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Live Streaming: caminho para gerar experiência para marcas

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Live Streaming: caminho para gerar experiência para marcas

John Petrocelli, da Bulldog DM, aposta no conteúdo ao vivo como uma solução para que anunciantes aproximem-se do consumidor

Teresa Levin
27 de abril de 2018 - 10h45

John Petrocelli defende o uso do live streaming para criar experiências para marcas (Crédito: Divulgação/ Rio2C)

Se hoje o uso do live streaming pelas marcas ainda é incipiente, este quadro deve ser alterado de forma significativa nos próximos anos. É o que pensa John Petrocelli, diretor executivo e fundador da Bulldog DM, agência de live streaming a frente de trabalhos para marcas como Coca-Cola, Nestlé, American Express e Sony. Entre os cases desenvolvidos em sua agência, está a transmissão ao vivo de um comercial da Snickers, na edição do ano passado do Super Bowl, potencializada depois em inúmeras iniciativas para o anunciante. Ele foi um dos nomes da Rio Creative Conference, a Rio2C, e aproveitou sua passagem pelo evento para conversar com exclusividade com Meio & Mensagem sobre o potencial que o live streaming tem para ser uma alternativa cada vez mais escolhida e de sucesso para que marcas consigam entrar na conversa com seus consumidores. Confira abaixo trechos da entrevista concedida por Petrocelli durante a Rio2C.

Incrementando o contato

“Hoje muitos consumidores querem consumir em seus smartphones e falar do que assistem, compartilhar, colaborar, tuitar, postar. O live streaming que é entregue a eles por anunciantes permite que isso aconteça. Adicionalmente, eles esperam que as marcas estejam envolvidas, e por conta de tudo isso, estão muito abertos a estas experiências. Apostando neste caminho, as marcas podem ter esta conexão com o público sem lidar com os desafios do ad blocking, brand safety, entre outros, que são grandes obstáculos. Vemos o live streaming como a solução para estes problemas significativos que os anunciantes enfrentam hoje. Ainda é cedo nesta conversa, mas já vemos exemplos de muito sucesso, com pessoas assistindo 20, 30, 40, 50, 60 minutos em uma experiência com a marca. E, hoje, elas tem sorte se conseguem a atenção do consumidor, ainda mais por este tempo.”

 

Economia de experiência

“As marcas precisam ir aonde os consumidores estão. E eles estão em seus devices, assistindo a vídeos, mas conectados também nas mídias sociais. Não necessariamente lendo revistas e jornais impressos, ou assistindo a comerciais na televisão. Estão em seus devices e querem estar em eventos, em desfiles de moda, shows, concertos, lançamentos de filmes, festivais etc. E se não podem estar lá fisicamente, querem se reunir com amigos e assistir estas atrações nestes devices. E é ai que vejo que as marcas estão começando a mudar o pensamento, percebendo que há uma economia de experiência lá fora.”

Agências e live streaming

“Algumas agências já acordaram para este movimento e estão ficando realmente ativas neste sentido, é algo que observei nos últimos seis meses. O Facebook oferecendo live vídeos mudou o que o mercado publicitário tem pensado sobre o live streaming. E agora as marcas estão chegando até as agências e falando: quero estar no Facebook Live, no Twitter, no YouTube Live, onde os gamers estão. Estamos fazendo um grande trabalho educacional mesmo, indo até as marcas e mostrando como fazer, apresentando a tecnologia.”

 Construção de audiências

“Aprendemos muito com estas experiências, com as transmissões e projetos que fazemos. Entendemos o que pode dar errado, o que funciona ou não. É sempre um risco, ficamos nervosos, mas o sucesso é tão maior, que vale muito a pena. Estamos defendendo este movimento, trabalhando ele junto ao mercado, mostrando como pode incrementar a comunicação, mensalmente, semanalmente. O live streaming constrói audiências que se conectam com sua marca.”

 

Além do momento

“O show do Snickers, no Super Bowl, tinha um período de 36 horas. Construímos a ferramenta para ir ao ar, com o comercial ao vivo. Mas muita coisa interessante aconteceu, tivemos entrevistas, comentários, e eles registraram tudo no real time e compartilharam com a audiência. As marcas podem fazer isso. Depois do live streaming, há ainda uma janela de vídeo on demand (VOD), temos os highlights, enfim, um catálogo de oportunidades que surge a partir do live e, com o qual, a marca pode se conectar com seus consumidores.”

 Futuro

“Teremos cada vez mais vídeos ao vivo. A comunidade da publicidade está começando a perceber que vivemos em uma economia da experiência, e os jovens, millenials, estão atrás destas experiências, assistindo vídeos nas diversas  plataformas. Também acredito que a realidade virtual será cada vez mais importante. Com os preços dos headsets diminuindo, e o consumidor podendo fazer mais com seu smartphone, o live streaming será uma grande experiência, vai gerar grandes caminhos. Ainda estamos um pouco distante deste uso do VR, mas é uma tendência a ser observada. Também acho que temos que ver o que o Twitter e a Amazon vão fazer. O Twitter agora está começando a transmissão de eventos com futebol e esportes, mas irá entrar com força nisso, indo atrás de experiências na música, moda e outras áreas. Também veremos cada vez mais inovação em coisas assim, com mais características e investimentos em live streaming em todas estas plataformas.”

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