Experiência mantém atratividade do cinema

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Experiência mantém atratividade do cinema

A combinação grandes lançamentos, pipoca e refrigerante segue imbatível como fator que motiva os brasileiros a optarem pela telona

Luiz Gustavo Pacete
27 de fevereiro de 2016 - 6h00

A pipoca nem sempre foi um atrativo para complementar a experiência dos espectadores ao cinema. Nos Estados Unidos, durante o século 19, os pipoqueiros de rua chegavam a ser expulsos pelos proprietários das salas exibidoras. Porém, de olho na popularidade das guloseimas, em 1920, os empresários perceberam que era melhor tê-los por perto convidando-os a ocupar a área interna. Nascia daí a combinação pipoca, refrigerante e cinema, uma mistura que tem sido fundamental, juntamente com o ritmo de produções recentes, para que a indústria lide com o avanço da concorrência de plataformas de streaming como Netflix.

A busca por um entretenimento diferenciado no cinema é apontada pelos espectadores como o principal motivo para que eles saiam de casa e desembolsem quantias significativas em um ingresso. Levantamento exclusivo realizado pela plataforma de pesquisas MeSeems para o Meio & Mensagem, com 800 pessoas entre 18 e 41 anos, mostra que a experiência é o principal motivador para que as pessoas frequentem ao cinema, opção de 64% dos entrevistados. Em segundo lugar, como fator decisivo, está a qualidade da imagem, escolhida por 31% dos respondentes e a possibilidade de ver um filme antes que todo mundo, resposta de 23% dos participantes.

Para os entrevistados, os diferenciais de um cinema são principalmente o conforto e a tecnologia disponíveis. O conforto fala mais alto para 47% dos entrevistados, enquanto 44% responderam que tecnologia é fundamental, seguido por preço 36% e serviços ao redor 28%.

Entre mulheres o preço se destaca como um diferencial de um cinema 40% versus 31% entre homens, enquanto para homens a tecnologia é um ponto mais importante 48% versus 40% entre mulheres. A principal forma de compra dos bilhetes de cinema ainda é por meio da bilheteria no shopping. Apenas 12% compram seus ingressos com antecedência, pela internet.

O terreno fértil da experiência encontrou parceria na safra de lançamentos em 2015. Quem trouxe mais ação ao mercado foi o grupo dos super-heróis com lançamentos como "Os Vingadores 2- Era de Ultron", "Homem Formiga" e "Quarteto Fantástico". Não faltaram opções de reboots como "O Exterminador do Futuro" e a continuação de "Velozes e Furiosos", além de "O Mundo dos Dinossauros". Por fim, para a animação o ano também foi especial com o sucesso ‘DivertidaMente", da Pixar e "Minions O Filme".

O ano foi fechado com chave de ouro com “Star Wars: O despertar da Força” que arrecadou R$ 9,5 milhões apenas em seu primeiro dia de estreia no Brasil e um pré-lançamento de 600 mil entradas. A adaptação “Os Dez Mandamentos”, da Record superou, em quatro semans a marca de 6 milhões de espectadores.

No ano passado, foram registrados 172,9 milhões de espectadores nas salas de cinema do País, alta de 11,1% em relação a 2014, de acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine). A renda gerada em bilheteria foi de R$ 2,35 bilhões, alta de 20,1% em comparação ao ano anterior. De acordo com a Superintendência de Análise de Mercado da Ancine, essas são as maiores taxas de crescimento de bilheteria e de público registradas nos últimos cinco anos. "O cinema no Brasil vive um momento especial. O melhor line-up de filmes da década em 2015, contribuiu para um crescimento representativo dos cine-espectadores em 2015, o mercado publicitário de cinema ganhou mais representatividade”, comenta Adriano Norberto, diretor comercial da Kinomaxx.

E para 2016 a perspectiva das empresas é que o cenário continue aquecido com a estreia de títulos como Star Trek”, “Procurando Dory”, “Independende Day 2”, “Esquadrão Suicida”, “Angry Birds”, “Capitão América – Guerra Civil”, “A Era do Gelo 5”. “Para esse ano temos uma expectativa muito positiva. Apesar da crise econômica, com bons produtos e ingressos acessíveis, acreditamos que conseguiremos manter o crescimento do cinema no Brasil”, diz Patricia Cotta, gerente de Marketing do Kinoplex.

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