Diversidade além do discurso

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Diversidade além do discurso

Empresas como Carrefour, LinkedIn, Google e Facebook tratam o tema em suas políticas internas de recursos humanos

Luiz Gustavo Pacete
17 de junho de 2017 - 14h09

Os números sobre a violência contra pessoas gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais – que segundo o último relatório do Grupo Gay da Bahia aumentou consideravelmente em 2016 – não dizem respeito às questões de políticas públicas ou segurança, eles também reverberam no ambiente privado. Alexandre Ullmann, diretor de recursos humanos do LinkedIn, defende que o ambiente de insegurança vivido na sociedade reflete nas estruturas corporativas. “As empresas passaram a entender que não fomentar o ambiente de diversidade em suas estruturas reflete diretamente em queda de produtividade e falta de inovação”, diz Ullmann.

Para marcar a celebração do mês do Orgulho LGBTQ no Brasil, o LinkedIn convidou empresas a discutirem o tema na plataforma utilizando a hasthag #ProudAtWork. “O mais importante neste momento, considerando o ambiente corporativo, é que haja troca de informações e discussões sobre o tema. O que vemos é que as empresas levaram a discussão do discurso para a prática e para a aplicação de políticas concretas de diversidade”, diz Ullmann.

Carrefour foi outra empresa que estruturou sua política interna de diversidade, mesmo antes de comunicar. No Dia da Visibilidade Trans, em 29 de janeiro, sete anos após ter criado seu comitê de diversidade, a rede divulgou em seu perfil no Facebook uma foto com as funcionárias trans Luana e Marcelle.  “Dentro de nossos levantamentos como base do comitê percebemos que os transgêneros faziam parte de um dos grupos que enfrentavam maior dificuldade no mercado de trabalho”, diz Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade e responsabilidade social do Carrefour.

“Acreditamos que a diversidade precisa ser refletida na forma como as empresas se relacionam com todos os seus públicos. No caso do varejo, diariamente temos contato com milhares de pessoas e com a diversidade de características que possuem”, reforça Pianez. O Facebook também criou para o mês do orgulho LGBTQ uma campanha comemorativa, mas que reforça suas políticas voltadas ao tema. “Uma das formas de abordar a diversidade é através de grupos de funcionários que defendem causas específicas – um deles é o Pride@Facebook, de colaboradores que se assumem LGBTQ ou aliados da causa”, diz a empresa, em nota.

Em carta aberta, o Google reforça sua atuação dentro do tema diversidade. Os Googlers, como são chamados os funcionários da empresa, podem participar dos comitês internos, conectando-se a pessoas que compartilham do valor de apoio à diversidade. O “Gayglers” é grupo de Googlers LGBTQe apoiadores. Eles não só lideram o caminho para celebrar o Orgulho LGBTQ em todo o mundo, mas também informam programas e políticas, de modo que o Google permaneça um local de trabalho que funcione para todos. “A diversidade e a mistura de vozes leva a melhores discussões, decisões e resultados para todos”, diz Sundar Pichai, CEO do Google.

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