“As marcas voltaram para a agenda dos CEOs”

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“As marcas voltaram para a agenda dos CEOs”

Para Gal Barradas, que lança livro “Novas Questões, Respostas Diferentes”, plataformas sociais voltam a trazer marketing para o centro de decisão

Teresa Levin
9 de novembro de 2018 - 11h11

Até janeiro deste ano Gal Barradas era sócia da BETC/Havas. Desde então, ela deixou sua função na agência e assumiu um novo rumo em sua carreira. Com um trajetória com passagens por grandes agências do mercado como W/Brasil, DM9 e F/Nazca S&S, ela hoje está à frente da Gal Barradas Brand &Ventures. Nela, desenvolve iniciativas que gerem um impacto direto na sociedade, tanto na área educacional, com a participação em palestras e debates, quando na consultoria e desenvolvimento de projetos para marcas. Ela também está apostando em novas frentes como o aplicativo Viva10, que facilita o acesso à saúde, como explica na entrevista abaixo. Paralelamente, Gal lançará nesta segunda-feira, 12, no lounge de O Parque, em São Paulo, o livro “Novas Questões, Respostas Diferentes”, pela editora Alta Books. Confira abaixo detalhes do livro e sobre o atual momento de carreira da publicitária.

 

Gal Barradas lança livro na segunda-feira, 12 (Crédito: Divulgação)

 Meio & Mensagem – O que te levou a escrever este livro?
Gal Barradas – Vivemos um momento de rotação e translação, o mercado está mudando, as empresas estão mudando para se adequar. Depois de tantos anos em agência, quando sai da BETC, tive a inspiração de escrever este livro. A tecnologia, sobretudo as redes sociais, trouxeram as marcas de volta para a agenda dos CEOs das empresas. Quando vivíamos em um ambiente controlado da comunicação, era muito comum que tudo se esgotasse no ambiente do marketing, nas agências. O consumidor sempre criou significado para as marcas mas não no nível que se tornou com as redes sociais, com uma conversa o tempo inteiro, ainda mais em um país hiper conectado como o nosso.

 M&M – Como este comportamento afeta o mercado?
Gal – Há uma mudança brutal, trabalhamos com pessoas para pessoas, estudamos as pessoas, não tinha como não ser diferente. É necessário estabelecer uma nova visão de modelo de atuação pelos profissionais de comunicação, é um desafio as marcas dialogarem neste ambiente hiper conectado. O tema voltou para a agenda dos top level das empresas. Vemos muitos executivos brilhantes nas suas áreas de atuação como gestores, mas com pouco repertório de marca. O que me motivou muito a escrever este livro foi o desejo de compartilhar um repertório novo sobre o momento marcas neste ambiente para CEOs. Mas também é um livro para profissionais que estão entrando no mercado de trabalho. Embora as universidades venham se transformando para acompanhar o ritmo das mudanças do mercado, pegando uma visão moderna de educação, é um livro bastante útil para este público que está entrando no mercado. Traz uma visão pé no chão e, óbvio, também do que vejo para a frente, além das transformações que vivi na pele.

 M&M – Em que outros projetos você está atuando?
Gal – Há muitos anos eu trabalho pela igualdade de gêneros no mercado. É um tema que está sempre me circundando e do qual gosto porque sou ativista, é a minha causa, eu gosto que me chamem para trabalhos assim. Palestras e debates eu faço pró-bono mas se é um projeto para uma empresa, para desenvolver um evento com marcas por trás, como curadorias ou trabalhos para clientes que querem se comunicar melhor com mulheres, faço na minha empresa. Botei na cabeça que quero trabalhar com serviços que trouxessem alto impacto para a sociedade e, neste sentido, a igualdade de gêneros me dá isso. Também tenho outros projetos em produção, de escala e tem impacto na sociedade.

 M&M – Pode citar algum?
Gal – O Viva10, um produto financeiro, uma plataforma de pagamento que dá acesso a serviços de saúde básica. No Brasil, 80% da demanda de produtos de saúde é de baixa complexidade, não incluiu internação e cirurgia. Muitas pessoas deixaram de ter plano de saúde por conta do desemprego, hoje para ter um tem que estar ligado a uma empresa ou associação. Muitos estão deixando de ter estes benefícios e recorrem agora ao SUS. Mas existe uma massa de pessoas que compraria acessos a serviços de saúde se fosse acessível. Identificando este nicho, criamos uma plataforma de pagamento e credenciamento com capilaridade muito grande, agregamos serviços já existentes em que a tecnologia é chave. O jeito como fazemos o agendamento só a gente tem, é um sistema parecido com o de pedido de táxi. Encontramos médicos em tempo real e o consumidor faz o pagamento no ato. Como é um cartão pré-pago, o risco de inadimplência é zero. O médico recebe na hora, é um modelo bom para todos. Me envolvi na formatação do produto, na jornada do consumidor, na plataforma. Estamos construindo uma marca.

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