Diferenças e similaridades entre Instagram e Facebook

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Diferenças e similaridades entre Instagram e Facebook

Para especialistas, o fato de o aplicativo de imagens ter ultrapassado a plataforma social no uso corporativo deve levar em consideração os diferentes perfis de usuários

Luiz Gustavo Pacete
5 de julho de 2017 - 8h10

Estudo da mLabs, empresa de gestão de redes sociais, divulgado nesta semana, apontou que as empresas têm usado mais o Instagram do que o Facebook. O motivo, segundo o estudo, é a efetividade de engajamento do Instagram. A constatação foi de que o Facebook, apesar de ter mais cliques nas publicações, não possui métricas de engajamento elevadas.

A “concorrência” relativa entre as duas plataformas, já que pertencem à mesma empresa, deve ser vista com cautela, apontam especialistas consultados por Meio & Mensagem. “É preciso considerar que há um número grande de microempreendedores que conta com o Instagram como sua principal plataforma de divulgação e até de vendas, o que faz com que a natureza de suas interações seja diferente, o que pode ser um fator importante para a diferença entre a quantidade de postagens por empresas”, diz Luciana Bazanella, profissional com passagens pela AG2 Nurun e atualmente consultora da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Luciana explica que a estratégia de usar o Instagram como hub, tanto para publicações efêmeras como para publicações no feed tradicional, foi algo muito relevante para as empresas que enxergaram nesta dinâmica uma forma de otimizar suas audiências. “Utiliza-se o stories como uma plataforma ‘behind the scenes’, onde é possível humanizar a marca, fazer micro promoções com conteúdo de grande apelo visual. ”

O próprio Facebook tem buscado orientar quanto às diferenças das motivações dos usuários de cada feed. Enquanto o usuário do Facebook está mais conectado ao que está acontecendo com seus amigos o usuário do Instagram está buscando inspiração. “Sendo assim, a tendência é que haja mais quantidade de posts, e, portanto, mais interação no Instagram”, diz Luciana.

Para André Troster, diretor-geral de planejamento da SalveTribal Worldwide, menos do que o volume de postagens, “coisa que o mercado buscava quando se entendia social como um canal de presença e conversa constante”, o que faz mais sentido entender hoje é o alcance efetivo que essas postagens estão atingindo. “Vale entender as métricas de engajamento mais como métricas ‘meio’ e não métricas ‘fim’. Elas nos dão insumos para a tomada de decisão sobre o conteúdo e a distribuição, mas em si não estão atreladas ao sucesso nas métricas ‘fim’ de uma campanha”, diz Troster.

“A discussão entre Facebook e Instagram, principalmente no Brasil, precisa de bastante contexto para comparações. Realmente, o Instagram mostra muito mais envolvimento dos seguidores, a grande maioria que segue faz isso de livre e espontânea vontade por que gosta das marcas, por que quer conversar com elas, mas isso acontece principalmente com marcas que tem um lifestyle bem posicionado engajando um público ainda bastante mais ‘premium’”, lembra Cássio Lopes Filho, sócio e diretor de criação da Purple Cow.

Para Lopes, no Instagram ainda tem uma maioria que segue o conteúdo das marcas por “amor”, enquanto que o Facebook alcança muito mais pessoas. “Porém, o Instagram está mexendo muito, muito mesmo, no seu algoritmo, o que está incomodando muita gente e despertando preferência pela ferramenta do stories que parece ainda ser livre de interferências na seleção de conteúdo, acredito que o stories do Instagram pode e tende a ser para onde os ‘lovers’ migrarão.”, afirma.

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