivemos orgulhosamente um brasileiro como presidente do juri,. No entanto, nossa performance, assim como a de tantos outros paises, incluindo USA, nao foi boa. Tivemos 9 cases no short list, mas nenhum leao. Inglaterra e Alemanha continuam firme e fortes. Achei otimo que todos os cases vencedores realmente aconteceram e tiveram resultados comprovados. Achei otimo que em cada finalista havia uma ideia provocativa por tras. No entanto, faltou convergencia. A selecao desse ano foi menos glamurosa, grandiosa. Para um mundo que clama por menos uso do papel e mais inclusao digital, achei que teve muito papel, correio e envelope. Enfim, o mundo esta mudando. O nosso jeito de fazer marketing direto esta mudando. Os nossos splashes " gratis, experimente, prove agora, cadastre-se etc." viraram botoes online. Voce joga a semente e os consumidores se encarregam de espalhar por ai, em suas redes, em seus proprios nichos. Mas tem que ter relevancia. Senao voce ta morto em 5 segundos.
Ate agora assisti 2 palestras e 1 workshop... nada de muito novo, mas gostei da forma que os caras da Ogilvy deram para o velho discurso da revolucao digital: Dada, Data, Alpha, Beta... como bons publicitarios venderam bem. Uma coisa que eu estou achando muito interessante aqui: apesar de ter uns 10.000 delegados de mais de 80 paises diferentes, a cada 5 minutos eu ouco alguem falando portugues do meu lado... estou me sentindo em casa...
Ola. Ontem, me chamou a atencao que alguns amigos em momentos diferentes comentaram com espanto sobre a palestra de um indiano que falou do desafio de levar comunicacao para lugares que sequer tinham luz. Nao assisti a palestra, por isso nao vou entrar em detalhes. Apenas os comentarios deles revelando o ponto que despertou tanta atencao ja e suficiente para eu fazer esse comentario. Dos paises BRIC, somente a Russia nao tem despertado nosso interesse. Pouco ouvimos falar sobre sua industria da comunicacao, por exemplo. Mas, me espanta que os brasileiros se espantem com a India. Gente, tem muito lugar no Brasil esperando que a comunicacao chegue, com ou sem luz, existe um povo emergente a espera de marcas que saibam se comunicar com ele. Os desafios na India sao grandes. Mas no Brasil tambem. E, nos, publicitarios, estamos numa industria de ponta. O que a gente esta esperando, pergunto eu.
Salve.
Mal sei escrever em português, quanto mais em francês. Se o nome do resutaurante acima estiver errado, pardon. Mas tambem, nao precisa se preocupar. O tal do Moule Rit ou Moule Fritte mudou de nome. Felizmente, os moules continuam lá. Fica no Alto Peloran, a le gauche. Peça também a pasta com frtuos do mar. E o primeiro prato da pagina par do cardapio, a direita. Tanto o moule com creme de acafrao e pomme frite como a pasta valem o casca grossa do garçon, que, como bem cabe ao local, também poderia ser chamado de moule.
“Vou dar uma pilha errada” é a frase (tipicamente carioca, diga-se de passagem) que eu sempre uso quando acredito ter uma idéia bizarra que, vai que, pode fazer algum sentido. Então vai lá, vou dar uma pilha errada: no Festival abre-se cada ano uma ou duas categories novas (esse ano foi design). A lógica é que as disciplinas merecem todas ser contempladas, e por esta lógica faz sentido. Mas a lógica de verdade é cada vez mais a do “integrated”, e acredito mesmo que em pouco tempo todas ou quase todas as agências do mundo vão ter em seus rolos não filmes ou anúncios, mas os tais cases de 5 minutos que vemos no Titannium. Enfim, a idéia bizarra é a seguinte: imagine um festival cujo júri é selecionado não pela disciplina, mas pela categoria. Você tem uma puta experiência com cerveja? Já fez parte da história de uma grande marca de cerveja, por isso sabe muito sobre como pensa este consumidor e quais são as abordagens usadas no meio (e portanto quais são as verdadeiramente inovadoras)? Ótimo, você vai pro júri de cerveja. E no júri de cerveja, julga radio, print, poster, design, filme, o escambau. E vai encontrar no mesmo júri caras de diversas disciplinas, mas com uma coisa em comum: uma puta história passada com alguma marca de cerveja. E aí, viajei muito?
