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30 de Agosto de 2011 • 11:00
Endividamento registra o menor índice desde junho de 2010 Crédito: SXC
Existe hoje 1,62 milhão de famílias endividadas em São Paulo, o equivalente a 45,1% dos entrevistados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). Apesar de se manter em patamares elevados, o endividamento registrou um recuo 2,2% em agosto, o menor índice verificado desde junho de 2010 pelo estudo. A queda é atribuída à manutenção do elevado nível de ocupação que tem sido mantido desde o final de 2010 e ao aumento na renda familiar.
A pesquisa também mostrou uma maior pontualidade no pagamento das contas. Apenas 12% das famílias afirmam ter débitos em atraso, contra 14% no mesmo período do ano anterior. Os atrasos com mais de 90 dias representam 51,8% dos consumidores, seguidos pelos atrasos de até 30 dias (23,1%) e pelos atrasos entre 30 e 90 dias (21,6%). Já as dívidas que se arrastam por mais de um ano, comprometem o orçamento de 30,3% dos paulistanos. As dívidas entre três a seis meses atingem 23,8% dos entrevistados e aquelas que persistem por mais de três meses representam 21,4% da amostra.
O percentual de famílias incapazes de saldar total ou parcialmente suas dívidas caiu 0,5%. Hoje, somente 5,5% dos paulistanos estão inadimplentes. Mas o comprometimento da renda mensal é elevado. O índice alcança 58,3% entre aqueles que usam entre 11% e 50% de seu rendimento e 18,8% entre os que comprometem 50% da renda familiar. Aqueles que destinam menos de 10% de sua renda correspondem a 17,3% das famílias entrevistadas. O cartão de crédito é o principal meio utilizado para adquirir essas dívidas (71,2%), além dos carnês (alta de 21,3% para 23,2%) e o crédito pessoal, utilizado por 10,1% dos paulistanos em agosto.