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Posso ajudar?

É nobre a intenção dessa mensagem, sobretudo quando ela é mais do que uma mensagem ou uma mera fantasia


18 de abril de 2017 - 12h48

Sabe aqueles funcionários que vestem um colete com essa pergunta: Posso ajudar? Bem, nem sempre eles estão ali tão dispostos a ajudar, eu sei bem. Cara amarrada, postura cansada e normalmente fugindo de rostos aturdidos que normalmente estão precisando de ajuda.

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Foto: Reprodução

Mas, ainda assim, acho nobre a intenção da mensagem. Sobretudo quando ela é mais do que uma mensagem ou uma mera fantasia. Porque ajudar é um ato nobre, evoluído e, claro, útil. Por isso, tenha certeza: mostrar disposição de ajudar encanta e conquista até o coração mais empedernido. Basta você se colocar na pele daquele que precisou e foi ajudado.

Nós, talentosos e brilhantes publicitários, devemos pensar mais nisso. E realizar mais isso. Porque, em primeira e última instâncias, somos prestadores de serviço. Cobertos de glamour, griffes e afins, mas prestadores de serviço. E, assim sendo, deveríamos vestir esse colete imaginário todos os dias e exibi-lo com orgulho.

“Como posso ajudar?” estampado no nosso peito e nas nossas costas em letras garrafais! Mas, assim como naquela loja de departamentos confusa, não adianta só vestir o colete. É preciso vestir o espírito. Porque a intenção da nossa labuta do dia a dia, e do noite a noite, é exatamente essa. Seja desenvolvendo uma estratégia sólida, criando uma campanha matadora, emprestando experiência em tomadas de decisões, castigando o cérebro em busca da melhor solução.

Estamos aqui para ajudar, contribuir, somar, amparar, proteger, socorrer, auxiliar, acudir, colaborar, cooperar, assessorar, apoiar e todos os demais sinônimos aguardados e desejados pelo nosso cliente. Cliente que muitas vezes não sabe como pedir essa ajuda, algumas vezes pede errado e outras tantas não se sente seguro nem para pedir. E quer saber?

A gente precisa se antecipar, precisa ser visto como a luz no fim do túnel, a mão segura que vai tirá-lo daquele mar agitado. Ajudar, meus amigos, ajudar. Tem que estar ali no colete, tem que estar ali no DNA. E se você acha que não é esse o espírito, acredite, provavelmente você se perdeu em algum ponto da estrada e está se afastando do seu propósito. Mas, a coisa piora logo adiante: esse caminho tortuoso muitas vezes é sem volta. Porque quando o cliente percebe que não pode contar com você, ele vai procurar alguém que, olha a ironia, possa ajudar.

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