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Rogério Utimura Crédito: Divulgação
Por Orlando Figueiredo
Trabalho recente: Zé Trombada, para a Artesp
Trabalhos favoritos: “Quero. A mais querida” e “Menino amarrando o tênis”, para o McDonald’s.
Realização profissional: abrir uma nova produtora que abrigue novos talentos
Realização pessoal: contar a história de meu pai, Domingos Utimura, primeiro técnico de efeitos especiais na América do Sul.
“Sinto-me no melhor momento de minha carreira.” A declaração de Rogério Utimura, de 48 anos, refere-se aos últimos seis meses, desde que passou a atuar como diretor associado na Guadalupe Filmes. Porém, o caminho até a produtora foi longo e cheio de reviravoltas, com destaque para os dez anos em que dirigiu os filmes do McDonald’s.
Nascido em São Paulo e formado em Engenharia Eletrônica pela Mauá, Rogério trabalhou como engenheiro na Semp Toshiba por três “longos” meses. “Na empresa não criava nada, só copiava circuito. Larguei essa carreira promissora, porém monótona, e fui ajudar meu pai, Domingos Utimura em sua empresa de efeitos especiais para comerciais de televisão.” O curso de engenharia ajudou a aprimorar efeitos especiais em robôs e criar controles remotos e eletrônicos mais elaborados.
Com recursos do pai, passou um ano em Los Angeles, trabalhando em diversas empresas como a Coast Effects, a Apolgee, Praxis Film e até mesmo conhecendo alguns funcionários de Steven Spielberg. Voltou em 1990 ao Brasil. “Apesar de ter me entrosado muito bem, um terremoto de 5.6 na escala Ritcher me mandou de volta para casa.”
Na época de seu regresso, usou a experiência adquirida nos Estados Unidos e trabalhou com Hugo Tikhomiroff, na então Interteam Plus (que se tornaria Plus e depois seria fechada com a morte do dono). Posteriormente, recebeu um convite de Dorian Taterka (Dodi) e dirigiu por dez anos (de 1998 até 2009) filmes para o McDonald’s, gostando de trabalhar com crianças.