Aprenda a dar um “tapa” no seu portfólio

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Aprenda a dar um “tapa” no seu portfólio

Valorizar peças autorais e se propor a solucionar problemas são alguns dos conselhos para quem busca uma vaga

Bárbara Sacchitiello
17 de fevereiro de 2017 - 7h45

 

Portfolio-

(Crédito: Reprodução)

Conseguir uma vaga na área de criação de grandes agências de publicidade é o sonho de grande parte dos profissionais que estão iniciando a carreira. A grande disputa por poucas vagas, a falta de acesso a pessoas influentes ou até mesmo a dificuldade em organizar seus trabalhos acabam sendo, no entanto, obstáculos no caminho entre esses jovens e as bancadas de criação.

Para tentar auxiliar os futuros profissionais a valorizarem seu próprio talento e construírem um portfólio atrativo, destacando sua capacidade criativa e as principais aptidões, a reportagem de Meio & Mensagem pediu a alguns publicitários que compartilhassem dicas para os talentos que procuram um lugar no mercado de comunicação.

Essa orientação profissional também será dada através da plataforma Tapa no Portifa, criada pelos publicitários Erick Mendonça, Julia Hodgkiss e Andriws Vilela. O objetivo é fazer com que pessoas experientes de agência “adotem” novos talentos, fornecendo-lhes, gratuitamente, orientação e auxílio na construção do portfólio e orientando em relação ao mercado de trabalho. Por enquanto, mais de 190 orientadores já estão confirmados no projeto.

Como forma de “pagamento” pela orientação profissional, os jovens que se inscreverem na plataforma poderão colaborar com ONG’s e projetos sociais, seja oferecendo seu talento criativo ou contribuindo financeiramente.

Veja as dicas de alguns desses profissionais para quem deseja valorizar suas experiência e buscar uma vaga em agência:

“O portfólio tem que refletir o tipo de trabalho que você gostaria de fazer quando contratado. Assim, as pessoas colocariam na pasta aquilo que elas, de fato, gostam. Não o que o entrevistador gosta”, Andre Bittar, redator Pereira&O’Dell São Francisco.

“Acredito muito em projetos pessoais. Acho que é uma forma de ter uma pasta com sua personalidade e diferente das outras. Já vi uns meninos que tinham livros legais publicados e não colocaram na pasta. Eu implorei: ‘ colocaaaaa, por favoooorr’, Erick Mendonça, redator CP+B Brasil

“Sempre começo a ver pastas por projetos pessoais. As campanhas produzidas mostram quanto de experiência e jogo de cintura o criativo tem. Mas os projetos pessoais mostram duas coisas essenciais: 1- todo potencial criativo da pesssoa (sem mimimi que o chefe não entendeu, que o cliente não aprovou ou que o legal é muito coxinha), 2 – a inquietude de produzir algo”, Diego Machado, diretor executivo de criação da AKQA.

“Pense se sua campanha não ofende ninguém. Isso não tem nada a ver com o politicamente correto. Vivemos em um mundo onde título machista, anúncio homofóbico, campanha gordofóbica e piada racista não tem mais espaço. E ainda bem” Ana Mattioni, freelancer.

“Uma boa dica é pensar em peças com problemas reais e solucionar esses problemas com ideias exequíveis. Não adianta criar um app que vai despoluir o Rio Tietê em um clique porque não vai”, Ricardo Dolla, diretor de criação Havas.

“As ideias têm que ter pertinência ao produto. Loucuras são bem vindas, mas se elas não vendem o produto como tem que ser, não servem” David Romanetto, redator.

“Não subestimem NUNCA o poder de projetos pessoais. Anúncios para Volkswagen e Coca-Cola, diretores de criação vêem todos os dias, em todas as pastas, de todos os candidatos. Mas além da capacidade de escrever um título legal ou ter uma mão boa para o ‘craft’ de um layout, é necessário que o candidato mostre quão criativo eles podem ser sem um briefing em mãos, quão organizados eles podem ser e também analisar o poder de realização, além de invariavelmente mostrar áreas de interesse pessoal”, Juarez Rodrigues, diretor de arte RPA Los Angeles.

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