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Startup Market Up mira gestão financeira

Romero Rodrigues, Alexandre Hohagen, Hélio Rotenberg e Carlos Azevedo criam plataforma gratuita para ajudar micro empreendedores


27 de outubro de 2014 - 10h57

Por José Saad Neto, da ProXXIma

Alexandre Hohagen, Romero Rodrigues, Carlos Azevedo e Hélio Rotenberg fazem parte da primeira geração de executivos e investidores do mercado digital brasileiro. Ainda na década de 1990, trilharam caminhos diferentes, mas sempre relacionados à intersecção da tecnologia com a comunicação.

Construíram carreiras em empresas nativas da rede, seja empreendendo ou ocupando posições dentro de grandes organizações. Hohagem foi o primeiro presidente do Google no Brasil e hoje ocupa a cadeira de vice-presidente do Facebook para a América Latina. Rodrigues fundou a Buscapé Company. Azevedo criou a produtora Tesla e o Guia da Semana. Rotenberg é sócio e presidente da Positivo Informática.

Agora, os quatro se unem em torno do mesmo projeto e investem, como pessoas físicas, na criação da Market Up, que será apresentada ao mercado no dia 3 de novembro. A plataforma presta serviços de gestão financeira (ERP) a pequenos e médios empresários brasileiros. Tudo gratuito, hospedado na nuvem: vendas por pedido e frente de caixa (PDV), loja virtual, controle de estoque, entre outros serviços.

A ideia surgiu a partir da experiência de Carlos Azevedo como empreendedor e da percepção de que muitos microempresários desistem porque não sabem gerir as finanças. “Pode ser difícil para uma cabelereira fazer fluxo de caixa, controle de estoque de produtos e produzir relatórios que mantenham as contas em ordem e possibilitem o crescimento”, explica.

O cenário desenhado por Azevedo encontra fundamento nos números. Das 16 milhões de empresas registradas hoje no Brasil, 99% são pequenas e médias, segundo o Empresometro.com. Dessas, cerca de 70% não possuem sistema de gestão financeira. A partir daí, ele idealizou a plataforma e apresentou aos outros três colegas, que se encantaram pelo projeto e resolveram entrar como sócios.

“O Market Up quer dar poder ao micro empreendedor, que nem caixa registradora tem no seu negócio. Isso está totalmente alinhado com minhas crenças pessoais de estimular o empreendedorismo”, justifica Romero Rodrigues.

Os executivos, que fazem reuniões de conselho por videoconferência, não revelam a participação societária de cada um, assim como também não abrem o valor investido para colocar a Market Up funcionando. Mas a startup com sócios grandes tem escritório na Avenida Paulista, em São Paulo, e já firmou parceria com o Sebrae, que passou a recomendar a ferramenta aos microempresários brasileiros.

Em poucos meses, mais de seis mil PMEs se cadastraram e encontram-se ativas na plataforma. A expectativa dos sócios é chegar a 100 mil empresas em um ano. “Entregamos solução para um problema real. Micro empreendedores não têm hoje condições de arcar com uma solução sofisticada de software. O Market Up atende essa necessidade e fomenta o mercado de software e SaaS, na medida que seus clientes crescem e migram para soluções mais complexas”, analisa Rodrigues.

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Com números expressivos para uma startup, sócios de peso e crescimento em escala, imaginar o modelo de monetização não é tarefa difícil. A Market Up criou cinco cotas de patrocínio para empresas de segmentos distintos. Até o fim deste ano, a exclusividade é do Bradesco, que aparecerá na home do site e terá a possibilidade de entregar conteúdo a audiências segmentadas. “Nossa política de privacidade de dados é muito rígida, mas teremos um modelo de entrega de anúncio por perfil de empresa”, explica Azevedo.

Para tornar a plataforma mais conhecida entre os micro empreendedores, a Market Up investirá em links patrocinados e campanha nas redes sociais. “Como toda startup, nosso budget para comunicação ainda é limitado, mas esperamos crescer”, finaliza Azevedo. Alguém duvida? 

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