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17 de Agosto de 2011 • 15:30
Abre estima que a indústria registre receita líquida de R$ 45,6 bilhões em 2011 Crédito: Divulgação
A receita líquida do setor de embalagens deve passar de R$ 41,1 bilhões em 2010 para R$ 45,6 bilhões em 2011, mas o crescimento em volume de produção deve ser de apenas 1% esse ano, ante os 10% registrados em 2010. A projeção é da Associação Brasileira de Embalagem (Abre) e foi feita com base no Estudo Macroeconômico da Embalagem, balanço setorial realizado há 15 anos pela entidade em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Os números do primeiro semestre de 2011 mostram que a produção física de embalagens cresceu 2,98% em relação ao mesmo período de 2010. Já a capacidade de produção instalada caiu de 89,1% em julho de 2010 para 86,2% no mesmo mês de 2011. De acordo com o Estudo, 40% das 104 empresas pesquisadas dizem ter interesse em expandir a sua capacidade produtiva.
Os demais fatores que determinam os investimentos do setor são aumento da eficiência produtiva (36%) e substituição de maquinário (13%). Apenas 11% das indústrias que participaram do estudo não preveem um programa de investimento. Ouvidas entre os dias 5 e 31 de julho de 2011, as companhias pesquisadas somam R$ 14,9 bilhões em vendas e 48 mil empregados.
A oferta de empregos também recuou, passando de 14.943 vagas entre junho de 2009 e junho de 2010 para 8.262 postos de trabalho entre junho de 2010 e junho de 2011. Os resultados são deficitários ainda quando se analisa a balança comercial do segmento. Enquanto as importações de embalagens vazias alcançaram a marca de 390.135 mil, as exportações somaram US$ 229.496 mil, puxadas especialmente pela indústria de plásticos (40,13%) e de embalagens metálicas (27,35%).
Conjuntura
O setor sofre com a desaceleração da economia, que pode se intensificar em função do cenário externo. Estima-se que pressões inflacionárias mais brandas (pelo cenário externo) possam favorecer a suavização da política monetária e elevar o consumo.