A CES e a casa conectada

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A CES e a casa conectada

Conheça cinco tendências da internet das coisas presentes na edição 2018 da Consumer Electronics Show


12 de janeiro de 2018 - 16h21

Por Megan Graham e Brian Braiker, do AdAge

crédito: divulgação

Saudações da CES, onde a chuva interrompeu uma seca de 116 dias e as strippers são robôs. O AdAge passou o dia com líderes das áreas de tecnologia e marketing para conversar sobre o que acontecerá (e o que não acontecerá) no futuro das casas conectadas.

Casa inteligente? Ainda não
Comparado com o passado recente, nossos lares já podem fazer algumas coisas interessantes. Mais pessoas usam aparelhos inteligentes para controlar a iluminação e a temperatura, e as torradeiras podem enviar notificações quando o café da manhã estiver pronto. Mas isso é apenas o começo.

“Em várias maneiras, a casa inteligente ainda é boba atualmente”, diz Ted Booth, diretor de design de user experience da Honeywell Connected Home. “Para se tornar realmente inteligente, é preciso análise de dados, inteligência artificial e coisas do gênero”, complementa. Os sistemas precisam ficar mais robustos e confiáveis, aponta. E agora que a aura de novidade de algumas das tecnologias desapareceu, a próxima área de foco será conforto e segurança. Os termostatos inteligentes, por exemplo, podem ajudar os clientes a ajustar hábitos e, em última instância, economizar dinheiro.

As seguradoras entram na ação
Historicamente, a principal relação das companhias de seguros com seus consumidores é avisá-los de pagar as contas ou ir resgatar o seguro quando alguma coisa ruim acontece. Casas inteligentes oferecem as seguradoras a oportunidade de estreitar os laços com seus clientes, segundo Jennifer Kent, diretora de pesquisa e desenvolvimento de produtos da Parks Associates.

“Pense, por exemplo, sobre os tipos de danos que podem ocorrer de um incêndio ou da água”, diz Jennifer. “Existem sensores conectados que podem detectar se há vazamento de água e válvulas de desligamento de água inteligentes. Muitos provedores de seguros estão pesquisando fortemente o fornecimento desses dispositivos aos consumidores, a oferta de descontos ou controlar o que acontece na casa para reduzir o custo dos seguros e também criar uma nova maneira de se envolver com seus consumidores”, destaca.

Cidades inteligentes serão um grande tema de conversas
À medida que o número de casas inteligentes começa a crescer, esses lares precisarão de cidades com infraestrutura para suportá-los. De acordo com expectativas, 70% da população mundial deve morar em cidades em 2050. Com isso, os governos precisarão de inovação para gerenciar os serviços e as infraestruturas para essas pessoas, ressalta Bill Holiber, CEO e presidente da U.S. News & World Report.

“O que estamos vendo é um grande grupo de empresas de tecnologia em diferentes aspectos trabalhando com o governo local e tentando descobrir o que elas farão para servir os cidadãos dessas cidades”, afirma. Cidades inteligentes como Fujisawa, no Japão, já estão lidando com transporte, esgoto, tratamento de água, emissões de carbono e outras questões de novas maneiras.

Teve um dia ruim? Seu lar vai te amparar
Aparelhos inteligentes já pegam muitos detalhes íntimos dos produtos que nós usamos e nossas preferências. Algum dia, eles poderão praticamente ler o contexto por trás dos nossos pedidos e nos oferecer sugestões. Se você estiver estressado, isso poderia significar sugerir o pedido da sua comida predileta do bairro ou fazer uma lista de músicas apaixonantes.

Também poderia ser um caminho – talvez um menos intrusivo – para as marcas interagirem com os consumidores. “Compreender o lado emocional vai garantir algumas pepitas interessantes para as marcas lapidarem”, diz Cindy Gustafson, diretora de estratégia da Mindshare North America.

Optando por menos privacidade
Claro, compartilhar todos esses detalhes íntimos com nossos dispositivos continua a ser um tema assustador para muitas pessoas. Privacidade é a primeira coisa que vem à cabeça quando o assunto é casa conectada. Então, como os devices podem nos conhecer melhor sem que isso seja assustador? “Nós vimos estatísticas após estatísticas que dizem que as pessoas querem experiências mais personalizadas e estão dispostas a dar mais dados para isso. Elas só precisam saber que estão fazendo isso”, explica Cindy.

Tradução: Fernando Murad

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