Abel Reis: “o desafio é criar uma fórmula original”

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Abel Reis: “o desafio é criar uma fórmula original”

CEO do Dentsu Aegis Network no Brasil, fala sobre atuação do grupo e desafios para as agências

Isabella Lessa
8 de maio de 2018 - 16h52

Quatro anos e doze aquisições depois, o Dentsu Aegis Network caminha para seu quinto ano de operação no Brasil e rumo à meta global da holding de tornar-se 100% digital até 2020. De acordo com o CEO Abel Reis, que também responde como CEO da Isobar na América Latina, mais movimentações vêm pela frente. “2017 foi um ano de absorção, mudanças de processos, metodologias. Fizemos uma digestão das aquisições que fizemos em 2016 e estamos prontos para crescer organicamente e por aquisições. Temos uma meta ousada para 2020. Serão dois anos anos de muita atividade em fusões em aquisições”, diz.

A presença do DAN em território nacional tem somente um ano a mais do que a operação global da holding, a quinta maior do mundo e que em 2017 colheu números positivos (lucro bruto de 9,2% e US$ 5,2 bilhões em novos negócios). Globalmente, a companhia realizou 31 aquisições no último ano. Por aqui, desde que iniciou operações em 2014, o grupo apostou na compra de empresas de mídia programática, como a Amnet, e de mobile, como a Pontomobi. Uma das aquisições mais emblemáticas do grupo DAN no País foi a da Cosin Consulting em setembro de 2016, período justamente em que se começou a discutir e a considerar as consultorias como competidoras diretas das agências.

Para garantir uma cultura coesa e não tornar-se uma “federação de marcas inimigas”, como Reis refere-se a outras holdings, o grupo apoia-se em um modelo sob um único P&L e que, segundo o executivo, premia a cooperação. Na entrevista abaixo, Reis comenta esses pontos:

Abel Reis, CEO do grupo DAN no Brasil e CEO da Isobar América Latina (Crédito: Denise Tadei)

Mantendo equilíbrio
Temos um conjunto de marcas globais que são âncoras muito fortes do ponto de vista de proposta de valor, de ferramentas e processos, que nos ajudam a articular as empresas que a gente vem adquirindo ao redor de propostas de valor muito bem formatadas para o mercado. Muito embora esse modelo seja muito acelerado, sabidamente um dos mais relevantes do mercado nos últimos anos, ele não vai na direção contraria ao pensamento de colaboração, ao contrário, ele é o combustível necessário para a gente acelerar nossa chegada no futuro.

Mais diagnóstico e estratégia
Os clientes esperam soluções engenhosas de negócios largamente apoiadas por criatividade autêntica. Não é somente sobre criatividade. É muito sobre criatividade, muito sobre engenhosidade e muito sobre um desenho de soluções de negócio para o cliente que privilegia os resultados concretos que movem o ponteiro de vendas e das marcas dos nossos clientes.

Agências e negócios do cliente
Se perguntar a qualquer publicitário se ele é orientado a negócios, responderá que sim. Nunca dirá que é por diletantismo, curiosidade intelectual ou inclinação artística. Mas o que a gente vê é que a articulação entre a real necessidade de negócio dos clientes e entrega das agências cada vez mais tem de ser clara. O modelo comercial de remuneração das agências tem que estar fortemente ancorado nessa articulação. Não acho que isso nos faz mais parecidos com as consultorias tampouco com empresas de tecnologia. Isso desafia todos a criar fórmula original. Como acho que nessa fórmula o componente criativo nos pertence, temos mais capacidade de superar nossos competidores novos enquanto indústria. O que não quer dizer que eles vão ficar esperando a derrota, também vão perseguir suas fórmulas originais. Certamente, incorporar criatividade como talento e como cultura no âmbito de empresas que nasceram com outro perfil de pessoas e cultura, será mais difícil para eles do que para nós. Não podemos subestimar isso.

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