Banco de imagens busca retratar a mulher brasileira

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Banco de imagens busca retratar a mulher brasileira

Em iniciativa inédita, a agência 65|10 e o coletivo Catsu Street produziram cem imagens de negras, gordas, lésbicas e trans

Luiz Gustavo Pacete
9 de agosto de 2017 - 10h19

No início do ano, a agência 65|10 questionou a falta de representatividade da mulher brasileira na publicidade. Com base nos dados do IBGE — de que 53% da população brasileira é negra e 58% das mulheres estão acima do peso – a agência lançou o projeto Mulheres Invisíveis para conscientizar o mercado sobre o tema.

Como uma segunda fase do projeto, a 65|10 lança nesta semana um banco de imagens específico para retratar a diversidade brasileira. No início, cem imagens compõem o banco. As fotos foram produzidas pelo coletivo Catsu Street, que trabalha para desmistificar a representação das mulheres negras na fotografia de moda, afastando-as das temáticas estereotipadas. Elas estão disponíveis nos sites da Adobe Fotolia e Adobe Stock e a renda obtida com a venda será utilizada para a ampliação do projeto, abrangendo também mulheres idosas e portadoras de necessidades especiais.

 

“Há dois anos trabalhamos para mudar a maneira que a mulher é representada na publicidade. E há dois anos nos deparamos com a dificuldade em dar visibilidade para mulheres negras, gordas, lésbicas e trans nos castings e escolhas de imagens dos clientes. O Mulheres Invisíveis nasceu como resposta prática a isso, para não ter a desculpa de “não encontramos essas imagens nos bancos de imagens”, diz Thais Fabris, uma das fundadoras da 65|10.

No Brasil é a primeira iniciativa desse tipo. A Lean In Collection já desenvolveu um projeto semelhante em parceria com a Getty Images. “Mas sentíamos falta de algo que mostrasse a cara da mulher brasileira e a nossa diversidade, que é tão particular”, diz Thais.

 

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