Serviço de táxi autônomo do Google entra em operação

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Serviço de táxi autônomo do Google entra em operação

Chamado Waymo One, projeto está sendo posto em prática na cidade de Phoenix, nos Estados Unidos


6 de dezembro de 2018 - 11h32

Por Pete Bigelow, do Ad Age*

Após quase uma década do lançamento de seu projeto de carros autônomos, o esforço do Google em comercializar produtos nesse segmento finalmente está rendendo frutos. Na quarta-feira, 5, o Waymo, subsidiária do Google para carros autônomos, começou a comercializar o serviço com os modelos  Chrysler Pacifica. A novidade é chamada de Waymo One.

Frota do Waymo One em operação em Phoenix (crédito: reprodução)

Aproximadamente 400 pessoas participaram do programa piloto da empresa em Phoenix, nos Estados Unidos. Os veículos podem ser chamados para corridas metropolitanas em um aplicativo que funciona 24 horas.

“Estamos dando o próximo passo em nossa jornada com a introdução de nosso serviço de carros autônomos comerciais”, escreveu John Krafcik, CEO da subsidiária. “A tecnologia de carros autônomos é nova para muitos, estamos avançando com cuidado, tendo em mente o conforto e conveniência de nossos usuários”.

Por enquanto, motoristas permanecerão no carro, afirma a companhia. Entretanto, não é claro quando o papel deles não será mais necessário. Outros questionamentos sobre o lançamento comercial do Waymo ainda não foram esclarecidos. Apesar de a companhia ter 600 veículos deste modelo em sua frota, ela se recusou a dizer exatamente quantos serão usados nessa fase inicial em Phoenix.

A empresa afirmou que manterá o lançamento intencionalmente pequeno, porque não sabe ainda qual será a demanda pelos robotáxis. Ainda não foi divulgado exatamente o valor das corridas, mas os clientes verão o preço estimado antes de pedir o serviço, baseado em fatores que incluem distância e tempo. As minivans podem levar até três adultos e uma criança ao mesmo tempo.

Além de aplicativos de mobilidade urbana, a empresa também pretende entrar em mercados como caminhões autônomos, entregar urbanas e licenciamento de tecnologia a outras empresas. Ao todo, os analistas da Morgan Stanley afirmam que o valor da empresa poderia girar em torno de US$ 175 bilhões.

Com a comercialização se materializando no horizonte, a empresa começou um projeto piloto examinando serviços de entrega em parceria com o Walmart no começo deste ano. Em 2017, o Waymo se uniu também ao AutoNation e Avis Budget Group para manutenção da frota.

O lançamento do Waymo One permitirá à companhia começar a enfrentar desafios não-técnicos envolvendo carros autônomos, afirma Karl Brauer, editor executivo da Kelley Blue Book e Autotrader. “Esse programa inicial está permitindo que a empresa identifique essas questões, e seu novo serviço irá expandir o sistema de feedback da companhia para aplicações do mundo real”, afirma. “Na corrida por carros autônomos, essa informação é valiosa”.

No começo da semana, o Waymo escolheu Deborah Hersman, ex-chairman do National Transportation Safety Board e presidente do National Safety Council, para ocupar o cargo de chief safety officer. Ano passado, a empresa começou também um grupo pequeno de usuários-teste. Mesmo com a expansão comercial do serviço, esse grupo manterá sua função na empresa.

“Nunca paramos de aprender e nosso programa de early riders continuará como uma forma de um grupo seleto nos dar insights contínuos”, escreveu Krafcik. “Eles nos ajudarão a testar funcionalidades antes que elas cheguem ao Waymo One, onde as novidades podem ser acessadas em escala pelo público com o tempo”.

*Tradução: Salvador Strano

*Crédito da imagem no topo: PhotoMixLtd/Pexels

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