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05 de Junho de 2012 • 11:13
Renata Melman: "Trabalhos que tenham um foco criativo brilhante e resultado efetivo terão destaque" Crédito: Edu Lopes
Criada há apenas 4 anos pelo Festival de Cannes, a área de Design tem forte participação de países europeus, como a Alemanha, mas também começa a despertar a atenção de profissionais e agências brasileiros na inscrição de trabalhos. No ano passado, o Brasil conquistou dois Ouros em Design, com “Balões”, da Loducca e ParanoidBR para MTV, e “O inacreditável está no Emiliano”, da JWT para o Hotel Emiliano, além de uma Prata e dois Bronzes. Para escolher os trabalhos premiados, o júri conta com dois representantes brasileiros: Ricardo Saint-Clair, da Diálogo (leia entrevista aqui), e Renata Melman, sócia e diretora de criação da 100% Design. Esta é a segunda vez que Renata vai a Cannes, mas a primeira como membro do júri.
Meio & Mensagem ›› O Brasil tem investido mais para se destacar na categoria Design no Festival de Cannes, com apoio maior de entidades como a Apex e Abedesign para desenvolvimento do setor no País?
Renata Melman ›› Em 2012, Cannes tem um grande número de inscrições em Design, o que representa a amplitude do papel das marcas e de sua atitude na economia do mundo e, claro, do Brasil também. O País tem investido mais na categoria Design em Cannes, que tem o papel também de reforçar o valor das marcas para o mundo. É cada vez mais importante uma marca que se comunica, tem a sua própria linguagem e mensagem para o nosso País e para o mundo. A Abedesign, junto com a Apex, tem investido muito para comunicar o design brasileiro, principalmente, relevando a sua contribuição na economia do País, um setor que traz resultado efetivo.
M&M ›› Qual a expectativa do Brasil nesta categoria este ano? Devemos ter um desempenho melhor do que no festival do ano passado?
Renata ›› O design tem sido mais relevante para a comunicação como um todo, bem como para o reconhecimento das marcas que querem ter a sua identidade bem resolvida. Não dá para prever o que irá acontecer com o Brasil em Cannes nessa categoria, pois o critério é abrangente e depende, não só do número de inscrições – que deve ser maior que nos outros anos –, mas do perfil dos jurados como time, da sua identidade em selecionar o que será relevante. Vou procurar contribuir muito para esse desempenho ser melhor que nos anos anteriores. Mas não depende só de um. É preciso ser um trabalho criativamente brilhante para ser notado por todos.
M&M ›› Você já viu trabalhos que se destacaram em outros festivais? Há possíveis candidatos a Leões na sua opinião?
Renata ›› Tenho me preparado para Cannes, revendo os cases premiados nos últimos anos e procurando observar a identidade do festival para a categoria. Cada evento tem uma linha de seleção e de premiação, por isso não dá para fazer previsões de trabalhos específicos em Cannes. Com certeza, trabalhos que tenham um foco criativo brilhante e ainda um resultado efetivo terão destaque. Trabalhos que sejam próximos e conversem com o mundo.
M&M ›› Você já conversou com o presidente do júri, Bruce Duckworth?
Renata ›› Não conversei diretamente com Bruce Duckwoth, ainda. Teremos uma primeira conversa em Cannes, quando poderemos ouvir a sua linha de direção para o júri. Mas a sua mensagem está dada: “Confidence is the key driving force behind great creativity.”
M&M ›› Você já está vendo os trabalhos concorrentes?
Renata ›› Tenho visto trabalhos brasileiros e procurando dar o meu feedback para todos. É a melhor forma de me preparar para representar bem o Brasil na categoria. Os mais especiais se destacam pela emoção e pela brilhante criatividade que se destaca de uma média. Ter foco é ser coerente e efetivo.