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Reed Exhibitions leva seis feiras ao Nordeste

Maior empresa do setor vai abrir escritório em Pernambuco

Andrea Martins| » ENVIAR E-MAIL »

24 de Agosto de 2011 19:30

Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado
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Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado Crédito: Arthur Nobre

Como vários setores da economia, o segmento de feiras de negócios aqui no Brasil também vem se desenvolvendo em ritmo acelerado. Segundo a Ubrafe (União Brasileira dos Promotores de Feiras), que reúne os maiores players do setor, o País irá fechar 2011 com 180 grandes feiras promovidas pelos sócios da entidade. Os números são superlativos: R$ 3,5 bilhões por ano de receita, 4,6 milhões de visitantes, 43 mil empresas expositoras e 48 mil compradores estrangeiros. São Paulo se sobressai neste cenário nacional, com 120 grandes feiras - uma a cada 3 dias. A maior empresa em atuação no País é a Reed Exhibitions Alcantara Machado, resultado de uma joint venture entre a Reed Exhibitions, de origem anglo holandesa, e a brasileira Alcantara Machado, formada em 2007. O presidente da empresa no Brasil, o uruguaio Juan Pablo De Vera, fala sobre os novos setores que utilizam as feiras como ferramenta de marketing, destaca a expansão da companhia para o Nordeste e analisa a busca por eventos sustentáveis.

Meio&Mensagem ››

São Paulo é o grande foco das feiras de negócios ou já percebemos novos polos surgindo nos últimos anos, um movimento de descentralização deste setor?

juan Pablo De Vera ›› Há alguns anos o grande foco das feiras de negócios era Paris, Frankfurt, Nova York e Londres. Sem dúvida, com o crescimento dos mercados emergentes e a necessidade dos fabricantes e empresas desenvolvedoras de serviços e soluções, deixaram de usar estas praças tradicionais e começaram a crescer em novos mercados. São Paulo colheu frutos da expansão destas grandes marcas e grandes feiras mundiais e, nos últimos 20 anos, soube se posicionar como uma das principais capitais de eventos de negócios do mundo (no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) – maior organização mundial do setor-, São Paulo ocupa a 18ª posição entre as cidades que recebem eventos mundiais, mantendo-se à frente de destinos como Roma, Hong Kong, Sidney, Xangai, Montreal, Cidade do Cabo e Munique. Na pesquisa geral, o Brasil ocupa a 7ª posição). O que acontece é que São Paulo está tendo uma saturação natural pelo desenvolvimento próprio da cidade. E cada vez mais nossos clientes estão vivendo o mesmo processo que se viveu no ponto de vista macroeconômico, na nossa economia doméstica. O cliente que antes anunciava seus produtos, carros, barcos, aviões, soluções nas feiras mundiais, tiveram necessidade de começar a participar de feiras regionais. O mesmo está acontecendo aqui no Brasil: a expansão cada vez mais forte e as oportunidades que esta expansão oferecem são cada vez mais reais e nossos clientes estão apresentando cada vez mais propostas interessantes para este desenvolvimento. Nós sabemos que não podemos mais atender a demanda que uma região tão importante como o Nordeste nos oferece fazendo com que o comprador de lá venha a São Paulo para conhecer um produto. Temos de levar nossas feiras para o Nordeste. Nossa empresa estará abrindo um escritório em Recife até o final do ano com o objetivo de desenvolver lá as seis principais feiras de negócios realizadas em São Paulo. Não posso contar quais são estas feiras, mas irei contar ao governador (de Pernambuco) em 15 dias.

Meio&Mensagem ›› Existe a tendência no Brasil de buscar eventos mais verdes, ou ainda não pensamos nisto?

juan Pablo De Vera ›› Em todos os setores da economia em que atuamos estamos desenvolvendo eventos com sustentabilidade. No setor de construção já fazemos há 3 anos as feiras de Green Building. No setor de transporte, fizemos este ano, pela primeira vez no Brasil, a Eco Transporte & Logística. No setor automobilístico estamos desenvolvendo, junto à Anfavea, um novo evento ligado ao setor de transporte sustentável, com todos os associados da indústria no Brasil. Será em 2012. Estamos desenvolvendo um evento específico na área de energia renováveis - fizemos no Brasil uma feira chamada Ambiental Expo, especificamente para soluções industriais para o meio ambiente. Este setor está crescendo e é prioritário para nossa empresa e teremos várias férias deste setor no mundo inteiro, com muito apoio das indústrias com as quais atuamos e enxergamos grandes oportunidades de crescimento aqui no Brasil.

