Acervo e digital exclusivo: a nova estratégia da Cultura

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Acervo e digital exclusivo: a nova estratégia da Cultura

Ricardo Fiuza, diretor de marketing da Fundação Padre Anchieta, fala sobre o lançamento da nova plataforma de streaming da emissora

Luiz Gustavo Pacete
8 de janeiro de 2018 - 13h00

 

O acervo infantil é um dos fortes do novo aplicativo da TV Cultura

Em meio a seus altos e baixos com problemas financeiros e greves de funcionários, a TV Cultura é uma das emissoras que podem se orgulhar de seu acervo, sobretudo, aquele de conteúdo infantil. E para utilizar esse conteúdo e aumentar sua interação digital, a emissora criou um núcleo de conteúdo digital focado em interação.

No mês de dezembro, como extensão desse projeto, a emissora lançou uma plataforma de streaming para oferecer tal conteúdo e fomentar a interação com a audiência. O Cultura Digital integra transmissões ao vivo, conteúdos exclusivos, interação com as atrações da emissora, programas de acervo e players das rádios Cultura FM e Cultura Brasil, além dos canais educativos Univesp TV e Multicultura Educação.

“A grande mudança para nós foi de 2016 para 2017, quando estruturamos uma equipe nova e focada nas plataformas digitais. O nosso espectador do mundo digital é diferente do nosso espectador da TV, com diferenças de idade, inclusive. Isso muda a linguagem, muda o formato de entrega de conteúdo”, diz Ricardo Fiuza, diretor do Núcleo de Comunicação e Marketing da Fundação Padre Anchieta.

 

Ricardo Fiuza, diretor do Núcleo de Comunicação e Marketing da Fundação Padre Anchieta.

Meio & Mensagem Quais são os benefícios que o aplicativo trará à TV Cultura e ao público neste momento?
Ricardo Fiuza  O mais importante é que a gente vai conseguir dar aos espectadores, o conteúdo criado e exibido na TV Cultura, na Univesp TV, no Multicultura Educação e também nas rádios Cultura Brasil e Cultura FM. Agora, conseguimos condensar todas essas informações para o nosso público. Outra expectativa, e talvez a principal delas, é a interação com os programas. Hoje, a gente trabalha com uma interação muito benfeita no Jornal da Cultura e no Roda Viva. Também promovemos interações com o público infantil, no Quintal da Cultura, por exemplo. E a ideia é que a plataforma não seja apenas ponte para distribuição de conteúdo, mas também de interação com os nossos espectadores.

Interface do novo aplicativo da TV Cultura


M&M – Como você vê o crescimento da área digital da TV Cultura?

Fiuza – A grande mudança para nós foi de 2016 para 2017, quando estruturamos uma equipe nova e focada nas plataformas digitais. Ou seja, o conteúdo que a gente publica é exclusivo e, se não é exclusivo, é voltado para esse público online. O nosso espectador do mundo digital é diferente do nosso espectador da TV, com diferenças de idade, inclusive. Isso muda a linguagem, muda o formato de entrega de conteúdo.

M&M – O que foi essencial neste processo de transformação?
Fiuza – Primeiro, foi montar uma equipe focada no assunto, uma turma jovem, antenada nas mudanças que estão ocorrendo e apta a fazer acontecer – sem vícios do formato que sempre existiu. Isso foi fundamental, porque as barreiras de transição entre mídias são enormes. Além disso, contamos com todo o apoio com relação a essa nova estrutura. Apoio da área de Engenharia, apoio da área Financeira e Administrativa, apoio da área de Programação e Produção. E do Jornalismo, é claro.

M&M – Quais são as perspectivas da área?
Fiuza – 2018 vai ser importantíssimo. Neste mundo de transição em que estamos vivendo há um bom tempo, precisamos ter produtos digitais, com a visão 100% voltada a esse público online. A gente tem mais de 5 milhões de seguidores atrelados às marcas da TV Cultura em nossos perfis. A gente quer trazer não só o público do digital para TV ou o público da TV para o digital, a gente quer que essas pessoas se transformem. E sabemos que isso acontece quando fazemos um jornal com meia hora só para o YouTube e o Facebook. Quando a gente sai do jornal da TV e vai para o YouTube para ter uma discussão, vemos como esse trabalho é relevante. Os testes estão sendo feitos, agora em 2018 vamos consolidá-los.

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