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Tom Stringhini Crédito: Divulgação
Por Mirella Portiolli
Diretor: Stanley Kubrick
Filme: Underground — Mentiras de Guerra (Emir Kusturica, 1995)
Banda: Ramones
Viagem: quando esteve em São Petersburgo (Rússia) para apresentar o curta No Bar. “A força do humor é tão grande que durante essa apresentação, embora o assunto fosse regional, eu olhava para o lado e via as pessoas se dobrando de rir. Eu fiz uma comédia e eles estão rindo, este é o maior prêmio.”
Vivendo uma fase que alia a segurança vinda da maturidade e a sensibilidade que sempre fez parte de sua vida, o diretor de cena Tom Stringhini, recém-contratado pela Dogs Can Fly, está cada vez mais apaixonado pela arte que desenvolve. “Meu trabalho é um privilégio, desperto sentimento nas pessoas”, afirma. A descoberta da carreira aconteceu no penúltimo ano da faculdade de Publicidade, durante o processo de produção de um clipe com seus colegas. Ele sempre quis ser um contador de histórias.
A paixão por dirigir veio também do amor ao cinema. “Desde moleque, todos os dias eu assisto a algum filme” diz. Ao final da graduação, o acesso às produtoras era restrito. Mas o Canal Rural estava sendo aberto também em São Paulo. Era sua chance. Stringhini percebeu que seria uma ótima oportunidade e iniciou seu trabalho como cinegrafista de televisão. Um ano e meio depois, quando o canal fechou as portas na capital paulista, o diretor deu outro passo em sua carreira. Em janeiro de 1998, por indicação de uma amiga, começou a trabalhar na produtora O2 como cinegrafista para testes de elenco. “Ali, na O2, eu cresci na carreira até quase chegar a diretor”, relembra. Com a experiência, sentiu que era hora de buscar novas oportunidades. “Como assistente de direção passei por quase todas as maiores produtoras que fazem publicidade em São Paulo”, afirma. Ele já trabalhou na Maria Bonita, Ouro 21, Dínamo e Cia de Cinema, onde atuou por três anos.
Para o diretor, a publicidade permite conceituar cada filme de maneira diferente e atualmente vive uma fase de reinvenção. Por existir diversas plataformas para divulgação, os filmes têm sido realizados dentro de um padrão bem menos engessado. Essa fase de “criatividade sem limites” é uma oportunidade empolgante para o diretor vivenciar o prazer de contar histórias com mais liberdade. “Esse lado da publicidade é meio sem limite. Você pode fazer absolutamente tudo, e é isso o que eu gostaria de fazer com a minha carreira”, diz. Stringhini acredita que o amor pelo trabalho, uma boa equipe, e uma trilha sonora que muitas vezes vira a alma do comercial, não podem faltar durante a execução de um filme — assim como o bom humor, que o caracteriza. “Em meus sets de filmagem não existe estresse. Lógico que somos sérios, mas tudo sem se estressar”, brinca.