Emissoras são citadas em casos de corrupção

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Emissoras são citadas em casos de corrupção

Globo, Fox, Televisa e Media Pro aparecem em depoimento de ex-executivo de marketing; Alejandro Burzaco falou à Justiça americana, em NY, sobre o caso Fifa

Luiz Gustavo Pacete
15 de novembro de 2017 - 1h03

A Globo se defendeu, na noite desta terça-feira, 14, de ter pago propinas pelo argentino Alejandro Burzaco, ex-executivo da empresa de marketing esportivo Torneos y Competencias. Além da emissora brasileira, Fox, dos Estados Unidos, Media Pro, da Espanha, e Televisa, do México, também são citadas. As empresas de intermediação esportiva Traffic, do Brasil, e a Full Play, da Argentina aparecem na fala de Burzaco.

Burzaco também mencionou altos executivos da Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol. Entre os citados: dois ex-presidentes da CBF, José Maria Marin e Ricardo Teixeira, e o atual presidente, Marco Polo del Nero. Em depoimento feito em Nova York, no julgamento do caso Fifa pela Justiça dos Estados Unidos, Burzaco mencionou parcerias com essas empresas de mídia e alegou que elas pagaram propinas para dirigentes.

Diante da acusação, a Globo afirmou, em todas as suas plataformas jornalísticas, entre elas, o Jornal Nacional, que não tolera propinas. Em nota, lida após a exibição da reportagem sobre o caso, a emissora afirma “que após mais de dois anos de investigação, não é parte nos processos que correm na Justiça americana”.

“O Grupo Globo se colocará plenamente à disposição das autoridades americanas para que tudo seja esclarecido. Para a Globo, isso é uma questão de honra. Os nossos princípios editoriais nem permitiriam que fosse diferente. Mas o Grupo Globo considera fundamental garantir aos leitores, aos ouvintes e aos espectadores que o noticiário a respeito será divulgado com a transparência que o jornalismo exige”, diz a nota.

No caso da Fox, Burzaco apontou que o ex-CEO da Fox Pan American Sports, James Ganley, assinou um contrato falso em janeiro de 2008 para esconder um pagamento. Terri Hynes, porta-voz da Fox, disse à Reuters que o grupo não falará sobre o tema. A declaração do executivo compõe o processo em que Marin é julgado nos Estados Unidos por casos de corrupção. Com ele, estão Juan Manuel Napout, ex-presidente da Conmebol e da Federação Paraguaia, e Manuel Burga, ex-presidente da federação peruana de futebol. Em nota, a Fox afirmou que as alegações são falsas e que ela “não detinha qualquer controle operacional sobre a entidade comandada por Burzaco. Esta era uma subsidiária da Fox Pan American Sports que, em 2008, na época do contrato em questão, tinha como controlador majoritário uma firma privada e portanto estava sob sua gestão e controle operacional.” Media Pro, Televisa, Traffic e Full Play não falaram sobre o assunto.

O escândalo de corrupção na Fifa veio à tona em maio de 2015 quando autoridades policiais da Suíça conduziram uma operação em Zurique, para prender executivos do futebol que se reuniam para um evento da Fifa. Os dirigentes estavam na mira de uma investigação do FBI, a polícia federal americana, que os acusava de corrupção generalizada nas últimas duas décadas, especialmente envolvendo escolha das sedes da Copa do Mundo em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar). As prisões foram decretadas por uma corte federal do Brooklyn, Nova York, que informou em comunicado que os valores desviados no esquema seriam de até US$ 150 milhões.

Veja o que o Meio & Mensagem já publico sobre o tema:

Maio de 2015

Escândalo na Fifa envolve marketing
Investigação que prendeu dirigentes da entidade aponta propinas na Libertadores, Copa do Brasil e Copa América e implica Traffic, TyC e Full Play

Como o escândalo Fifa afeta as marcas
De Atlanta, nos Estados Unidos, o consultor Jaime Troiano explica os efeitos que os casos de corrupção na entidade devem causar nos patrocinadores

Fifa: Empresas quebram o silêncio
Nike, McDonald´s, Adidas, Coca Cola e AB Inbev se dizem preocupadas. CBF afirma que vai rever contratos de marketing

Julho de 2015

Coca-Cola e McDonald´s pressionam Fifa
Patrocinadores da entidade exigem mudanças significativas em meio ao maior escândalo de corrupção da história do futebol

Novembro de 2016

Criador da Nike fala sobre corrupção
Em entrevista à Veja, Phil Knight comentou acusações de pagamento de propina em contratos com a Seleção Brasileira

Casos de corrupção afastam marcas da CBF
Gillette, Michelin, Unimed, Sadia e Samsung já romperam com a entidade

 

 

 

 

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