Por que o McDonald’s contratará pessoas em situação de rua

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Por que o McDonald’s contratará pessoas em situação de rua

David Grinberg, diretor de comunicação da marca, vê potencial para que o programa em parceria com a Prefeitura de São Paulo seja adotado por outras cidades do País

Isabella Lessa
17 de março de 2017 - 17h48

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(Crédito: Divulgação)

Na manhã desta sexta-feira, 17, o prefeito da cidade de São Paulo, João Doria, anunciou o programa Trabalho Novo, parceria com empresas privadas para empregar pessoas em situação de rua. Uma das primeiras grandes marcas a aderir ao projeto, o McDonald’s pretende preencher até cem vagas nesta fase inicial. A meta de Doria com o programa é empregar 20 mil moradores de rua ou que habitam os 83 albergues da Prefeitura.

Até o momento, seis pessoas foram selecionadas para fazer parte do quadro de funcionários do McDonald’s com contrato CLT. Os candidatos são selecionados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Smads) e, em seguida, passam por uma capacitação emocional de 40 horas, conduzida pela ONG Rede Cidadã, voltada para a geração de trabalho e renda.

David Grinberg, diretor de comunicação do McDonald’s, conta que a participação da rede na iniciativa foi uma consequência natural, já que a companhia é uma das parceiras da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), que realizou a busca por empresas que poderiam fazer parte do Trabalho Novo. “Vimos que há sinergia entre os valores da marca e o projeto”, comenta.

Ele diz que a marca não pretende investir em PR para divulgar a ação, mas que o envolvimento da empresa no projeto é importante para mostrar ao público um lado do McDonald’s que muitos desconhecem. “As pessoas conhecem o restaurante, mas não estão acostumadas ver o nosso lado empregador. Hoje, somos o maior gerador de primeiro emprego no País e não fazemos distinção de classe, raça, gênero. É uma empresa de gente, que atende 2 milhões de pessoas diariamente no Brasil”, diz. O executivo espera, aliás, que outras cidades do País se inspirem no programa lançado por Doria. “Estamos começando devagar para garantir que está dando certo para as pessoas. Mas há o potencial de expandir para muito mais de cem. É possível que outras prefeituras também se interessem”, afirma.

Sobre os recém-contratados, Grinberg observa que cada um têm formações e experiências distintas, que poderão ser aproveitadas no futuro dentro da empresa. “Um é eletricista, outro teve uma oficina mecânica. Quando eles forem crescendo dentro da hierarquia, poderão aplicar suas habilidades. Cada um vai crescer à sua maneira”, afirma. O processo de recrutamento feito pela Smads está recebendo pessoas de todas as idades: entre os novos funcionários do McDonald’s está um homem de 48 anos e outros acima dos 30, faixas-etárias maiores do que a que normalmente compõe as equipes dos restaurantes da marca.

A parceria do McDonald’s com a prefeitura é mais antiga, conta Grinberg. Segundo o profissional, a empresa é parceira do programa Centro de Atendimento ao Trabalhador (CAT) da prefeitura há dez anos, que atende pessoas em busca de empregos.

Vendedores de sorvete
Também faz parte do programa Trabalho Novo dar emprego a 2 mil sorveteiros. Para isso, a prefeitura firmou parceria com a Unilever, dona da marca Kibon, para colocar vendedores autônomos nos parques da cidade. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social selecionará os candidatos, que serão contratados pela empresa nos próximos quatro anos.

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