2016: integridade e transparência para dar e vender

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2016: integridade e transparência para dar e vender

Hoje todo conhecimento ou ideia pode ser contestado, conferido, referendado ou destruído, em questão de instantes, graças ao poder de disseminação da informação dos meios digitais


15 de dezembro de 2015 - 5h20

Depois de um ano econômico e político extremamente difícil, estamos às portas da virada e, como de habitual, nos perguntamos e especulamos o que esses novos tempos nos reservam.

Neste espaço falei bastante sobre métricas, redes sociais, mídia programática, mas confio que, acima de todos esses assuntos, a principal tendência para o digital em 2016 é o reconhecimento de que integridade e transparência nas estratégias e ações de marketing são os fatores imperativos para o sucesso.

Comemoramos em 2015 os 20 anos da Internet comercial no Brasil. Depois de todo esse tempo, não podemos mais nos dar ao luxo de dizer que o consumidor tem um “comportamento” digital. O consumidor dessa segunda metade da década “é” digital.

Cada momento da nossa vida, do despertar ao dormir, é permeado pela tecnologia. Num grau tão profundo que nem sequer percebemos. Guiar com o Waze, acessar a internet com comandos de voz no celular, fazer uma compra via e-commerce ou chamar um táxi (ou Uber) por um aplicativo tornaram-se coisas absolutamente normais, como se sempre tivessem existido.

E a verdade é que, para os consumidores mais jovens, elas sempre existiram. Eles não conhecem uma vida que não seja facilitada, agilizada e movida sem os recursos que a tecnologia digital nos traz.

A consequência mais poderosa disso é a facilidade que essas tecnologias trouxeram para o acesso ao conhecimento, informação e opinião. Fontes tradicionais de disseminação de ideias e conteúdo perderam – para o bem e para o mal – seu poder como referência única e central de formação de reputações. Hoje todo conhecimento ou ideia pode ser contestado, conferido, referendado ou destruído, em questão de instantes, graças ao poder de disseminação da informação dos meios digitais.

O momento social que o Brasil atravessa traz uma forte demonstração dessa evidência. Seja pela capacidade de convocação de movimentos sociais, de formação da reputação de políticos e instituições, chegando, por meio do poder das mídias sociais, a ter a capacidade de mudar o rumo de votações no Congresso Nacional.

As marcas enfrentam a realidade desse poder mais do que nunca, pois qualquer coisa que digam, prometam e vendam será objeto imediato do escrutínio e avaliação de milhares (ou milhões) de consumidores on-line, conectados entre si e verificando a integridade da informação e da promessa oferecida.

Antes de qualquer métrica, de qualquer expectativa de resultado, as perguntas a serem feitas são:
1-Estamos sendo íntegros com nosso propósito? (Ou: o que entregamos é o que prometemos, enquanto marca, princípios e produto/serviço?);
2-Nossas janelas são de vidro, a transparência existe, quer a desejemos ou não. Estamos preparados para enfrentar essa realidade e sustentar nossas promessas diante dessa constante e implacável observação?

Não há mais escolha às respostas que as marcas precisam dar a essas perguntas. E, em ambos os casos, essas respostas precisam ser sim. Sim, porque a realidade dos fatos se impõe em cases e mais cases de desastre, quando esses dois quesitos – integridade e transparência – não são observados.

Para 2016, espero que nossas resoluções de ano novo nos tragam essa clareza e a capacidade de cumprirmos essas promessas, pois esse é o único caminho para o sucesso sólido na era em que vivemos. Boas festas a todos e vamos em frente!

Ana Nubié é chief strategy officer da Moma
 

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