Alamo fechará as portas em agosto

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Alamo fechará as portas em agosto

Maior estúdio de dublagem de São Paulo não resiste à proliferação da concorrência e deve encerrar suas atividades

Bárbara Sacchitiello
7 de junho de 2011 - 12h01

Em breve, a frase “Versão Brasileira: Álamo”, que assinou a dublagem de diversos filmes, desenhos e seriados exibidos na TV brasileira, pode virar somente uma lembrança para as gerações mais antigas. Com crise em suas operações – motivada, sobretudo, pela acirrada concorrência das empresas menores – o famoso estúdio de dublagem está prestes a fechar as portas.

Caso nada aconteça, o maior estúdio de dublagem do Estado deve continuar na sua sede na Vila Madalena, zona oeste da cidade, somente até o início do mês de agosto, para cumprir os trabalhos e gravações já agendadas.

Há alguns meses, a Álamo (que já teve como clientes praticamente todas as grandes distribuidoras de filmes e de produções do mundo) já vinha sofrendo os efeitos da pulverização do mercado de dublagem. Em entrevista concedida ao Meio & Mensagem no mês de fevereiro, o presidente do estúdio, Alan Stoll, já tinha previsões pessimistas sobre o mercado de dublagem. Segundo ele, grande parte dos novos estúdios surgidos recentemente praticavam um preço inferior ao vigente entre os estúdios de maior porte, o que prejudicava a atuação da Álamo e canibalizava a competição. O mercado de dublagem brasileiro está centrado no eixo Rio-São Paulo e os estúdios utilizam dubladores freelancers, que são contratados por cada trabalho, não tendo, assim, um vínculo empregatício com as empresas de gravação.

Nesse momento, a Álamo continua funcionando para atender às gravações já encomendadas. Os funcionários da casa já receberam seu contrato de demissão e foram avisados da situação. De acordo com o apurado pela reportagem de Meio & Mensagem, não houve pedido de falência e o estúdio deverá arcar com todos os seus compromissos junto aos clientes e fornecedores.

Com grandes salas de gravação e mixagem de som, a Álamo é detentora da maior estrutura para o trabalho de dublagem em São Paulo. O estúdio chegou a ser utilizado para os trabalhos de finalização sonora de grandes produções de cinema, como o filme Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles. Há alguns anos, o estúdio também atuava bastante na área de publicidade, realizando produções e mixagem de sons em comerciais e filmes institucionais.

Fundado em 1972 pelo inglês Michael Stoll, o estúdio Álamo foi responsável por dar vozes brasileiras a personagens que marcaram gerações. Entre as dublagens assinadas pelo estúdio estão: Muppets Show, Anos Incríveis, O Mundo de Beakman, Lost, Dr House, Hanna Montana, Grease, o Poderoso Chefão, Jurassic Park, Cavaleiros do Zodíaco, Bob Esponja, entre outros.

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