Metade das pessoas ganharia menos para trabalhar perto de casa

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Metade das pessoas ganharia menos para trabalhar perto de casa

Estudo divulgado pela Welcome Tomorrow apontou que 49% dos entrevistados sacrificariam até 10% do salário e até dispensariam benefícios se diminuísse seu deslocamento ao trabalho

Igor Ribeiro
1 de novembro de 2018 - 10h18

Ocorreu nesta semana o Welcome Tomorrow 2018 (WTM), evento que reuniu alguns dos principais executivos e autoridades do País no segmento de mobilidade. Realizado pelo Instituto Parar, o congresso contou com um programa bastante ampliado em relação às cinco edições anteriores, indo além do debate de modais de transporte, mas falando também sobre questões como gestão corporativa, qualidade de vida e tecnologia organizacional.

Um dos insumos para a curadoria do WTM desten ano foi uma pesquisa produzida junto à Mind Miners, que apontou índices reveladores sobre a relação das pessoas com a mobilidade urbana em seu dia a dia de deslocamento ao trabalho. Entre os dados, 49% dos entrevistados sacrificariam até 10% do salário se pudessem trabalhar mais perto de casa e 44% trocariam de trabalho, ganhando até 20% menos, desde que pudesse gerenciar o próprio tempo. Veja a seguir as principais descobertas do levantamento:

> 55% estão insatisfeitos com o transporte público da sua cidade

> 53% estão insatisfeitos com as ciclovias da sua cidade

> 53% abandonariam o carro próprio se tivessem outras opções de transporte para ir e voltar do trabalho

> 49% preferiam trabalhar mais perto de casa mesmo ganhando 10% menos

> 49% abririam mão dos benefícios para trabalhar perto de casa

> 44% trocariam seu trabalho para ganhar 20% a menos, mas de forma que pudessem gerenciar seu próprio tempo

> 77% dos colaboradores disseram que suas empresas não oferecem home office

> 72% quase nunca pegam carona para trabalhar

> 76% quase nunca utilizam aplicativos de mobilidade para se deslocar ao trabalho

> 79% não conhecem o conceito de carsharing

> 75% nunca utilizaram carsharing, mas experimentariam

Caso conseguissem gerir melhor o tempo dedicado ao trabalho, principalmente no que diz respeito a deslocamento, e com isso conseguissem economizar uma hora do seu dia, usariam esse ganho para:

> 27% ficariam mais com a família

> 27% praticariam alguma atividade de lazer

> 22% estudariam

> 18% praticarariam uma atividade física

> 8% dedicariam a um empreendimento próprio

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas online de todas as regiões do Brasil, de 21 a 31 de maio.

Flávio Tavares, do Instituto Parar, conversa com Emilia Chagas, da Contentools, sobre o futuro do trabalho e a gestão do expediente (Crédito: Divulgação)

Flávio Tavares, fundador do Instituto Parar e CMO da GolSat — empresa que deu origem à instituição — afirma o setor privado deve dar o exemplo e debater temas como horário flexível e home office. “Às vezes, sair do trabalho às 21h é muito mais inteligente do que sair as 19h, se na primeira hipótese o colaborador leva 20 minutos pra chegar em casa e, na segunda, uma hora”, diz. Para o executivo, não adiantará reclamar do poder público, nem melhorar corredores de ônibus, malha metroviária, ciclovias, se o debate sobre gestão de tempo não nascer dentro das empresas.

“Quando eu falo em ‘take your time’ (faça no seu tempo), é porque cada um tem, de fato, seu próprio tempo. Tem gente que produz melhor a noite, tem gente que é mais da manhã”, defende Flávio. Para ele, a conversa pode começar pelo ponto de vista do colaborador, do que é melhor para o funcionário “Quanto mais liberdade você dá, mais responsabilidade você gera. Se o colaborador é ruim com essa liberdade, ele também vai ser ruim dentro da empresa. A única diferença é que no escritório ele estará te enganando, você estará sendo enganado e tudo bem. Se o cara é bom, ele ganha liberdade, se sente responsável e devolve para a empresa em produção aquele tempo que ele está recebendo a mais. Cuidar do tempo é cuidar da vida das  pessoas.”

O Welcome Tomorrow 2018 ocorreu no WTC em São Paulo e contou com 4 mil inscritos, principalmente executivos da cadeia de mobilidade, incluindo também pesquisadores, autoridades públicas e outros especialistas. Entre os patrocinadores, estiveram a Quatro Rodas, Ambev, J Macêdo, TicketLog, Localiza, UOL e Ipiranga.

 

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