Meio&Mensagem ›› Vocês vão fazer ações de cross media para o setor automotivo, em eventos como Salão do Automóvel, das Duas Rodas, Fenatran, Salão de Veículos Antigos e Fenabrave?

juan Pablo De Vera ›› Cada vez mais nossa empresa, como uma empresa de mídia, enxerga as feiras de negócios como uma ferramenta que complementa o plano de mídia de uma empresa. Não somos uma ação isolada, nossa ferramenta é de marketing face to face, que complementa a campanha de mídia que a empresa está desenvolvendo. A oportunidade que as feiras de negócios oferece ao profissional de mídia é de interagir com o público cara a cara . Temos alguns exemplos nas nossas feiras de empresas que souberam integrar todas as ferramentas de marketing tradicional, eletrônico e mídias sócias, com o face to face. Por exemplo, este ano na Fenatran, tradicional feira de caminhões. Pela primeira vez, vamos ter uma área de “experience”. Nossos clientes vão ter a oportunidade de testar os caminhões ao vivo, no Centro de Exposições do Anhembi, em outubro. É inédito. Profissionais que se inscreverem vão ter a oportunidade de fazer test drive de várias marca, que já aderiram a esta proposta. No Salão das Duas Rodas estamos complementando o salão tradicional, que já não cabe mais no Anhembi, fazendo no Sambódromo um novo centro de demonstrações. Assinamos parceria para a realização de uma etapa do circuito Arena Cross. Durante os dias do evento, teremos no Sambódromo atividades de motocross e test drive dos produtos expostos na feira. Tudo isto vai estar, sem dúvida, em todas as mídias sociais que usamos tradicionalmente. No ano passado, nos 50 anos do Salão do Automóvel, a grande campanha aconteceu nas mídias sociais. Fizemos campanha com carro camuflado, que foi espalhado por vários setores da cidade. Eram vários carros, de várias marcas, e todo mundo queria saber que carro era, de que modelo. Começamos a veicular uma mensagem: “Se você quer conhecer o que tem de novo no setor automobilístico, visite o Salão do Automóvel”. Nas mídias sociais, o volume de seguidores que tivemos no Twitter, o número de pessoas atuando nos blogs, no Facebook, foi recorde mundial para nossa empresa.

Meio&Mensagem ›› Como funciona nas feiras com público mais restrito?

juan Pablo De Vera ›› Não esperamos ter todo este sucesso em outras feiras um pouco mais técnicas. Mas, mesmo assim, em feiras tradicionais do setor de máquinas e ferramentas, que recebem de 120 mil a 140 mil visitantes, 92% deles visitantes estão interagindo com nossas mídias sociais. Alguns deles até se pré-credenciando no evento. Um mês antes da realização de um evento conhecemos quem são os compradores da América Latina que estarão visitando este evento, porque já se pré-credenciaram pela internet. Imagina este capital de informação, por exemplo, no setor de construção – que fazemos a feira Feicon. Este ano tínhamos 82 mil visitantes que nós sabíamos nome, cargo, empresa e que produtos compram e vinham visitar. Tudo isto no nosso banco de dados para poder ser explorado. O interessante disto é que o cliente dizia “Estou indo na feira para conhecer este produto”. E do outro lado temos o expositor que dizia “Eu vou expor na feira este produto e quero conhecer este perfil de comprador”.

Meio&Mensagem ›› Como a Reed atua com este banco de dados?

juan Pablo De Vera ›› Cada um de nossos clientes tem um contrato de confidencialidade. Não podemos explorar os dados que o cliente nos facilita, mas podemos facilitar o encontro. Se você for um comprador profissional chegando para participar de nossa feira de construção, e você já chega com uma série de itens de interesse, podemos informar que existem empresas que estão interessadas em conhecer os produtos que você oferece. Por exemplo, em uma de nossas feiras ligadas ao petróleo, no credenciamento no site já aparecem as necessidades, as área de interesse e as oportunidades de conhecer antecipadamente, mesmo no teu smartphone, quais as empresas que vão expor os produtos que você gostaria de conhecer. No site dá para ver a feira, o espaço, as áreas de interesse, as informações da empresa e, em alguns casos, até um vídeo dos produtos que a empresa vai apresentar na feira. É possível incluir esta empresa na minha lista de empresas a visitar e ter uma agenda já preenchida com todos os expositores escolhidos. Nós facilitamos o encontro entre o comprador e o expositor.

 
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Juan Pablo De Vera fala sobre os planos da Reed Exhibitions Alcantara Machado

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