Gerety Awards: mulheres da indústria decidem melhores ideias

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Gerety Awards: mulheres da indústria decidem melhores ideias

Criada por Lucía Ongay e Joe Brooks, premiação reconhece trabalhos que promovem diversidade; 16 brasileiras integram o júri

Isabella Lessa
11 de fevereiro de 2019 - 6h00

Atualizado em 13/02 às 15:57

Lucía Ongay e Joe Brooks, fundadores do Gerety Awards: “mudar o que é tido como normal pela indústria” (Crédito: Divulgação)

Depois de 20 anos trabalhando com premiações da indústria, Lucía Ongay e Joe Brooks – ex-global press manager e ex-global sales diretor da Epica Awards, respectivamente – decidiram que estava na hora de fazer algo diferente.
De maneira totalmente independente, a dupla criou o Gerety Awards, uma premiação cujo intuito é desafiar o status quo do circuito criativo internacional: com um júri composto 100% por mulheres que trabalham na indústria em várias partes do mundo, o evento vai reconhecer iniciativas que promovam a diversidade.

Para a dupla, a mercado publicitário não precisa de mais um prêmio, e sim de um novo tipo de prêmio. “[O Gerety Awards] nasceu da ideia de fazer algo diferente e de que, acreditamos, a indústria precisa. Depois de anos indo a premiações e eventos da indústria, achamos que havia a necessidade de mudá-la”, conta Lucía, referindo-se à falta de diversidade que ainda permeia o mercado e, consequentemente, as premiações.

O site da premiação, cujo nome homenageia Frances Gerety, redatora que em 1948 criou o slogan “A Diamond is Forever”, não faz, propositalmente, menção alguma ao fato de que o júri é composto somente por mulheres. “Se nosso júri parece diferente, é por este motivo que optamos por fazer isso. Queremos mudar o que é tido como normal na indústria publicitária”, explica Lucía.

Para Ana Castelo Branco, diretora de criação da WMcCann e integrante do júri executivo do Gerety Awards, o prêmio será quase um experimento sobre critério criativo, pois permitirá a comparação de seus resultados junto aos dos demais festivais ao longo do ano. “Considerando que, em geral, a maioria dos júris ainda é masculino. Por mais que os homens estejam mais atentos às ideias que possam ir contra a causa feminina, muitas peças equivocadas ainda continuam ganhando prêmios e projeção mundial. Fato que, com certeza, não acontecerá no Gerety Awards”, afirma.

No total, o prêmio conta com a participação de 130 profissionais, entre embaixadoras e juradas, sendo 16 brasileiras. Lucía afirma que montaram o júri contatando colegas da indústria e chegaram a iniciativas como a More Grls. “Dessa forma, reunimos um júri de criativas altamente respeitadas e recomendadas do mundo inteiro”, relata. As próprias fundadoras da More Grls, a diretora executiva de criação da Havas Health & You Laura Florence e Camila Moletta, são embaixadoras do prêmio. “Será mesmo que o critério feminino é diferente do masculino? Acho que mais do que premiar peças, vamos conseguir amplificar uma conversa que deveríamos ter há anos”, comenta Laura sobre as expectativas em relação ao evento.

Para Andrea Siqueira, diretora executiva de criação da BETC/Havas, que integra o Grand Jury, a intenção do Gerety em promover a diversidade é fundamental para a evolução da equidade de gênero no mercado. Ela conta que foi procurada por Joe Brooks no ano passado, justamente por ser uma das poucas mulheres ocupando o cargo de diretora executiva de criação no Brasil. “Na ocasião, ele me contou sobre ideia do prêmio e de sua vontade de ter um júri composto só por mulheres. Achei a ideia maravilhosa, pois nossa indústria precisa de mais diversidade e de olhares diferentes”, opina.

Integram o júri executivo Ana Cortat, cofundadora da Hybrid Collab, Ana Castelo Branco, diretora de criação da WMcCann, Angela Bassichetti, diretora de criação da Warner Media América Latina, Duda Borelli, supervisora de contas digitais da FCB Brasil, Gabriela Hunnicut, fundadora e CEO da Bold, Gabriela Rodrigues, creative data manager da Soko, Gica Trierweiler, consultoria de inovação da Glíteres, Isabela Ventura, CEO da Squid, Jéssica Gomes, fundadora da Navaranda e community manager da Mutato, Joana Mendes, redatora freelancer, Kelly Christina Castilho, sócia e diretora de cena da Confeitaria Filmes, Laura Chiavone, CSO da Tribal Worldwide, Laura Esteves, diretora de criação da Y&R, Luiza Valderato, diretora de criação e redatora, Marilu Rodrigues, diretora de criação da Africa, Patrícia Weiss, chairwoman da Asas, Renata Leão, diretora de criação da J. Walter Thompson, Samantha Almeida, diretora de marketing e comunicação da Vevo e Viviane Pepe, global creative & content director da Avon.

Até 1º de abril, os trabalhos podem ser inscritos nas categorias TV/Cinema, Print, Alternative, Online films, Digital, Radio e Product & Packaging design. Serão realizadas sessões de júri em dez cidades, inclusive São Paulo, para determinar o shortlist. O Grand Jury fará a avaliação final e os troféus Grand Prix, Ouro, Prata e Bronze serão revelados em julho.

 

* crédito da imagem no topo: FotografiaBasica/iStock

 

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