PwC: até 2022, 82% dos brasileiros terão internet mobile

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PwC: até 2022, 82% dos brasileiros terão internet mobile

Pesquisa global de entretenimento e mídia aponta aumento de US$ 7 bilhões no montante destinado ao acesso à internet nos próximos cinco anos

Salvador Strano
7 de junho de 2018 - 10h56

Créditos: PeopleImages/iStock

Apesar do gargalo de infraestrutura no Brasil, o crescimento de gastos dos consumidores com produtos e serviços como acesso à internet e streaming vai aumentar muito nos próximo cinco anos. Esses dados foram apresentados na 19ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia, realizada pela PwC e divulgada nessa quarta-feira, 6.

A expectativa da PwC é em 2022, 82% dos brasileiros se conectem à internet móvel. Estima-se que a banda larga residencial chegará a 41% dos domicílios no período. Ao todo, os gastos para entrar na rede devem sair de US$15 bilhões, em 2017, para US$22 bilhões em 2022 — aumento médio de 7% ao ano. Nesta edição, a pesquisa está mais otimista, graças a melhora de índices como PIB e emprego.

Em consumo audiovisual, streaming é a que deve crescer mais, com 9,7% ao ano, atingindo 8% de share no setor. Carlos Giusti, sócio da consultoria no Brasil, atribui essa realidade à queda relevância da TV paga, que deve perder cinco pontos percentuais de sua parcela no audiovisual até 2022. A renda de cinema crescerá 7,4% ao ano, e serviços de OTT complementares (como Watch ESPN e Telecine Play), 6,3%, assumindo o segundo e o terceiro lugar, respectivamente.

A queda no consumo de mídia impressa deve ficar mais lenta nos próximos cinco anos. Ao todo, o segmento deve cair, anualmente, cerca de 1%. Jornal segue como principal meio impresso, com 34% de share em 2022 — perdendo dois pontos percentuais na comparação com 2017. O meio será seguido por livros, com 31% de share; informações de negócios, com 23%; e revistas, com 13%.

Segundo a pesquisa, o share do digital no investimento publicitário do Brasil crescerá de 23% para 31% ao fim do ciclo estudado, atrás apenas da televisão aberta. Para a modalidade, “o gargalo continua bastante relacionado ao acesso”, afirma Giusti. “Para mudar isso, ainda é necessário investimentos em infraestrutura por parte do governo.”

Somados os 53 países do estudo, a previsão da PwC é que em 2018, pela primeira vez, a publicidade mobile irá ultrapassar o valor dos anúncios digitais tradicionais. A consultoria afirma também que já em 2020 haverá mais tráfego de dados por smartphones do que em banda larga.

Globalmente, os gastos dos consumidores com produtos de realidade virtual deve alcançar um crescimento anual no de quase 10%, ganhando destaque em entretenimento nos próximos cinco anos. O setor é seguido por podcasts, consumo de dados e eSports.

Ainda levando em conta todos os países estudados, as mídias impressas, jornais e revistas, são os únicos segmentos do setor que devem perder receita nos próximos anos.

Globalmente, segundo a PwC, devem ser investidos cerca de US$ 2,4 trilhões em entretenimento e mídia em 2022. Atualmente, o montante é de US$ 1,9 trilhão.  

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