Salve.
Foi o Al Gore aparecer ano passado no Palais e o clima desta terra aqui já mudou. Se você ainda vai chegar a Cannes este ano, bote a famosa blusa na mala. Eu nao coloquei. E blusa em euro é uma fria.
Grande abraço.
Pois e, meu amigo, minha amiga, essa e a pergunta que as pessoas mais repetiam pelos corredores do Palais Des Festival, onde as pecas ficam expostas aqui em Cannes. Film, press, outdoor, tudo com muitos truques e caminhos ja conhecidos. As inovacoes ficam mesmo nas outras categorias como promo, direct, media etc. Amanha pretendo buscar essas novidades em titanium, internet ou alguma palestra. Se achar, prometo contar.
Agora, nao desanime, Cannes ainda vale muito a pena. E nao estou falando do ponto de vista turistico, nao. Por exemplo, e a primeira vez que meu companheiro de QG, Paulo Zoega, vem ao Festival. E ele esta maravilhado com a concentracao de tanta informacao num mesmo lugar. Isso me fez pensar que mesmo tendo a chance de ver tudo na internet, afinal trabalho bom espalha rapido, continua sendo muito bacana vir aqui buscar inspiracao.
Agora deixa eu ir pra estudar a programacao de amanha. Abs.
O Brasil é um país sem álcool e com pouco jeito para a música. Essa é a impressão de quem assistiu a categoria de "Bebidas Alcoólicas" e "Uso de Música" no Palais hoje. Na primeira categoria nenhum filme brasileiro, na segunda apenas um se não me enganei. Pois é ... será que as restrições cada vez mais severas estão acabando com a nossa criatividade para cerveja, cachaças e similares ou foi só a safra 2007 e 2008 que não foi boa?
Já na categoria de uso de música nenhuma palavra em português ... nenhum acorde característico.
E se não bastasse o Dunga ainda acaba com nossa fama no futebol. Vai sobrar o que?
Saudações tricolores
Branquinho
Essa é a primeira vez que venho a Cannes e com isso vem todos os sentimentos que os criativos devem ter ao ver suas peças e idéias expostas ao julgamento de outras pessoas para ver se sairá no shortlist. Confesso que também fiquei assim, pois a Mood tinha duas peças inscritas e que são muito boas na minha opinião.
Por isso fui uns dos primeiros a chegar no Palais hoje e vi com muita atenção a parte de Promo e Media e os comentários que posso fazer é que tem muita coisa repetida de idéias passadas e algumas coisas interessantes. Acho que a Bullet merecia ganhar pela idéia e pela estratégia, as peças que ganharam não são brilhantes, talvez a de Portugal para o Benfica, que tem em seu escudo uma águia e que no meio do estádio lotado, colocaram um toten com o logo, porém sem o símbolo da águia e que na verdade apareceu voando através de um adestrador, relamente inovador e uma ação bem bolada mas que não tem a dimensão de esconder um Ipod no palito de sorvete. Uma coisa me chamou atenção, tem muitas peças de OOH, de interferência que achei bacana, mas como disse a pouco, muita chave falsa na porta de carro, máscara de ski no parabrisa, coco de passarinho falso, bilhete no parabrisa, enfim, muita coisa que já foi feita e que ainda repete com certa frequencia.
No mais, hoje tinha o workshop do Myspace que estava lotado e foi se esvaziando conforme o conteúdo era apresentado, sem muita novidade, o que me chamou atenção é em uma pergunta que foi feita ao universo deles, que era o que você faria se tivesse 15 minutos livre e 45% respondeu que era entrar na internet e ver seu network (email, blog, Myspace, Orkut e outros) achei isso mais uma prova que estamos muito apegados com nosso mundo online. Outra coisa que fiz foi ver os filmes de alcoólicos e também acabou decepcionando, pois de quase 150 filmes que vi, separaria uns 10, tinha muita, mas muita produção nos filmes, filmes caros, tinha muito universo masculino e as trilhas eram bacanas, estão investindo em trilha, diferente do Brasil que acaba copiando para não ter que comprar. Porém o principal que são as idéias, essas estavam fracas, o melhor case era o de Bud Light.
