Caminhos para as marcas em 2016

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Caminhos para as marcas em 2016

Landor analisou atuação de empresas e comportamento dos consumidores para indicar cinco tendências a serem observadas pelas companhias


26 de janeiro de 2016 - 12h21

O desafio para as marcas este ano não é pequeno, segundo Fernando Leira, general manager para o Brasil da Landor, agência global de branding e design estratégico: elas terão de se reinventar para continuar relevantes e rentáveis.

Ao avaliar comportamentos do consumidor e ações das marcas em âmbito global e regional, para definir cinco tendências para este ano, a Landor afirma que muitas passam por questões como o conceito de agilidade e exigirão das marcas adaptabilidade e ação baseada em princípios e responsabilidade. “Os consumidores anseiam por interações mais autênticas com as marcas, querem experimentá-las por meio de múltiplos canais e experiências multissensoriais; estão respondendo às histórias das marcas e incorporando produtos e serviços em suas vidas de uma maneira sem precedentes”, afirmou Leira.

Veja abaixo as tendências apontadas pela Landor:

1. Off-line é o novo on-line: as compras on-line ameaçaram acabar com a experiência do varejo tradicional. No entanto, os clientes querem mais uma vez interações com o mundo real. As marcas estão respondendo, retornando para lojas de tijolo e argamassa, combinando os serviços que os consumidores esperam de uma loja física com a informação, flexibilidade e a personalização do meio digital. Exemplo desse processo é a Amazon, que acaba de abrir a primeira livraria em Seattle, onde os clientes podem navegar pelos livros da maneira tradicional e ainda ler a avaliação de outros leitores (os exemplares têm um cartão com uma resenha deixada por leitores no Amazon.com).

2. Multicanal e marcas multissensoriais: as marcas terão de pensar sobre toda a experiência do cliente. Será necessário explorar os sentidos para criar mundos únicos aos consumidores. A Four Seasons, por exemplo, utiliza um sistema de ar para difundir aromas personalizados em suas propriedades. Já a Virgin, para garantir uma experiência de voo como nenhuma outra companhia aérea, além da icônica luz roxa, oferece um sistema de alimentação personalizado, on-demand, em que o passageiro pode pedir comida e bebida com apenas alguns toques na tela à frente, sem precisar esperar por muito tempo.

3. Empregados como uma nova campanha de marketing: slogans e comerciais divertidos costumavam ser suficientes para as marcas terem impacto. Hoje, no entanto, os consumidores também se importam com a opinião dos trabalhadores e como as empresas tratam seus funcionários. Em 2016, as marcas irão dar mais ênfase no treinamento dos colaboradores para que sejam embaixadores da marca, irão se empenhar em reconhecer seus esforços e criar uma experiência de trabalho positiva. A REI (rede de lojas de artigos esportivos) anunciou recentemente a #OptOut, uma iniciativa em que a empresa fechou todas as lojas na Black Friday e pagou aos funcionários para passar um tempo fora com a família e amigos.

4. Vida in the fast lane: Hoje, os consumidores querem experiências sem enrolação. As marcas terão de criar formas rápidas para atendê-los. A Starbucks permite que os clientes encomendem o café com antecedência em vez de ficar esperando no balcão, enquanto o aplicativo do Taco Bell faz do fast food ainda mais rápido, permitindo encomendas online e no local.

5. Embalagens que contam histórias: Histórias podem ajudar a humanizar a marca, tornando-a mais acessível e compreensível para os consumidores. Também podem fazer com que o logotipo ganhe mais peso e seja mais reconhecível. Em 2016, as marcas precisarão recorrer a histórias autênticas, que estabeleçam pontos de diferenciação, e transmiti-las por meio de design de embalagem. Para celebrar a origem do uísque J&B Rare, a marca criou uma edição limitada com 25 garrafas tatuadas. Por meio de uma capa de látex fina, que se ajustava ao formato da embalagem, ela foi colorida como se fosse a pele de uma pessoa. As garrafas contavam a história da J&B, fundada no final do século 19, quando os marinheiros da Marinha Real foram os primeiros a voltar ao Reino Unido com tatuagens esportivas.

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