Quando o presidente veste a camisa de garoto propaganda

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Quando o presidente veste a camisa de garoto propaganda

A exemplo de Takashi Asano, da Nissin, outros executivos já trocaram brevemente o escritório pelas câmeras

Renato Rogenski
12 de fevereiro de 2019 - 11h50

Ex-presidente da Volvo, Claes Nilsson foi içado a 20 metros de altura por um guindaste (Crédito: reprodução Youtube)

Há uma frase popular que diz que um pênalti é algo tão importante no futebol que deveria ser batido pelo presidente do clube. Se tal conceito fosse traduzido para o marketing, muitos poderiam dizer que uma propaganda é tão relevante que deveria ser protagonizada pelo presidente das empresas. E é exatamente o que algumas delas fazem. A mais recente a utilizar tal artifício é a Nissin.

Depois de promover uma “competição” curiosa entre robôs da empresa e humanos para ver quem faz o lámen perfeito, a marca fez mais um vídeo. Agora, o próprio presidente da companhia, Takashi Asano, “pede desculpas” ao público após admitir que o seu modo de preparo não atingiu o ápice. A ideia é promover o produto, ressaltar uma promoção (pague 5 e leve 6) e, de quebra, estimular que o consumidor se arrisque nas mais diversas receitas e formas de preparar o produto. A campanha foi crida pela Dentsu Brasil.

Um dos casos mais emblemáticos de presidentes participando de campanha é o de Volvo. Em 2013, o então presidente da companhia Claes Nilsson, foi içado a 20 metros de altura por um guindaste, que também erguia um caminhão da marca. Além de gerar toda a mídia espontânea que conseguiu, o objetivo da empresa era mostrar a resistência do gancho de reboque do veículo. O executivo se aposentou no ano passado. A criação ficou por conta da Forsman & Bodenfors.

Anualmente, Maurice Lévy, que por décadas ocupou o cargo de presidente e CEO do Publicis Groupe, transformou os vídeos de mensagens de final de ano da empresa em uma tradição. No filme abaixo, veiculado no final de 2016, enquanto fala sobre o momento complexo e de transformações do mercado em todo o mundo, o executivo é surpreendido por pessoas desmontando a sua sala. A ideia era preparar o terreno para a saída de Maurice, que de fato foi efetivada no ano seguinte, posto ocupado atualmente por Arthur Sadoun.

Por mais de uma vez a General Motors utilizou também o expediente de colocar o seu presidente a frente de um comercial. Em um deles, em 2014, o colombiano Santiago Chamorro, que ocupou o cargo da operação brasileira até 2016, promoveu uma ação em que os carros da Chevrolet, naqueles mês, seriam comercializados com os mesmos descontos aplicados aos funcionários da companhia. Na época, a campanha foi criada pela Salles Chemistri.

Já praticamente uma figura carimbada na mídia, o empresário Sidney Oliveira protagoniza a maior parte dos comerciais da Ultrafarma.

Imagem de topo: Ben Rosett/ Unsplash

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