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Zara abre loja de 324 mi em Nova York

Investigada por trabalho escravo no Brasil, grife tenta remodelar a imagem de sua marca com imóvel de US$ 324 mi em Nova York

Janaina Langsdorff| »

13 de Março de 2012 08:30

Flagship na Austrália, inaugurada em 2011
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Flagship na Austrália, inaugurada em 2011 Crédito: Divulgação

A espanhola Zara pagou US$ 324 milhões por um imóvel com 3,5 mil metros quadrados que a partir dessa quarta-feira, 14, inaugura o novo modelo de lojas da marca. Localizado na Quinta Avenida, em Nova York, o conceito deve ser implementado nas demais unidades da rede em todo o mundo com o objetivo de remodelar a imagem da grife, manchada no Brasil pela denúncia de trabalho escravo.

Em entrevista para o jornal El País - reproduzida na edição dessa terça-feira, 13, pelo jornal Folha de S. Paulo - Pablo Isla, presidente do grupo Inditex, dono da empresa espanhola, afirma que o espaço reúne diversos ambientes num só local. Penduradas nas paredes ou em biombos, as roupas serão expostas ainda em mesas centrais, envolvidas pela cor branca e por tons de cinza.

A mancha
No ano passado, a Zara passou a ser investigada pelo Ministério Público do Trabalho pela existência de trabalho escravo entre as 50 empresas terceirizadas pela marca no Brasil. A empresa se engajou, então, em uma série de iniciativas para promover condições legais de trabalho e tentar amenizar o impacto negativo da polêmica em torno de sua marca.

Criou, por exemplo, o número 0800 770 9242, para receber denúncias ligadas à trabalho escravo, além da promessa de tornar o monitoramento da cadeia produtiva mais rígido, implementar um programa de capacitação de fornecedores e elaborar um manual de boas práticas para a indústria têxtil.

A Zara passou a fazer parte também do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, cujo objetivo é assegurar o cumprimento da leis que garantem condições sociais e de trabalho dignas. O documento, assinado por 220 empresas, é coordenado pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Instituto Observatório Social e a ONG Repórter Brasil.

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