Um dia desses estava lembrando de um seminário sobre inspiração e criatividade que assisti no ano passado no Festival de Cannes, com o filósofo Alain de Botton.
Com um toque elegante de ironia, Alain exaltou a capacidade da Igreja Católica para usar ferramentas extraordinárias de publicidade e vender "alimentos" para as necessidades mais profundas dos seres humanos.
Neste vídeo abaixo podemos ver um trechinho de sua palestra:
Alain fez uma analise sobre a Igreja e a comparou a uma multinacional, que lucra milhões de dólares por ano transformando paz, perdão, senso de comunidade, reflexão e calma em "commodities".
Ele sugeriu que prestássemos atenção na Igreja Católica, pra aprendermos com ela a ganhar dinheiro vendendo para as pessoas aquilo que está faltando em suas vidas.
Um assunto bastante polêmico para uma tarde quente na Riviera.
Ao final da palestra ele sugeriu a todos os presentes a reduzir o ritmo, ir para a praia no fim de semana, ficar com a família, se desconectar um pouco das redes sociais, quase o oposto de tudo que estava sendo pregado ali até aquele momento.
Ele lembrou que as artes, a Igreja, e também a publicidade são fontes onde as pessoas naturalmente buscam um escape, alguns momentos de paz, de calma, descontração,...