Assim termino esse dia com a observação de que mais do que vir para aprender, temos que vir para ver o que não devemos aprender e fazer, pois já foi feito por alguém e não ficou bom.
Até amanhã!
Acabo de chegar ao Palais. E acabo de ver a exposicao do short list de Poster e Press.
Tem muita coisa inteligente, claro. E muita piadinha visual f'acil, daquelas que a gente `as vezes pensa e nao leva em frente. Como todo ano.
Mas uma coisa me chamou a atencao e me obriga a botar pra fora: tem duas coisas que nao aguento mais.
Teclado sem acentuacao pra lingua portuguesa, como este.
E campanha contra exploracao sexual infantil que utiliza imagens que procuram apenas chocar.
Eh preciso avisar estes criadores que sim, nos jah sabemos que exploracao sexual dos menores eh horrivel, detestavel, abominavel.
Nao precisamos mais gastar papel e tempo tentando provar algo que qualquer ser normal jah sabe.
Temos que direcionar estes esforcos - se eh que queremos mesmo ajudar a resolver este problema - para outro alvo. Essas campanhas tem que atingir as autoridades, as leis, criar canais de denuncia, enfim, tem que atacar o problema de um jeito mais eficiente.
Senao, estas campanhas correm o risco de ser consideradas exploracao facil para se chegar a um premio.
Segundo assunto: o GP de Lions Direct dado para a campanha Lead India, da JWT Mumbai, eh mais do que justo. Para quem nao conhece este case, explico em poucas palavras.
Simplesmente, esta campanha provocou a participacao de 100 milhoes de hindus na escolha de um candidato popular para concorrer a eleicao de primeiro-ministro.
Isso mesmo, 10% da populacao da India participou diretamente da escolha de um novo candidato, sem partido oficial, para a eleicao mais importante do pais.
Ta bom ou quer mais?
Este case, com certeza, deverah ganhar ainda muito mais premios aqui mesmo em Cannes 2008.
E abaixo esses teclados feitos apenas pro ingles...
Eu sei, você já ouviu isso antes. Mas o meu DNA não resisti ao que faz parte da cultura popular. Não dá pra jogar fora o recall de pérolas como “você é do tipo que enxerga o copo meio cheio ou meio vazio?” (Não dá, dá?). Principalmente depois desse primeiro dia em Cannes. Se você faz parte do grupo que enxerga o copo meio cheio, o dia por aqui foi ótimo. Ah, meu amigo otimista, foi uma data histórica para a propaganda mundial. Para citar apenas um caso, eu assisti a quase 4 horas de filmes de carros. E a qualidade de execução, casting e produção da maioria das peças é impecável. A interpretação dos atores é impecável. A direção de cena é impecável. A fotografia é impecável. Os americanos, só pra variar, já devem estar no ano de 2030, se comparados com a gente, em matéria de efeitos e acabamento. A produção dos filmes deles é tão boa, mas tão boa, mas tão boa, que salva até os comerciais sem idéia. O que representa mais ou menos 99,9% dos casos. Como você pode notar, nesse primeiro dia, eu fiz parte dos que viram o copo meio vazio.
Primeiro dia do festival de Cannes, primeiríssimo dia meu em Cannes.
Dia dedicado ao reconhecimento do terreno e a recuperação da viagem cansativa. Afinal: doze horas até Paris + duas até Nice + cinco de fuso horário cansam qualquer sapo... de dentro ou de fora.
No Palais, a coisa tende a esquentar a partir de amanha com a exibição de shortlist de press e as premiações de direct e promo - nesse último boto muita fé no iPod no palito, case muito inovador, mesmo para os padrões de Cannes.
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