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Populismo no Brasil é diferente, pero no mucho

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Populismo no Brasil é diferente, pero no mucho

Clifford Young, presidente de assuntos governamentais da Ipsos, aponta clima antissistema em ascensão no País

Salvador Strano
11 de junho de 2018 - 15h46

Clifford Young, presidente de Public Affairs da Ipsos nos EUA (crédito: divulgação/Celina Germer)

O sentimento antissistema da população brasileira representará grande incerteza para a eleição de outubro de 2018, segundo Clifford Young, presidente de Public Affairs da Ipsos nos Estados Unidos. O executivo afirmou, nesta segunda-feira, 11, no primeiro dia do 8º congresso da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), que este sentimento é um fenômeno global, mas que o Brasil tem suas peculiaridades. Assim como no México, a corrupção é tema central da pauta anti-establishment. Na Europa, por outro lado, esse sentimento é personalizado nas pautas étnicas conservadoras.

Entretanto, corrupção é uma pauta recente para a América Latina, segundo Young. O executivo explica que, historicamente, os temas ligados a movimentos antissistema da região eram definidos no âmbito econômico. Essa mudança, em parte, foi alimentada pelos escândalos do Mensalão, em 2004, e, mais recentemente, pela Lava Jato. Segundo a Ipsos, 94% da população afirma que a investigação comandada pelo juiz Sérgio Moro deve continuar, não importa o custo que isso represente para a sociedade.

Para que o reflexo disso nas urnas se personalize em um candidato populista, Clifford afirma que é necessário que três fatores estejam presentes: “um sentimento antissistema, um líder forte que siga essa corrente e alguma mudança no macro-cenário, no caso do Brasil, a economia”.

Um paralelo possível apontado por Young é a eleição de Donald Trump. No caso do empresário novaiorquino, o fator macro-cenário foi a mudança demográfica na população do país, em direção à uma nação cada vez menos branca.

Globalmente, Young afirma que o enfraquecimento das instituições tradicionais é, em parte, culpa da maneira que a tecnologia democratizou o acesso à informação. “Essa é a tendencia global, que é comum entre os países pesquisado. Neste momento, ainda não temos uma solução para a questão”. No Brasil, para Young, a iniciativa privada é a instituição que ainda pode preencher esse vácuo deixado pela falta de credibilidade na classe política.

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