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Mídias sociais: as regras para Londres 2012

Diretrizes e restrições do COI aos atletas privilegiam a proteção aos direitos dos patrocinadores da Olimpíada

24 de Julho de 2012 17:59

Orientações sobre o que não pode ser publicado por atletas nas redes sociais não existiam na Olimpíada de Pequim
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Orientações sobre o que não pode ser publicado por atletas nas redes sociais não existiam na Olimpíada de Pequim Crédito: Divulgação/Locog

Seja cuidadoso com o que escreve na internet: os atletas que competem nos Jogos Olímpicos de Londres receberam uma lista de regras para guiar seu comportamento online.

O Comitê Olímpico Internacional lançou um manual com “orientações para mídias sociais, blogs e internet” para os jogos deste ano, substituindo as simples “orientações de blog” criadas para os Jogos Olímpicos de Inverno, disputados em 2010, em Vancouver. Há quatro anos, nos Jogos de Pequim, tais diretrizes sequer existiam.

A iniciativa é um sinal de como as mídias sociais cresceram rapidamente e destaca a forma como o COI lida com essa situação, tentando proteger os investimentos de seus parceiros de marketing.

As orientações abrangem o uso de imagens, vídeo e áudio, bem como nomes de domínios e URLs. Um site (olympicgamesmonitoring.com), também foi criado com a finalidade de assegurar que a integridade dos detentores de direitos de transmissão e de patrocínio seja mantida.

Maya Grinberg, gerente de mídias sociais na Wildfire Interactive, uma empresa de softwares para marketing em redes sociais, observa que há dois anos as diretrizes contemplavam blogs, banners e pop-ups sem mencionar mídias sociais. Agora, as diretrizes incluem “tweet“ como um verbo apropriado.

“Comparar os documentos é uma maneira divertida de observar a evolução do cenário de mídias sociais”, disse Grinberg. “Basicamente, as diretrizes são escritas com um tom “melhor prevenir do que remediar”, orientando o que os atletas e participantes podem e não podem fazer”.

Dois nadadores australianos já foram banidos das redes sociais pelo Comitê Olímpico Australiano por postarem fotos consideradas inadequadas em suas páginas no Twitter (no caso, fotos com armas de fogo durante uma viagem de treinamento aos Estados Unidos). A proibição, determinada em 16 de julho, vale por um mês.

Especialistas de redes sociais afirmam que essas proibições provavelmente não serão incidentes isolados, dadas as dificuldades em policiar milhares de atletas, muitos deles amadores, de 204 países, ao longo de 17 dias.

David Schwab, vice-presidente da Octagon, empresa de marketing esportivo, disse que a proibição de mídia social não é incomum no futebol americano universitário, por exemplo.

“Certamente, limitar a capacidade das pessoas em usar redes sociais é o oposto de conversa social. Mas não é como o Super Bowl ou qualquer outro evento esportivo onde você só tem duas equipes e o evento dura apenas um dia. Se (as diretrizes de Londres) forem boas, em dois anos podem ser afrouxadas; se for um problema, apertadas”.

Com informações do Advertising Age 

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