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O (não) limite das agências

O case Fiat Mio mostra que há sim um novo horizonte de atuação para as agências e ele é ainda desconhecido e muito pouco explorado, pelo menos no Brasil

Regina Augusto| » ENVIAR E-MAIL »

21 de Junho de 2011 14:50

 A apresentação da AgênciaClick Isobar e da Fiat sobre o case Fiat Mio foi excelente por vários motivos. O primeiro deles é que, sem ser ufanista e provinciana, deu um orgulho danado ver no palco do Debussy Pedro Cabral, Abel Reis e o João Ciaco contarem a história deste case que acima de todos os seus méritos, é REAL. Sim, e este é o segundo ponto a ser destacado na apresentação, pois muita coisa mostrada em Cannes como trabalho brasileiro não passa de ficção.

Mas, o que mais vale ser destacado é o fato do case escancarar que o papel das agências hoje em dia está sendo totalmente redesenhado, abrindo possibilidades que elas próprias vão ter que criar. Plataforma colaborativa, novo modelo de negócios e uma maneira inovadora de desenvolver produtos são alguns dos conceitos abarcados nesse projeto. A AgênciaClick Isobar conseguiu extrapolar com esse trabalho um posicionamento que outrora ela própria se auto colocou: de agência de comunicação com foco em interatividade.

A intersecção entre marketing, tecnologia e design tendo como base a co-criação conseguiu gerar efeitos colaterais inimagináveis no anunciante, no resultado em si do trabalho e na própria relação entre agência e cliente. O case Fiat Mio mostra que há sim um novo horizonte de atuação para as agências e ele é ainda desconhecido e muito pouco explorado, pelo menos no Brasil. Tomara que provoque também uma contaminação positiva no mercado.

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