FTPI Digital compra a Boo-Box

Buscar

Mídia

Publicidade

FTPI Digital compra a Boo-Box

Marco Gomes se desliga da empresa fundada em 2007, que agora passa a ser subsidiária da nova controladora, comandada pelo CEO Guga Mafra

Alexandre Zaghi Lemos
26 de outubro de 2015 - 9h33

 A Boo-Box, de comercialização e gestão de espaços publicitários na mídia digital, tem um novo controlador. O fundador e principal acionista atuante no negócio, Marco Gomes, vendeu sua participação e está deixando a empresa que lançou em 2007 quando tinha apenas 21 anos. O mesmo ocorre com os dois sócios investidores: a Monashees Capital, presente desde o início, quando injetou US$ 300 mil na startup, e a Intel, que fez aporte não revelado em 2010.

O novo controlador, que adquire 100% da Boo-Box, é a FTPI Digital, comandada pelo CEO Guga Mafra. As duas marcas serão mantidas e as equipes passarão a trabalhar juntas. “Temos várias características similares, entre as quais a de manter times enxutos e eficientes. São pouco mais de 20 pessoas na Boo-Box e 16 na FTPI Digital”, conta Mafra.

A Boo-Box mantém uma rede de 700 mil sites, na qual comercializa e gerencia a veiculação de publicidade para 1.500 anunciantes. A maior parte do seu faturamento, certa de 60%, é gerada pela intermediação publicitária nesses endereços. Outros 40% vêm de ações de conteúdo patrocinadas.

As duas empresas já eram parceiras de negócios desde 2013, quando a FTPI Digital passou a ser a representante comercial da Boo-Box no Rio de Janeiro, Brasília e nas regiões Sul e Nordeste. “Sempre nos focamos muito no desenvolvimento de produto, na expansão da nossa rede e na atuação comercial em São Paulo. Nos últimos dois anos, a FTPI nos ajudou a expandir por todo o País”, frisa Gomes.

A FTPI Digital foi fundada em 2009 pelos mesmos sócios da FTPI, representante comercial que atua há 30 anos no mercado intermediando publicidade em veículos regionais de todo o País, como jornais e rádios. São eles o presidente Francisco Tornelli e os diretores Miriam Palladino Marcondes, Marcelo Cazzo e Valmyr Mateoli. Guga Mafra, que havia feito carreira de redator em agências e trabalhava na empresa como gerente de marketing desde 2008, entrou como sócio e gestor da FTPI Digital, que tem sede em São Paulo e escritórios no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. Desde então, formou um bom portfólio de sites verticais nos quais comercializa publicidade, como Jovem Nerd, Catraca Livre, Sensacionalista e Brainstorm9, além de outras plataformas como o Spotify.

Embora não revelem números, o faturamento da FTPI Digital, que é semelhante ao da Boo-Box, equivale a cerca de 50% do resultado da FTPI. Ou seja, com a aquisição a FTPI Digital pode igualar o faturamento de sua empresa mãe. “Tínhamos uma área de mídia programática que estava engatinhando. Agora, com vamos acelerá-la com a tecnologia da Boo-Box, que já atua neste segmento há seis anos”, ressalta Mafra. O reforço vem em boa hora, já que os maiores concorrentes são os gigantes Google, YouTube e Facebook – que, como dita a prática da nova economia, são também parceiros em alguns momentos. “O Google não tem tanto contato com os produtores de conteúdo. Somos capazes de nos mover mais rápido, como, por exemplo, alterando a tecnologia para nos adaptar a determinada campanha. Além disso, a FTPI é uma empresa 100% brasileira que entende a dinâmica do mercado local”, compara Mafra.

Fora da Boo-Box, Marco Gomes passa a se dedicar integralmente a sua nova startup: o Mova Mais, plataforma que incentiva os usuários a se exercitarem em troca de pontos em programas de fidelidade. A empresa foi fundada em 2013 em sociedade com Fernando Aquino (Ex-AgênciaClick e Huge), que é o CEO da equipe sediada em Brasília, e o T-BDH Capital, de Flávio Augusto (dono do time de futebol do Orlando City e fundador da rede de ensino Wise Up, vendida em 2013).

Publicidade

Compartilhe

Comente

“Meio & Mensagem informa que não modera e tampouco apaga comentários, seja no site ou nos perfis de redes sociais. No site, quando o usuário ler a indicação Este comentário foi apagado’ significa que o próprio comentarista deletou o comentário postado. Não faz parte da política de M&M gerenciar comentários, seja para interagir, moderar ou apagar eventuais postagens do leitor. Exceções serão aplicadas a comentários que contenham palavrões e ofensas pessoais. O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade civil e penal do cadastrado.”