Arcebispo Desmond Tutu abrirá V Congresso

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Arcebispo Desmond Tutu abrirá V Congresso

Evento forma 13 comissões para discutir os temas de interesse das 35 principais entidades da indústria brasileira da comunicação

Alexandre Zaghi Lemos
15 de fevereiro de 2012 - 7h00

O 5º Congresso Brasileiro de Comunicação, marcado ocorrer entre os dias 28 e 30 de maio de 2012, no WTC, em São Paulo, será aberto com palestra do arcebispo Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1984. O sul-africano ativista dos direitos humanos tem se dedicado nos últimos anos à luta contra a Aids. Entre outros temas, ele falará sobre o poder da unidade nos negócios, a importância da bondade, o renascimento da África e a busca por valores espirituais no mundo de hoje.

O nome do convidado internacional foi definido pelos integrantes do Fórum Permanente da Indústria de Comunicação (ForCom), presidido por Dalton Pastore, que congrega as 35 principais entidades que representam este setor. No 4º Congresso, em 2008, a abertura foi feita por Kofi Annan, o ganês ex-secretário geral da ONU (Organização das Nações Unidas) e também vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2001.

Os organizadores do 5º Congresso já definiram também os preços para inscrições: delegados de São Paulo pagarão R$ 3.680,00, entretanto, se forem feitas até 31 de março, saem por R$ 2.944,00; já para os participantes de fora de São Paulo e para estudantes, o preço é de R$ 1.900,00.

Antes do evento, Pastore fará um road show nacional para apresentar o 5º Congresso, ao lado de Luiz Lara, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap). O calendário inclui passagens por Recife (01/03), São Paulo (08/03), Rio de Janeiro (13/03), Belo Horizonte (15/03), Curitiba (20/03), Florianópolis (21/03), Porto Alegre (22/03), Salvador (27/03), Fortaleza (28/03), Brasília (03/04) e Goiânia (12/04).

Além disso, Lara está convidando profissionais do mercado para presidir as 13 comissões que irão discutir os temas escolhidos pelo ForCom para o 5º Congresso. Depois disso, cada presidente de comissão será responsável por formar uma equipe com um secretário geral, um relator e dois debatedores.

Dos 13 temas definidos, onze foram adiantados por Meio & Mensagem em dezembro (veja aqui), mas alguns tiveram sua redação modificada. Esta é a configuração atual:

1) O futuro da profissão – Com todas as revoluções pelas quais vem passando a comunicação, que tipo de perfil precisarão ter os profissionais dos próximos anos. Como as principais escolas de comunicação do mundo estão preparando seus alunos para o mercado. Uma pesquisa global entre escolas de comunicação será produzida pela ESPM. As opiniões de professores de grandes escolas globais de comunicação.

2) As empresas de comunicação brasileiras, o mercado global e a marca Brasil – Na era da globalização, quais as oportunidades de internacionalização das empresas brasileiras de comunicação. O Brasil tem excelência em diversas áreas da comunicação, com empresas de todos os portes e profissionais de todos os segmentos. Que oportunidades têm estas empresas e profissionais para conquistar o mercado internacional. E quais as barreiras para que isso se torne realidade.

3) Comunicação, crescimento econômico e desenvolvimento humano – A contribuição da Indústria da Comunicação ao crescimento econômico, desenvolvimento e inclusão social. Estamos cumprindo nosso papel? A indústria da comunicação e os entraves ao desenvolvimento: corrupção, burocracia, carga tributária.

4) Liberdade de expressão e democracia – A intimidade desta relação e a dependência que uma parte tem da outra. O Estado-Babá e a proteção aos leitores, telespectadores, ouvintes e consumidores. Regulação, tutela e educação. O direito de informar e o direito à informação. Os riscos e as ameaças à liberdade de expressão plena. Legislação, regulação e independência editorial. Sociedade de consumo e consumo consciente. Consumo e desenvolvimento. O papel da educação no “bom arbítrio”. Educação versus Tutela.

