Sete produções em VR que valem a pena

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Sete produções em VR que valem a pena

Ricardo Laganaro, da Arvore Immersive, indica trabalhos recentes como referência

Luiz Gustavo Pacete
13 de novembro de 2017 - 8h04

Questionados por muitos por sua possível efemeridade como formato, o VR está cada vez mais presente no cotidiano dos produtores de conteúdo e dos consumidores. Estudos da consultoria IDC apontam que os mercados de realidade virtual e aumentada devem crescer a um índice maior que 100% até 2021. Neste ano, devem movimentar US$ 11,4 bilhões.

Com base neste potencial e no aumento do interesse pelo tema, Ricardo Laganaro, sócio-diretor da Arvore Immersive que, até agosto era responsável pelo tema na O2 Filmes, indica de trabalhos recentes de VR que valem a pena como referência.

Laganaro se baseou em seu repertório e na conversa com outros colegas da área. “O critério para a escolha é que todas conseguiram destaque porque não foram concebidas apenas como ferramenta de divulgação ou promoção, mas como conteúdo final e que trouxeram experiências únicas para o expectador”, diz Laganaro.

Pearl
Produzido pelo Google este musical foi indicado a melhor curta-metragem de animação no Oscar de 2017. É uma doce história que segue a vida de uma filha, seu pai e o carro da família ao longo dos anos. O público acompanha o crescimento da menina desde criança até o momento que pode levar o legado de seu pai como músico a um outro nível.
App: Google Spotlight Stories

People’s House by Félix & Paul
Vencedor do Emmy e produzido por um dos estúdios de VR mais prestigiados do mundo, é uma visita virtual à Casa Branca, conduzida por Barack e Michelle Obama. O usuário passeia pelos cômodos históricos e conhece histórias pessoais do ex-presidente e sua esposa, que também refletem sobre a vida deles morando na casa mais famosa dos EUA. Além do valor histórico, a experiência mostra passagens curiosas como quando Obama diz que a Sala Oval não era tão grande quanto imaginava pela TV.
App: GearVR and Youtube

Mr. Robot Virtual Reality Experience
Primeiro conteúdo de narrativa imersiva derivado de um grande sucesso de Hollywood que foi concebido não como forma de promoção, mas como uma extensão da narrativa original. Escrito e dirigido pelo criador da série e com o elenco principal, o episódio de 13 minutos foi lançado entre a primeira e a segunda temporadas como uma experiência legítima de storytelling imersivo, que captura a atmosfera e as questões do show de uma forma que só poderia ser explorada na realidade virtual.
App: Within

The Fight for Falluja
Produzido pelo New York Times, este documentário imersivo acompanha as forças iraquianas durante o final da batalha da retomada da cidade Falluja, dominada pelo Isis. Uma das primeiras experiências em realidade virtual, filmadas em uma zona de guerra, vai além da linguagem jornalística e realmente coloca o expectador dentro da situação, se tornando um divisor de águas no jornalismo digital.
App: NYT VR, Youtube e Facebook (com o Samsung Gear VR).

Collisions
Criado pela aclamada criadora de instalações imersivas Lynette Wallworth, indicado ao Emmy e selecionado por festivais como Sundance, a experiência é uma jornada às terras indígenas do remoto deserto ocidental australiano. Conta a história do dramático choque, que começou em 1950, entre o tradicional mundo de um velho índio com a tecnologia de ponta da civilização ocidental. Nyarri Morgan oferece ao usuário reflexões sobre o impacto destrutivo da tecnologia e da perspectiva da sua tribo, os Martu, sobre a preservação do planeta.
App: Jaunt VR

Out Of Exile: Danie’s Story
Produzida pela produtora da madrinha da Realidade Virtual e criadora do jornalismo imersivo, Nonny de la Peña, a experiência parte de áudios originais para reconstruir e colocar o usuário no momento em que Daniel Ashley revela sua orientação sexual e é confrontado pela família, que exige uma intervenção religiosa de forma dramática e violenta.

After Solitary
Usando a técnica de filmagem volumétrica, onde a personagem pode ser circundada pelo espectador, a experiência entra na prisão estadual do Maine para ouvir a angustiante história de um ex-detento sobre seu tempo na solitária, e o que aconteceu com ele quando foi libertado

Embora algumas delas estejam disponíveis em players 360º como o Youtube, é recomendável que sejam consumidas em realidade virtual, mesmo que usando óculos de papelão adaptados a smartphones, e sempre com fones de ouvido.

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