O que Game of Thrones ensina sobre branding

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O que Game of Thrones ensina sobre branding

Série da HBO, que chegou à 7º temporada neste domingo, possui signos e elementos próprios do mundo do marketing

Luiz Gustavo Pacete
17 de julho de 2017 - 7h25

Atenção, contém spoilers

Game of Thrones, da HBO, acumula marcos superlativos. Foi a série mais pirateada de 2016 novamente, após cinco anos na lista. A produção da HBO baseada nos romances de George R.R. Martin também já foi considerada uma das mais caras com um valor estimado de US$ 10 milhões por episódio e um custo total de quase US$ 100 milhões por temporada. A grande responsável pelo maior sucesso recente de audiência da HBO também movimenta milhões em outra esfera, a dos negócios e do marketing.

 

Game of Thrones também trata de diversidade de gênero (Crédito: Reprodução)

A sétima temporada, cujo primeiro episódio foi ao ar na noite deste domingo, 16, trouxe muito mais que o entusiasmo dos fãs apaixonados ao redor do mundo, ela retomou o ritmo de negócio em torno de seus produtos. A trama, inclusive, é apontada por muitos especialistas e fãs como uma verdadeira aula de marketing. Ao Meio & Mensagem, alguns profissionais do mercado de entretenimento correlacionam as histórias da série com uma batalha diária de marcas e empresas.

“Assim como as marcas, cada casa busca desenvolver uma identidade própria: logo, slogan, atributos, expressão storytelling. Por exemplo, a casa Lannister cujo brasão ou logo é um leão dourado, tem como slogan ou posicionamento de marca: ‘A Lannister always pays his debts’. Adicionalmente a história da casa reflete muito de sua personalidade: uma das famílias mais ricas, antigas e poderosas de Westeros. Quando se expressa, faz uso das palavras ‘hear me roar’ denotando toda sua potência e arrogância”, diz Luis Martini, CMO do Omelete Box.

 

As estratégias de marketing de cada uma das casas de GoT (Crédito: Reprodução)

Para Matheus Machado, CEO da Loja Mundo Geek, há uma correlação direta entre as disputas das casas de Game of Thrones e a competição direta das marcas em determinado setor. “Assim como as marcas, as casas estão na disputa direta pela liderança ou hegemonia de seu território. Para isso, cada casa traça uma estratégia distinta com objetivo de conquistar o Trono de Ferro. Conquistar o trono tem um simbolismo equivalente à liderança de mercado e tudo que isso representa, como, por exemplo, vantagem comercial”, diz Machado.

Concorrência e disputa, inclusive, dão o norte da série. Logo na primeira temporada, a série ensina sobre novos entrantes no mercado e querem mostrar serviço. Neste cenário, ética não é algo muito comum. A própria HBO foi cirúrgica para transformar Game of Thrones em um produto perfeito para o marketing. “Planejamento! Cada passo, cada imagem, cada trailer, cada pôster tem um motivo para estar ali, que é deixar os fãs ansiosos, falando sobre seu produto. Vamos lembrar que GoT é uma série com temporadas curtas, de 10 episódios em um ano com 52 semanas. Ou seja, temos 42 semanas sem Game of Thrones e mesmo assim, a série é uma das mais aguardadas e uma das mais assistidas da atualidade”, diz Marcelo Forlani, sócio-fundador e diretor criativo do Grupo Omelete.

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