2017: seleção retoma a confiança

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2017: seleção retoma a confiança

Sorteio de grupos da Copa do Mundo 2018 marca a consolidação de uma fase positiva, inclusive para o marketing


1 de dezembro de 2017 - 11h35

Ocorre na tarde desta sexta-feira, 1º, em Moscou, o sorteio de grupos da Copa da Rússia 2018. Momento que representa a consolidação de uma fase de retomada da confiança sobre a seleção brasileira. Em maio deste ano, o balanço era de seis marcas a não renovar o acordo de patrocínio com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF): Chevrolet, Samsung, Gillette, Sadia, Michelin e Unimed.

Naquele momento, no entanto, a confiança sobre o time já estava em alta após os escândalos de corrupção na Fifa, envolvendo cartolas brasileiras e o pesadelo do 7×1 no jogo da Alemanha. A retomada influenciou, inclusive, nas finanças da CBF. De acordo com o último balanço financeiro da entidade, divulgado em abril, o faturamento chegou a R$ 647 milhões em 2016, ante R$ 518,8 milhões em 2015. Somente em patrocínio, foram arrecadados R$ 411 milhões ante R$ 339,6 milhões em 2015.

“O momento da seleção brasileira é muito bom dentro do campo e fora dele tenho sentido um esforço da entidade (CBF) para uma melhor organização dos eventos futebolísticos e organização de congressos. Somado isso à chegada da Copa da Rússia 2018, julgo que esse é um momento oportuno para se investir em um dos ícones do Brasil”, diz Fabio Wolff, sócio diretor da Wolff Spots & Marketing.

Anderson Gurgel, professor de jornalismo esportivo do Mackenzie e autor do livro “Futebol S/A”, explica que o futebol segue sendo carro-chefe dos investimentos em esporte no Brasil. “O pessimismo com o futebol e a seleção brasileira acaba contaminando toda a indústria do esporte. Nesse sentido, a conquista da vaga para a Copa é um fato de estímulo aos negócios”, diz Gurgel. Ele ressalta que com a proximidade da Copa da Rússia 2018 vai gerar aumento de interesse para eventuais patrocinadores.

Apesar da expectativa positiva no futebol, Gurgel pondera que a recuperação da seleção é um fator isolado no contexto da gestão esportiva brasileira. “Mesmo após a Copa 2014 e a Rio 2016 e até mesmo após os escândalos da Fifa, o cenário no que se refere à administração de entidades esportivas pouco mudou. Os escândalos e denúncias continuam e isso de maneira geral assusta investidores.”

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