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Está dada a largada para a Black Friday

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Está dada a largada para a Black Friday

Representantes do Google compartilharam, nesta quarta-feira, 21, insights sobre o evento mais esperado do ano por consumidores e lojistas

Karina Balan Julio
21 de setembro de 2016 - 16h00

Foto: Luciana Aith, da Orquestra de Imagens

José Melchert, head de industry do Google. Foto: Luciana Aith, da Orquestra de Imagens

A Black Friday, que ocorre no próximo dia 25 de novembro, sempre é um evento esperado pelos consumidores em busca de descontos, e também por lojistas e marcas que veem na ocasião uma oportunidade de alavancar as vendas e sua presença entre os clientes. O Google realizou nesta quarta-feira, 21, o evento Thank God It’s Black Friday, para compartilhar insights sobre a data, feitos em parceria com a Provokers, e preparar o terreno para a temporada de promoções que está por vir.

“No começo, a black friday  era uma corrida de cem metros: rápida, curta e com poucos players. Agora mudou e está mais parecida com uma maratona, tem muito mais a ver com planejamento, preparação e resistência em uma duração mais longa. O desafio para as marcas é encontrar um bom ritmo, não queimar todas as fichas na largada ou aguardar muito para o final”, avaliou José Melchert, head de indústria do Google.

O evento já acontece há cinco anos no Brasil e, na sua primeira edição em 2011, movimentou um volume de vendas de R$100 milhões. No ano passado, esse volume chegou a R$1,6 bilhão. O Google estima um crescimento entre 15% e 38% na edição de 2016. Ainda, 23% dos consumidores da black friday gastaram mais de R$3 mil na última edição, no e-commerce.

“Nos últimos anos a black friday deixou de ser uma data, mas a semana e o mês, e é a oportunidade para os lojistas conseguirem um volume de vendas representativo, as pessoas já estão buscando com cada vez mais antecedência”, acrescentou. Segundo os dados apresentados, a quantidade de buscas sobre a data em setembro já superou o registro até outubro do ano passado.

O pós black friday já é mais forte do que a quinta e a sexta-feira em si.  O consumidor às vezes descobre a data no Jornal Nacional às sextas, então as marcas têm que estar preparadas para ter boas ofertas também ao final de semana, diz José Melchert

Carol Rocha, insights manager do Google, destacou que 79% dos consumidores brasileiros já participaram de alguma edição da black friday, enquanto 10% alegaram que não pretendem comprar nada. Nas primeiras edições no Brasil, se destacavam produtos como eletrônicos, moda, artigos esportivos e perfumes. Em 2015, houve um crescimento expressivo de compras de passagens aéreas, vinhos e cervejas, hotéis, café, produtos de limpeza e imóveis. Entre as principais intenções de compra, destacam-se celulares, eletroportáteis e eletrodomésticos.

O ticket médio da black friday também aumentou. Cada cliente gastou em média R$440 reais por loja no e-commerce e R$102 no varejo como um todo, gastando uma média de R$1000 reais no evento. “O crescimento da Black Friday é muito maior em relação a outras datas comemorativas, que crescem mais ou menos no mesmo ritmo ano após ano. A black friday cresceu 7% em 2015, que era o pior período da crise, quando o varejo cresceu apenas 3%”, disse Gabriel Mariotto, gerente de business analytics da Cielo. Segundo um levantamento da empresa, a edição de 2015 registou 40 mil lojistas engajados, número que aumentou nove vezes em relação a 2012. 

Black friday x Natal

Outro fator levantado foi a aglutinação do período de compra que vai da black friday até o Natal. A pesquisa mostrou que 19% das pessoas compram produtos exclusivamente para presente, 27% para si e para presentes e 53% compram exclusivamente para si.

“Pode haver uma preocupação com a  canibalização do Natal com a black friday. Mas isso não deveria se restringir o mindset das empresas, porque na verdade a temporada de compra ficou mais longa. Agora as marcas têm que ter performance e preparo para esse período”, disse Carol Rocha.

“Algumas pessoas ainda não confiam e há uma parte do público que desconhece a data.  Ano passado houveram alguns casos conhecidos como ‘black fraude’, pessoas alegando que os varejistas tinham aumentado seu preço. Mas a questão parece ter sido ultrapassada, já que 74% das pessoas têm associações positivas com o evento para este ano”, acrescentou.

Compra na palma da mão

O crescimento do e-commerce e mobile commerce também fica evidente, dado que em 2015, 21% dos consumidores compraram somente em lojas online e 29% compraram em lojas físicas e online. 21% fizeram todas as compras em lojas físicas. Dados da base do Waze também mostraram que o volume de navegações do aplicativo em direção a shoppings e grandes lojas também aumentou.

Para os consumidores, os maiores diferenciais para a compra são o preço dos produtos (41%), a possibilidade de parcelamento (21%) e a confiança nas marcas (17%), pois o cliente quer ter a certeza de que o produto vai chegar. Já os critérios de “desempate” na escolha de uma loja são a confiabilidade de um site de compras e a navegabilidade.

61% das compras são feitas através de cartão de crédito, seguidas do cartão à vista e pagamento em dinheiro. “Boa parte dos brasileiros não tem acesso a bancarização, então dinheiro e boleto surgem com mais força, inclusive entre faixas de renda mais altas, pois o pagamento via boleto às vezes possibilita descontos”, afirmou Carol Rocha. 

Na avaliação de José  Melchert, “o mobile é a peça-chave para as estratégias. No ano passado, algumas empresas anteciparam suas vendas nos aplicativos para desafogar o acesso via desktop,  com descontos exclusivos para mobile. Se uma marca não tem um site ou aplicativo que funciona bem, pode ficar fora do jogo”.

Ele acredita também em parcerias entre a indústria e o varejo para a ocasião. “Um cliente que compra uma TV quer também o suporte, quem compra um celular quer um plano, e quem compra artigos esportivos geralmente vai atrás de uma academia”.

A pesquisa foi conduzida com cerca de 800 consumidores em 200 cidades, representantes das classes A, B e C e na faixa entre 18 e 54 anos.

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