5) Comunicação one-to-one: personalização versus privacidade – As novas tecnologias e as novas técnicas de comunicação personalizada. E os limites dela. Até onde a tecnologia pode personificar a comunicação. E até onde o consumidor quer ser identificado. As ferramentas de captação de informações sobre consumidores e seus hábitos, o uso mercadológico destas informações e, em contrapartida, a ética e o direito à privacidade.

6) As novas tecnologias e as novas fronteiras da mídia – Uma nova definição de midia. As novas tecnologias, as novas alternativas e até que ponto elas irão revolucionar o modelo atual de comunicação. Mais do que um cenário repleto de novas midias, estamos vivendo um cenário de redefinição do que é midia. De quanto será o mercado em 2014 ou 2016. Como planejar com tantas novas alternativas. O consumo de mídia e as novas gerações. Como a indústria da comunicação deve se preparar para os novos desafios impostos pela expansão do conceito de mídia. E como se aproveitar deles para melhor cumprir seu papel.

7) Sustentabilidade e comunicação – O painel será três discussões: Consciência e Prática (Consciência plena do sentido amplo de sustentabilidade. Sintonia entre consciência e prática. Relações de negócios visando a longevidade de fornecedores, parceiros e clientes. Política de espremer um fornecedor com práticas comerciais leoninas, imprimir carão de visita em papel reciclado e se anunciar como “empresa amiga da sustentabilidade”); Sociedade de Consumo e Sociedade Sustentável (A comunicação é a ferramenta do consumo. Mas de consumo sustentável. Consciente); e Contribuições da comunicação para que o país se torne referência em sustentabilidade (O que cada setor da indústria da comunicação deve fazer par cumprir sua parte e como pode influenciar a sociedade como um todo a adotar comportamentos em favor da sustentabilidade).

8) Criatividade e sucesso – Comunicação, criatividade e sucesso: como estreitar esta relação e torná-la evidente. A indústria da comunicação é a indústria da criatividade e da inovação? Pode ser mais? Como a nossa criatividade pode contribuir para o nosso sucesso e para o sucesso dos nossos parceiros de negócios, clientes e consumidores. E como evidenciar a relação criatividade / sucesso em benefício da expansão da indústria.

9) O consumidor com a palavra – As redes sociais deram voz ao consumidor. O SAC, uma conquista recente dos consumidores, será substituído pelas redes sociais, sobre as quais ninguém tem controle? Como entender o consumidor neste novo cenário, em que todos falam mesmo sem serem chamados a falar.

10) Propriedade intelectual, legislação e ética – Como a indústria da criatividade deve valorizar e proteger seu ativo de maior valor: a ideia. A importância e a contribuição das ideias na geração de riquezas. Legislação: como é hoje e o que precisa ser feito. Como o assunto é tratado em outros países.

11) Novos caminhos para criar e fortalecer marcas – A fragmentação da mídia, a exigência de novas competências para acertar o consumidor-alvo e a relevância atual e futura dos novos formatos de comunicação. Como atingir o consumidor num cenário de mudanças no consumo de mídia e no comportamento dos consumidores. Os novos formatos serão capazes de criar e fortalecer marcas, gerar preferência e conquistar a fidelidade do consumidor?

12) Regionalização – A força e a importância do “regional” num mundo globalizado. O desenvolvimento da indústria da comunicação nos mercados regionais. Conteúdo e cultura nacional. As oportunidades regionais em um País que cresce. Se o trabalho “não é mais um lugar”, como incentivar o surgimento e o desenvolvimento de empresas e talentos em qualquer parte do Brasil?

13) Grandes eventos: desafios e oportunidades – Além da Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016, o destaque que o Brasil passa a ocupar no cenário global deverá atrair cada vez mais grandes eventos ao país. Como a indústria da comunicação deve se preparar para enfrentar os desafios técnicos e de legislação. E como aproveitar as oportunidades que os grandes eventos trarão ao setor.
 

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