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Ricardo Fort
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20  Jan   2012

Cultura

Quando eu crescer não quero ser igual a você

Outro dia perguntei a um amigo quem era a pessoa que ele mais admirava na sua empresa. Depois de uns minutos em silêncio ele respondeu "ninguém".

Repeti a pergunta pra alguns outros, cada um trabalhando em uma empresa diferente, todas muito boas e com grandes marcas e as respostas não foram muito diferentes.
Será que o problema são as minhas amizades ou a quantidade de pessoas admiraveis nas empresas ?

Um pouco de cada provavelmente.

Por um lado, a expectativa que as pessoas tem das lideranças são muito exageradas. Esperamos demais dos líderes que, assim como quaisquer pessoas, tem virtudes e defeitos. O problema é que geralmente temos baixa tolerância aos defeitos deles. Esperamos que não errem nunca, sejam sempre justos, façam perguntas mais inteligentes, vejam o que os outros nao veem, tenham um eterno bom humor, etc. Convenhamos, pouco provável encontrarmos gente assim dentro ou fora do escritório.
Mas por outro lado, noto que o nível anda baixo mesmo. Mesmo nas grandes empresas.
Uma possível razão é o critério das promoções.

Promove-se mais os que só-concordam-e-aceitam do que os que pensam-diferente-e-desafiam. Afinal, concordar com os chefes é sempre mais seguro.

Com o tempo e a perpetuação desse comportamento, criou-se nas ampresas uma geração de líderes sem opinião. Aquele que espera o chefe falar pra dizer o que pensa. Sei qeu você conhece alguns assim (não na sua empresa, claro).

Dá pra admirar gente assim ?

Eu já trabalhei em empresas com e sem grandes líderes e posso gartantir que o impacto positivo quando se tem alguém assim é muito grande em toda a organização.
E você, já decidiu com quem vai parecer quando crescer ?

Ricardo Fort é diretor global de marcas da Danone Paris.

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