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EUA: Indústria de armas usa alternativas para compra de mídia

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EUA: Indústria de armas usa alternativas para compra de mídia

Com restrições nos maiores publishers e em plataformas digitais, segmento aposta em publicações nichadas e canais próprios de conteúdo

Salvador Strano
7 de março de 2018 - 13h07

Créditos: Scott Olson/Getty Images

Em 2017, segundo um relatório da Gallup, cerca de 42% da população estadunidense afirmou ter uma arma em casa. É razoável afirmar que isso forma um público consumidor expressivo. Entretanto, atingir essa população pode ser um desafio em uma indústria que movimenta cerca de US$ 11 bilhões por ano, de acordo com o Statistic Brain Institute.

A Fabricante de Armas Bushmaster divulgou anúncio em 2012 relacionando armas e masculinidade (Créditos: reprodução)

Apesar de não ser proibido por lei, grandes empresas de mídia, como CNN, New York Times e até mesmo o Google, não permitem a veiculação de campanhas de munição ou armamento. Em parte, por conta da opinião pública negativa em torno do assunto. Ainda segundo a Gallup, cerca de 60% da população dos Estados Unidos acredita que as leis para venda de armas deveriam ser mais restritas. Esse atrito fica ainda mais latente quando tragédias envolvendo armas compradas legalmente tomam dimensões nacionais, como o massacre em Parkland, na Flórida, no mês passado, quando um atirador matou 17 pessoas.

Assim, as marcas normalmente ficam restritas a publicações do segmento, como revistas e sites especializados. A NRA (National Rifle Association) também fez de seu canal televisivo um lugar onde as fabricantes se comunicam com seu público. Entre as patrocinadoras da NRA TV, estão SigSauer e Smith&Wesson – a maior fabricante do setor, que, em 2017, faturou US$ 773 milhões com a venda de armas.

A Associação também oferece descontos para seus 5 milhões de membros. Assim, pessoas que se identifiquem com o lobby armamentista podem desfrutar de promoções em diversos produtos, como vinhos e entregas feitas pela Fedex.

Apesar disso, empresas como Delta, United Airlines e Hertz anunciaram a saída do programa de descontos da organização após o tiroteio em Parkland. Esse movimento faz parte de uma campanha das redes sociais intitulada #BoycottNRA, em que usuários pedem leis mais rígidas para a venda de armas nos EUA.

Mudança de rumo

Nos últimos anos, a NRA mudou sua comunicação para se adequar ao universo feminino. A organização criou um canal especificamente para esse público e divulgou alguns anúncios voltados para as mulheres.

Nas peças, criadas pela Ackerman McQueen, a apresentadora Dana Loesch defende o direito à posse de armas como uma forma de proteção as crianças, e ainda um caminho para o empoderamento feminino. 

Confira o comercial (em inglês):

Como forma de reforçar o lobby armamentista, e em resposta a movimentos favoráveis a aprovação de leis mais rígidas no segmento, a organização criou um aplicativo de celular que manda tweets pré-escritos a congressistas republicanos para que eles defendam a segunda emenda constitucional, que protege o porte e compra de armas por cidadãos.

 

*Crédito da imagem do topo: Justin Sullivan/Getty Images

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