Sephora passará a vender marcas como Natura e Aussie

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Sephora passará a vender marcas como Natura e Aussie

A apresentadora Sabrina Sato será estrela das peças de comunicação da rede nesta nova fase

Roseani Rocha
27 de setembro de 2018 - 16h41

A partir do dia 2 de outubro, quatro das lojas da rede Sephora passarão a vender produtos da Natura, além de outros de marcas como Revlon, Aussie (P&G), Bruna Tavares e Australian Gold. São elas: as dos shoppings Eldorado e Pátio Paulista (SP), Plaza Shopping Niteroi (RJ) e Salvador Shopping (BA), justamente por serem onde as pessoas mais procuravam por essas marcas.

Flavia Bittencourt, diretora geral da Sephora Brasil e vice-presidente sênior para América Latina, conta que desde que entrou para a companhia, tinha desejo de incluir em seu portfolio uma marca como a Natura. Esse desejo foi fundamentado cada vez mais pelo comportamento das consumidoras. A executiva conta que duas coisas a incomodavam no Brasil. A primeira é o fato de que 62% das clientes vão às lojas todo mês, mas nem sempre compravam, mesmo indo até lá, porque não encontravam certas marcas. “Acabavam comprando alguns produtos em supermercados ou outras lojas, porque não estavam acessíveis aqui. Mas existe muito a tendência do high-low, 70% das clientes compram produtos de prestígio, mas também outros mais populares.  E nós queremos ser um destino completo para essa mulher”, explica Flavia.

O segundo incômodo da marca no Brasil era justamente essa percepção de que ela só comercializava produtos da categoria “prestígio”, quando fora do País, é muito mais democrática, com itens para todos os tipos de gostos e bolsos. No site, por exemplo, 60% da base de consumidoras é da classe C e muitas não vão à loja física por se sentirem inibidas. Ter na vitrine da Sephora uma marca como a Natura seria um chamariz para essa consumidora, que se sentiria mais “em casa”.

Para a Natura, o interesse é a expansão de canais. “Ampliamos a estratégia multicanal da empresa para atender os mais diversos perfis de consumidores. Criamos um modelo de negócio que explora a complementariedade entre os canais de atuação e proporciona conveniência e diferentes oportunidades de experiência e compra”, explica Paula Andrade, diretora de Varejo e B2B da Natura.

A iniciativa da Sephora não significa que a companhia deixará de trazer marcas premium para o mercado local. Flavia comenta que se no início de operação no Brasil esse processo não era muito fácil, hoje, há fila de marcas querendo ser comercializadas no País (sul-coreanas e americanas principalmente).  E com essa mistura de marcas, como fica o atendimento às clientes? Igual, segundo a executiva, tanto para quem for comprar um produto da Natura ou da Lancôme ou Dior.

Em novembro, as novas marcas também chegarão aos quiosques de São José dos Campos (interior paulista) e Santos (no litoral, que será inaugurado mês que vem já sob o novo conceito). A Sephora testará a venda dessas novas marcas pelos próximos três meses e a ideia, na sequência, é ampliar para as 23 lojas e 15 quiosques da marca no Brasil. A comunicação da novidade terá como estrela a apresentadora Sabrina Sato, mas como inicialmente os produtos estarão em poucas lojas, a campanha  sob o slogan “Todas as belezas se encontram aqui” – liderada pela Agência Árvore – não deve ser massiva. Estão previstas peças em PDV, incluindo as vitrines dessas lojas, e em digital.

O mercado de luxo brasileiro representa apenas 6% das vendas do mercado de beleza, enquanto mesmo em países como o México, semelhante ao nosso em termos econômicos, chega a 30%. Daí o interesse da Sephora tanto de atender ao público fora desse escopo quanto em continuar trazendo ofertas premium, para elevar a penetração desse perfil de produtos. A rede planeja trazer três novas marcas prestígio ao País nos próximos seis meses.

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