Após Emmy, Conspiração mira a TV

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Após Emmy, Conspiração mira a TV

Produtora acredita que troféu da maior premiação da TV mundial amplie o mercado de coprodução no País

Bárbara Sacchitiello
29 de novembro de 2012 - 10h46

O reconhecimento mundial obtido com a história de um triângulo amoroso formado por um publicitário, sua esposa ciumenta e sua amante – linda, loira e invisível – aqueceu as perspectivas de trabalho da Conspiração. Na semana passada, a produtora conseguiu o inédito título de ser a única independente da América Latina a conquistar o Emmy, o Oscar da TV mundial, por uma produção de dramaturgia.

O troféu foi conquistado pelo seriado A Mulher Invisível, feito em parceria com a TV Globo e exibido no ano de 2001 (além do seriado, a Globo também foi premiada com a novela O Astro). A série, que tinha no elenco Selton Melo, Luana Piovani e Débora Falabella, transpôs para a linguagem televisiva o enredo do filme homônimo que estreou nos cinemas brasileiros em 2009, acrescentando novos elementos para enriquecer e dar outra fluidez a narrativa.

Pelo modelo vigente no mercado nacional, é comum que a própria emissora execute, sozinha, todas as etapas de suas produções. “A participação das produtoras independentes na TV brasileira é um movimento lento, mas que vem crescendo de maneira constante nos últimos anos”, opina Gil Ribeiro, diretor geral da Conspiração. Para ele, a nova legislação da TV por assinatura – que determina um percentual mínimo de programa nacional nos canais pagos – deverá abrir ainda mais o mercado. “As produtoras têm uma rotina mais leve e dinâmica, o que facilita a busca constante por novas ideias. Nas emissoras isso se torna mais difícil devido a complexidade de cada trabalho executado. Um prêmio como este ajuda muito a aumentar a credibilidade, ainda mais por ser associado a um grupo como a Globo, que é a janela televisiva na qual todos prestam atenção”, reconhece Ribeiro.

De acordo com Luiz Noronha, diretor do departamento de TV da Conspiração, a área de coproduções televisivas vem trabalhando a todo vapor e, atualmente, nove produções – entre series de comedia, ficção e animações – vem sendo preparadas em parceria com canais de TV fechados e abertos. “Nosso núcleo de produção conta com 16 roteiristas. A coprodução é uma saída vantajosa tanto para as emissoras, que podem contar com olhar novo, vindo de fora, como para nós, as produtoras, que possamos desfrutar da estrutura das grandes redes”, aponta Noronha.  

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