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Após atuar 15 anos como capista, Silvia Ribeiro atualmente dedica-se a sua própria editora, a Dash Crédito: Divulgação
Por Mariana Barbosa
Hobbies: leitura e ioga
Influências: a designer Louise Fili e sua preocupação com tipografia na concepção das capas
Realizações: “Ver a Dash e meus filhos crescendo bem e alegres”
A pesar de ter crescido no meio publicitário, Silvia Ribeiro, filha de Julio Ribeiro (fundador e presidente da Talent), nunca pensou em atuar na área. Sempre interessada em design gráfico e livros, fez carreira desenhando capas na Companhia das Letras e, atualmente, ampliou o foco para a criação de livros digitais na própria empresa, a Dash Editora.
A formação profissional veio do exterior, quando decidiu estudar na School of Visual Arts, em Nova York. Foi lá que se envolveu com o universo dos livros, em meio ao boom editorial que os Estados Unidos viviam na década de1990.
Segundo Silvia, este mesmo mercado ainda estava dando seus primeiros passos no Brasil e não havia muitas opções de trabalhos quando ela retornou ao País. “Eu tinha a pouca experiência de trabalhos que realizei em Nova York, mas aqui, há 20 anos, as capas de livros eram todas iguais, e a única editora que me chamava atenção era a Companhia das Letras. Eu insisti com eles durante muito tempo até que os convenci a me contratar.” Na empresa, a designer permaneceu por mais de 15 anos, tendo feito mais de 200 livros, entre capas e miolos.
Com sua experiência no meio de produção literária, Silvia passou ainda a realizar trabalhos específicos para outras editoras e ampliou sua atuação durante o processo de concepção das obras. “Passei a ser responsável não só pelo design, mas também pela conceituação e escolha de imagens de livros. Além disso, até hoje trabalho junto a empresas na concepção de identidade visual”.
Depois disso, Silvia começou a desenvolver um projeto de concepção de e-books aliados ao trabalho gráfico, e após muitas pesquisas, a designer decidiu, há cerca de oito meses, criar a Dash Editora.
Inicialmente, a Dash comercializaria apenas livros digitais, mas a designer afirma ter percebido que ainda existe a necessidade de material impresso no meio. “Passei a trabalhar com impressões sob demanda, que é algo que já está fazendo sucesso nos Estados Unidos e na Europa e permite um baixo investimento inicial e ainda evita encalhe de livros, que é comum em grandes editoras”, explica.