Super Bowl: representação feminina melhora, mas não muito

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Super Bowl: representação feminina melhora, mas não muito

Pesquisa questionou público se mulheres estiveram de forma respeitosa e apropriada nos comerciais do jogo


12 de fevereiro de 2019 - 6h00

 

Anúncio da Bon & Viv representando sereias como fundadoras da marca foi mal avaliado pelo público (crédito: reprodução)

Por Jack Neff, do Ad Age*

De acordo com um novo estudo baseado nos papéis proeminentes que mulheres ocuparam em anúncios, a representatividade feminina nos comerciais do Super Bowl melhorou este ano, mas não o quanto se pode imaginar.

A empresa de pesquisa ABX afirmou que os entrevistados de uma enquete online avaliaram mal a forma como as mulheres foram representadas nas publicidades do jogo. Esse foi o caso da Bon & Viv Spiked Seltzer, da AB InBev, protagonizado por duas sereias; Olay, da Procter & Gamble Co., com Sarah Michelle Gellar interpretando uma paródia de seus filmes de terror dos anos 1990; e M&Ms, da Mars, que apresentou Christina Applegate repreendendo o mau comportamento dos personagens da marca.

Em uma escala onde cem é a média para todas as publicidades testadas na base de dados da ABX, esses comerciais ficaram abaixo da linha por sua retratação da figura feminina, com 84, 92 e 93 respectivamente. O estudo entrevistou um painel representativo de 150 pessoas por comercial. Elas foram questionadas se as mulheres estiveram presentes nos anúncios, se foram representadas apropriadamente e se assumiram papel de destaque.

A ABX, que testa comerciais de todas as mídias com pesquisas online, está trabalhando com a Associação Nacional de Anunciantes na iniciativa #SeeHer para promover a igualdade de gêneros na propaganda. O estudo realizado com os comerciais do Super Bowl não foi conduzido ou sancionado pelo órgão.

Segundo a empresa, as mulheres protagonizaram 41 comerciais no jogo desse ano, uma queda na comparação com o ano anterior que somou 45 publicidades. Homens estrelaram 47, comparados aos 52 de 2018. A nota geral para a representação das mulheres nas publicidades do horário mais caro da TV norte-americana foi de 98,4. Um aumento na média de 95,9 alcançada há um ano atrás. Mesmo com o crescimento, as notas ainda estão abaixo da média do índice. De acordo com o presidente da ABX, Gary Getto, ano após ano as melhorias não são suficientes para causarem um impacto significativo na estatística

Uma das melhores notas ficou com o comercial do aplicativo de relacionamentos Bumble, que trouxe como protagonista a tenista Serena Williams. O filme só foi superado pelo anúncio da Verizon’s com a socorrista que salvou Anthony Lynn técnico do Los Angeles Chargers.

Por outro lado, anúncios protagonizados por sereias não se deram bem. A propaganda da Sprint´s com robôs e Bo Jackson carregando uma delas, marcou apenas 81 pontos. O comercial da Bon & Viv também recebeu nota abaixo da média, representando mulheres vestidas de sereias como fundadoras da marca. A empresa foi lançada por um homem. O processo de seleção do casting para o anúncio também foi criticado por uma das atrizes. Segundo a profissional, elas precisavam dançar usando biquínis durante a audição.

*Tradução: Taís Farias 

*Crédito da foto no topo: Reprodução

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