Quatro perguntas para se preparar para 2018

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16 de fevereiro de 2017 - 9h03

Foto: Reprodução

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Muito se espera em relação ao ano que se inicia. Se 2017 tende a ser um ano de transição entre um período desfavorável para a economia do país e a retomada do crescimento, este é o momento ideal para todos começarem a se preparar para 2018.

Em momentos de crise, ter consciência de quem você é e o que te constitui é tão importante quanto saber para onde ir. No mundo das marcas, é praticamente consenso que o impacto do autoconhecimento na gestão do negócio leva tempo e requer muita energia e engajamento. Mas o que geralmente se vê em grandes empresas é um grande número de gestores engolidos com as demandas do dia a dia, sem chance de olhar para si e para o horizonte. Com dezenas de iniciativas espalhadas por todos os departamentos da empresa, conectá-las e fazer com que contribuam para o objetivo de negócio torna-se um trabalho quase impossível.

Na busca por uma visão da sua própria empresa, há quatro perguntas que os responsáveis por marcas e os executivos deveriam se fazer: 1) Nós temos consciência da situação atual da nossa marca, tanto interna, quanto externamente? 2) Sabemos onde queremos chegar? 3) Temos conhecimento sobre os projetos que têm maior potencial para nos ajudar a chegar onde queremos e fortalecer a nossa marca? 4) Estamos cientes dos nossos principais gaps?

Uma vez esclarecidos esses questionamentos, é preciso designar um time interno para focar no desenvolvimento da marca. Esse time deverá ser responsável por disseminar o que há de melhor na empresa, considerando seus diferentes públicos, além de estruturar um plano de ação para ampliar as iniciativas de maior relevância. Tudo isso para fazer com que elas ganhem ainda mais fôlego.

Um bom caminho é a criação de metodologias próprias, com o objetivo de combinar branding, comunicação e negócio. Elas exigem envolvimento das lideranças e uma grande imersão nos valores e contexto dos clientes, seguidos de uma exploração minuciosa de planilhas, tabulações e análises

No entanto, na maioria dos casos, a resposta a pelo menos uma dessas perguntas é negativa, e é nesse momento que torna-se crucial buscar o auxílio de especialistas no assunto, pois só a partir desse nível de consciência, será possível tomar atitudes assertivas, que visem otimizar os escassos investimentos disponíveis atualmente. Seja através da parceria com uma agência ou com uma consultoria especializada, é fundamental contar com um agente externo, com uma metodologia apropriada, capaz de identificar os pontos fortes e fracos da empresa. Geralmente, o processo de conhecimento é complexo e leva alguns meses, mas ele é fundamental, uma vez que sua ausência suga tempo e dinheiro, além de gerar conflitos internos e externos.

Um bom caminho é a criação de metodologias próprias, com o objetivo de combinar branding, comunicação e negócio. Elas exigem envolvimento das lideranças e uma grande imersão nos valores e contexto dos clientes, seguidos de uma exploração minuciosa de planilhas, tabulações e análises. Com tantas fontes, os trabalhos ganham muito mais corpo do que somente um olhar de comunicação e acabam permitindo a entrega de um diagnóstico macro, claro, com dashboards, fichas e matrizes.

Ao final, os clientes recebem uma nítida fotografia do momento, um mapa de diretrizes, ganhos rápidos (quick wins) e ações indicadas para médio e longo prazo, que permitem à diretoria e aos gestores atuarem com base em dados. Dependendo do porte da empresa, é possível até programar uma plataforma online para que a gestão, a partir de então, se torne mundial.

Por fim, uma dica é válida: para que esses projetos saiam do papel, é preciso que as principais lideranças acreditem e comprem a ideia com foco em ganhar o jogo pós-crise. Em um ano em que todos olham para o futuro, é muito provável que os players que souberem também olhar para dentro e investir em consciência de marca, sairão na frente no mercado.

 

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