Ofertas em troca de dados? Não, obrigado

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Ofertas em troca de dados? Não, obrigado

Estudo da Pew aponta que apenas 47% dos entrevistados aceitam o compartilhamento de informações de programas de relacionamento


15 de janeiro de 2016 - 4h01

(*) Por Kate Kaye, do Advertising Age

Muitas pessoas participam de programas de fidelidade, mas elas não necessariamente estão confortáveis com a forma como seus dados podem estar sendo compartilhados, de acordo com um novo estudo da Pew Research Center sobre dados de consumo e privacidade. Menos da metade dos entrevistados disse que é aceitável as companhias compartilharem informações de consumo com terceiros.

Enquanto 47% disseram ser aceitável uma mercearia ou supermercado rastrear hábitos de compra e vender os dados para outras empresas em troca da oferta de descontos para os consumidores, 32% afirmaram que não é. Outros 20% responderam “depende”.

“A venda para outras empresas me assusta”, disse um participante do estudo. “No entanto, eu tenho e frequentemente uso um cartão de recompensas da Safeway que eu suspeito que tenha algum acordo do gênero”, complementou. A Pew entrevistou 461 americanos adultos e também realizou 80 focus groups online ao longo de um ano de estudo.

As pessoas mais velhas são ainda menos tolerantes em relação à troca de dados por recompensas. Dos respondentes com 50 anos ou mais, 39% informaram que não aceitariam ofertas em troca do compartilhamento dos seus dados de consumo. Na faixa entre 18 e 49 anos esse percentual é de 27%.

Além da idade, a renda família é um fator influenciador chave para definir se a pessoa aceita ou não essa relação. A Pew descobriu que 56% daqueles com renda familiar abaixo de US$ 30 mil acreditam que a troca de dados por benefícios é aceitável, enquanto 43% daqueles com rendimentos maiores responderam o mesmo.

O levantamento sugere que algumas pessoas desejam ter mais informações antes de se decidirem. “Quanto dinheiro eu estarei economizando e quanta informação de identificação pessoal será compartilhada?”, questionou um entrevistado. Outro perguntou “com quantas empresas os dados serão compartilhados? posso controlar quais informações serão compartilhadas? são apenas os dados de compra anônimos ou também inclui informações pessoais?”.

Apesar do fato de um número incontável de pessoas se registrarem em programas de fidelidade e de algumas entenderem que ao menos alguns comportamentos de compra serão monitorados em consequência, o ceticismo em relação à troca de dados por ofertas continua.

Durante um evento da Comissão Federal de Comércio sobre privacidade realizado nesta semana em Washington, C., acadêmicos do Centro de Políticas Públicas de Annenberg, da Escola de Comunicações de Annenberg e da Universidade de New Hampshire apresentaram pesquisas que indicaram que os americanos estão menos confortáveis em trocar informações por descontos do que a indústria espera. Os estudos apontam que 57% das pessoas que concordam em permitir a coleta de dados por descontos em supermercados estão resignados com esse conceito, enquanto 32% se consideram defensores da causa.

“Ao apresentar o tema de forma equivocada aos americanos e defender os argumentos de troca, os anunciantes dão aos legisladores falsas justificativas para permitir a coleta e o uso de todos os tipos de dados de consumo, muitas vezes de maneiras consideras censuráveis pelo público”, conclui o estudo.

Tradução: Fernando Murad

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